Ha como eu Queria q ela Soubesse
*Deixa acontecer a tua fé...
Que seja ela assim, como o céu... sem limites.*
_________FranXimenes
28*11*2013
A tecnologia é apenas uma ferramenta, mas é a maneira como a usamos que determina se ela será um benefício ou uma ameaça para a humanidade.
Simplismente sorrio como forma de gratidão, a menina cresceu e hoje ela não chora mais em vão.
Chorar agora só se for de felicidade!
“ O modo como a pedra bruta é desbastada decide, se ela sustentará a construção, ou se não passará de descarte ”.
Márcos Frèitas
A traição é como uma ferida que doe e queima por dentro. Ela deixa marcas profundas e abala a confiança. Superar essa dor exige tempo e apoio, mas é possível aprender e crescer.
A minha ansiedade não é apenas um sentimento passageiro…
Ela é como uma sombra que me segue, mesmo nos dias mais claros.
Às vezes, não sei nem explicar o motivo, mas ela está lá —
como uma tempestade silenciosa, destruindo tudo dentro de mim.
A prece de Cáritas não se eleva em gritos nem se impõe em promessas; ela se derrama como um rio manso que sabe aonde vai. Sua beleza está na simplicidade que desarma o ego e na profundidade que educa a alma. Ao pronunciá-la, o ser humano deixa de pedir para ser poupado da vida e passa a pedir para ser digno dela.
Cáritas ensina que o verdadeiro auxílio divino não é a retirada das dores, mas a ampliação da consciência. Cada palavra da prece parece recordar que nada nos pertence de forma absoluta: nem o corpo, nem o tempo, nem as certezas. Tudo é empréstimo sagrado, e a gratidão surge quando compreendemos que até as provas carregam lições silenciosas, moldando o caráter e despertando o amor que ainda não sabíamos possuir.
Há nessa oração uma pedagogia espiritual profunda: aceitar o que não pode ser mudado, agir com retidão diante do que pode ser transformado e confiar quando a razão se esgota. Ela não incentiva a passividade, mas a serenidade ativa aquela que trabalha no bem sem revolta, que sofre sem ódio e que serve sem esperar reconhecimento.
A prece de Cáritas também nos chama à fraternidade real, não idealizada. Ela nos lembra que a dor do outro não é um espetáculo distante, mas um espelho possível do nosso próprio caminho. Ao pedir forças para suportar e aprender, o orante se compromete, ainda que silenciosamente, a não ser instrumento de sofrimento, mas de consolo, equilíbrio e luz.
No fim, essa prece é um exercício de alinhamento interior. Ela recoloca o ser humano em seu lugar justo no universo: nem centro de tudo, nem abandonado ao acaso. Apenas um viajante consciente, sustentado pela confiança, caminhando entre quedas e elevações, certo de que toda experiência, quando atravessada com amor, se transforma em sabedoria.
Uma lembrança esquecida é como uma borboleta que já não é mais lagarta. Liberta do casulo, ela voa entre as flores e nesse instante é para sempre borboleta, pois o presente é inexorável e, se há sol, a chuva é esquecida, como girassóis que não se lembram da semente. A vida acontece no agora e o arco-íris não permanece no céu.
Há em nossas mentes uma cidade que só existe quando ninguém pensa nela. Nessa cidade mora o passado esquecido e todas as pessoas que passaram como vertigem ignorada. Aquela velha preocupação já esquecida mostra que o tempo passa e não há bem ou mal que dure, como um rio que corre para o mar e ignora a margem transitória que o delimita. A cidade dos temores esquecidos e das alegrias peremptória. Restam dois olhos que observam, na agudeza da retina subjetiva, como o espaço que a câmera enquadra.
O universo está de tão forma organizado que se um objeto decide abandonar sua função, um efeito cascata acontece. Digamos que o relógio já não marca as horas, todo o mundo entra em desordem, pois nem sempre há o sol para marcar o tempo universal. Se um tanque de guerra passasse a lançar flores, não haveria cheiro de morte, nem corações pretos de luto.
O som pede desculpas com o silêncio. Antes de haver som havia o silêncio. O som é sempre uma quebra na ordem cósmica, um ruído que reverbera como uma flauta desafinada, que incomoda os ouvidos. Apenas a música como obra de arte vale mais que o silêncio, mas não é possível viver de aplausos. O silêncio é a resposta da natureza quando uma semente brota sem anúncio.
Eu me encontro em mim mesma em vários momentos do dia. Sou aquela que escolheu a direita e a esquerda e estive no céu e no inferno. E o inferno era a própria terra tomada pela ganância e seus horrores. No céu não havia nuvens, havia paz. E a paz é o silêncio primordial que organiza o caos em melodia. Não há inferno que ofusque a grandeza do paraíso. E então minha alma repousa e adorme em meio à natureza harmônica.
Enquanto a Magia não for descoberta dentro de si mesmo, ela continuará apenas como contos de fadas para aqueles que a desconhecem. Márcia Raphael
Culpa
A culpa não chega gritando.
Ela sussurra.
Surge como um pensamento repetido na madrugada:
“Eu deveria ter feito diferente.”
E quanto mais essa frase ecoa, mais ela pesa.
Não é apenas o que aconteceu que dói é a história que eu conto sobre o que aconteceu. Quando transformo o erro em sentença, a dor se amplia. Quando digo a mim mesma “eu estraguei tudo”, começo a acreditar que sou maior do que o próprio erro. E então a culpa deixa de ser um sentimento e vira identidade.
