Ha como eu Queria q ela Soubesse

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"A Escritura não coloca Deus no banco dos réus da lógica humana; ela O apresenta como o Sol de onde emana toda a verdade e a realidade primária de toda a existência."

A ave que vive de catar o lixo é magnífica. Ela é simples e pobre, como todos os animais. O urubu levanta o pescoço para que eu o veja.

Como pode um Sol se apaixonar,
Por uma Flor nascida para perfumar ?
Ela tem um trunfo, sabe conquistar
E o Sol se entrega sem hesitar.

"O cérebro não registra a realidade como ela é, mas sim como ele escolhe interpretá-la."

Que possamos florescer como seres "humanos" para vida deixando que Ela se revele.

Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨

Os anjos não decidem como a História acontece, apenas anunciam e acendem a fogueira para que ela seja contada.

-Que diabos de poeta é você que não fala da beleza da rosa?
-Prefiro falar sobre como ela permanece de pé!

A verdadeira beleza nunca esteve presa ao reflexo do espelho. Ela se revela na forma como você ama, acolhe, respeita e transforma a vida de quem está ao seu redor. Não existe "feio" quando falamos da singularidade humana; existem pessoas diferentes, cada uma com sua própria identidade e beleza.

Ela, sempre ela. Sempre tratada como nada, menosprezada, subjugada. Ela que ri e que chora. Já foi queimada, pisoteada, diversas vezes maltratada. Ela que trabalha à noite para sobreviver a mais um dia. Alimenta João Pedro e Joana. Guarda cinco reais para comprar um sorvete para João Pedro; Joana prefere jujubas. Ela que frequenta a igreja e chora, implora, pede ajuda. Diversas vezes bateu de porta em porta — sempre fechada.


Nunca foi amada como deveria. Na infância, apanhava do pai; na mocidade, do marido. Agora está sozinha. Não procura mais amor, nem calor, nem alguém que faça promessas. Vive, apenas. Erra. Enfrenta desafios. Dá a cara a tapa.


Ela atravessa a rua e sente os olhares pesarem mais que a própria bolsa. Ela que sempre é apontada, alvo de olhares desprezíveis, vítima de pessoas insensíveis. Chamam-na de vagabunda. Nunca perguntaram como era sua graça. Luta todos os dias. Já passou pelo vício, enfrentou o alcoolismo, superou as drogas.


Ela que não encontra trabalho digno, que sonha, lá no fundo, debaixo de toda a tristeza e mágoa. Encara desafios que ninguém conhece. Finge sorrir, canta para disfarçar. Às vezes, olha o pôr do sol por alguns segundos antes de voltar para a realidade. Dizem que lhe falta vergonha, caráter. Oportunidades, infelizmente, nunca lhe ofereceram.


Ela é só mais uma. Ela não sabe como será o amanhã, mas todos os dias acorda cedo e, mesmo com medo, faz suas coisas, cuida das crianças, vai para a rua. Entre vielas, barracos e lugares estranhos, conversa, joga um pouco de charme, finge que ainda é bela.


Ela, sempre ela. Quem é ela? Por que a vida foi tão covarde? Que diabos haveria feito em outras vidas? Quando acabaria a sua tragédia? Quem a espera na esquina?


Ela é Maria, mas não imaculada. Embora siga em constante padecer, atravesse tamanha dor e enxugue tantas lágrimas, continua de pé. Talvez você a veja todos os dias. Talvez não a perceba. Talvez nem ligue.


Ela é só mais uma marginalizada. Como se ela tivesse escolha. Como se tivesse buscado a forma mais fácil. Como se...


Mas por que isso importa, se nem a vida dela significa algo para você?


Ela. Sempre ela. E, ainda assim, ninguém a vê.


- Franckles Werivan

Ela chega devagar, como um sopro novo,
fecha a porta do descanso, abre o caminho.
Não é só o início de uma nova jornada,
mas uma página em branco para escrever carinho.

Traz um pouco de cansaço, sim, é verdade,
mas também força que renasce sem parar:
é o empurrão suave da realidade,
convite para recomeçar e brilhar.

Com café quente, passos firmes e esperança,
ela nos ensina a ter pé no chão:
segunda‑feira é a porta da mudança,
o primeiro passo para a realização.

Ela se ergue da terra como um punho gigante, esticando-se para tocar o céu — uma torre colossal de pedra enrugada cujo nome conjura uma mistura de maravilha e terror.
Reno Fioraso

Diante dos ventos da dúvida, a Cruz permanece como a âncora da mais profunda convicção. Ela não é um símbolo de dor, mas a manifestação da força e do alicerce da promessa. Que a lembrança desse ato de amor incomparável infunda a coragem, para que eu afirme a minha fé e permaneça firme, sabendo que o lenho é a prova do eterno cuidado.

A vida é um presente, e a gratidão por ela deve se manifestar na forma como tratamos o próximo.

Falo com a minha sombra como se fosse confissão. Ela não responde com palavras, mas conhece meus segredos. Permanece quando todos os outros vão, como testemunha muda. Às vezes a abraço e sinto que as coisas podem voltar a ser. Outras, a empurro e desejo que se torne apenas um traço.

Quando a fé vacila, ela cai em silêncio como lâmpadas queimadas. Mas o que sobra não é escuridão absoluta, é colo de noite. Aceito a noite com a convicção de que o dia foi apenas adiado. E finjo acreditar até que a fé ensaie um recomeço. Porque crescer também é saber fingir esperança com verdade.

A tempestade não dura para sempre, mas o que ela constrói em nós dura, dura como lição, dura como força, e dura como fé.

A felicidade não é um pico a ser atingido, mas a maneira como você caminha. Ela está nos seus passos, na sua razão, não no seu destino.

A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.

A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.


- Tiago Scheimann