Mas se eu paro por um instante…
Se eu respiro…
Talvez eu consiga enxergar que, naquele momento, eu estava tentando sobreviver com os recursos que tinha. Talvez estivesse cansada demais, confusa demais, ferida demais para escolher melhor. Nós decidimos a partir do que conseguimos ver e às vezes nossa visão está turva.
O passado não pode ser reescrito.
E lutar contra isso só me aprisiona mais.
A maturidade começa quando eu escolho olhar para o que foi feito sem fugir. Quando reconheço:
“Eu errei.”
Sem justificar.
Sem dramatizar.
Sem me destruir.
Errar não me transforma em erro.
Significa apenas que sou humana.
Hoje, talvez o mais difícil e o mais libertador seja dizer:
“Há consequências. E eu vou encará-las.”
Não tenho poder sobre ontem.
Mas tenho responsabilidade sobre agora.
Não sei de onde nasce a inspiração para escrever. Ela apenas aparece, suave, como quem chega para despertar a alma.
Muita gente vê a carência como algo ruim. No entanto, ela pode ser entendida como intensidade, uma necessidade genuína de conexão, de presença, de trocas que atravessam a superfície e chegam ao íntimo do ser.
Querer receber não é fraqueza; querer doar não é submissão, mas coragem. Companhia verdadeira não se resume a estar junto: é se doar, se arriscar a sentir, se comprometer de verdade. É se expor mesmo diante do risco, aceitar que a dor faz parte do caminho, que ela molda e revela.
A solidão, por vezes, é o espaço onde se encontra a própria essência, onde se lapida e se reconhece, descobrindo bordas e rachaduras, e ainda assim permanecendo inteiro. Estar carente não significa depender do outro nem acreditar que não se consegue viver sozinho. Pelo contrário, é reconhecer a capacidade de existir em si mesmo e, ainda assim, escolher compartilhar quando houver vontade.
A presença do outro passa a ser um complemento que enriquece, e não algo que define. O ato de se abrir, se entregar e sentir — mesmo nas pequenas doses do cotidiano — é expressão de um amor vivido.
É desejar ir além da superfície, buscar profundidade, aceitar que medo, solidão, conflito e dúvida caminham lado a lado com a coragem de sentir, com a força de permanecer inteiro, com a ousadia de amar.
A carência consciente revela coragem. A presença do outro torna-se complemento, nunca exigência. Viver plenamente consigo mesmo e ainda assim se abrir ao que faz sentido é descobrir a beleza de sentir necessidade e intensidade, de não ter vergonha de precisar e, ao mesmo tempo, de oferecer.
É isso que torna a vida rica, viva e, no fim, genuinamente nossa.
Amizade
Sem procurar, sem pensar.
Ela aparece.
Aparece de não sei onde, e não sei como.
Mas, a amizade que vinga, é a verdadeira amizade.
Amizade é sentir pelo próximo um afeto, um carinho.
É querer bem, é desejar o melhor.
É sorrir para vê-lo sorrir, é curtir um dia de chuva.
Ouvir uma música e nem perceber que a chuva continua a cair.
É saber fazer de um instante, um momento para sempre.
E depois guardar na tua memória.
A vida se divide em fases: igual a lua. Mas, assim como ela, não importa por qual fase se está passando. O mais importante é jamais deixar de brilhar, até mesmo quando passamos por uma fase escura. Por isso, brilhe sempre em todas as suas fases. Porque assim como a lua, você é, e está sempre MARAVILHOSA...!
Prevenção às drogas é REVELAR os malefícios, antes que ela se apresente como a solução dos problemas.
Em seu silencioso coração ela clama por ti, como uma ninfa dançando ao som da primavera, clama sua voz.
Quer sair, ser tocada pelos raios fulgentes de um sol de abril, se despe daquilo que a emudece e se veste dos desejos de ser som.
Sua voz é o verbo que chama, que posto no mundo faz emergir o que clama.
Ouça a voz que vem do coração de um deus...deixe cantar sem palavras, deixe bailar ao luar com encanto e graça.
Encontre-a nos sons delicados e nas fúrias da natureza, descubra com que ternura ou ímpeto ela vibra em ti e por ti...
Graciela
Ela aprendeu a ser forte cedo demais. Dá pra ver no jeito que segura o mundo como se nunca tivesse tido escolha.
E eu já vi o instante em que essa força falha, não por fraqueza, por confiança. Já vi quando ela encosta a testa no meu peito e respira fundo, como se ali pudesse baixar a guarda.
O olhar dela não me observa. Me atravessa. Tem algo ali que desafia e, ao mesmo tempo, se entrega. E eu gosto dessa contradição.
O sorriso ilumina, mas a boca dela não beija por acaso. Ela beija como quem decide ficar. Lenta. Quente. Sem plateia.
Eu penso na boca dela quando estou sozinho. Penso no jeito que ela fecha os olhos quando minha mão encontra a curva da cintura e o corpo dela responde antes da razão.
Ela é forte, sim. Mas o corpo dela entrega o que a postura tenta esconder quando encontra abrigo.
Eu não quero diminuir a força dela. Eu quero ser o único lugar onde ela não precise usá-la.
Porque quando ela ama, não é superfície. É incêndio que sabe onde queimar.
E eu desejo esse fogo, não para apagar, para arder junto.
Graciela.
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