Ha como eu Queria q ela Soubesse
Não sei de onde nasce a inspiração para escrever. Ela apenas aparece, suave, como quem chega para despertar a alma.
Muita gente vê a carência como algo ruim. No entanto, ela pode ser entendida como intensidade, uma necessidade genuína de conexão, de presença, de trocas que atravessam a superfície e chegam ao íntimo do ser.
Querer receber não é fraqueza; querer doar não é submissão, mas coragem. Companhia verdadeira não se resume a estar junto: é se doar, se arriscar a sentir, se comprometer de verdade. É se expor mesmo diante do risco, aceitar que a dor faz parte do caminho, que ela molda e revela.
A solidão, por vezes, é o espaço onde se encontra a própria essência, onde se lapida e se reconhece, descobrindo bordas e rachaduras, e ainda assim permanecendo inteiro. Estar carente não significa depender do outro nem acreditar que não se consegue viver sozinho. Pelo contrário, é reconhecer a capacidade de existir em si mesmo e, ainda assim, escolher compartilhar quando houver vontade.
A presença do outro passa a ser um complemento que enriquece, e não algo que define. O ato de se abrir, se entregar e sentir — mesmo nas pequenas doses do cotidiano — é expressão de um amor vivido.
É desejar ir além da superfície, buscar profundidade, aceitar que medo, solidão, conflito e dúvida caminham lado a lado com a coragem de sentir, com a força de permanecer inteiro, com a ousadia de amar.
A carência consciente revela coragem. A presença do outro torna-se complemento, nunca exigência. Viver plenamente consigo mesmo e ainda assim se abrir ao que faz sentido é descobrir a beleza de sentir necessidade e intensidade, de não ter vergonha de precisar e, ao mesmo tempo, de oferecer.
É isso que torna a vida rica, viva e, no fim, genuinamente nossa.
Amizade
Sem procurar, sem pensar.
Ela aparece.
Aparece de não sei onde, e não sei como.
Mas, a amizade que vinga, é a verdadeira amizade.
Amizade é sentir pelo próximo um afeto, um carinho.
É querer bem, é desejar o melhor.
É sorrir para vê-lo sorrir, é curtir um dia de chuva.
Ouvir uma música e nem perceber que a chuva continua a cair.
É saber fazer de um instante, um momento para sempre.
E depois guardar na tua memória.
A vida se divide em fases: igual a lua. Mas, assim como ela, não importa por qual fase se está passando. O mais importante é jamais deixar de brilhar, até mesmo quando passamos por uma fase escura. Por isso, brilhe sempre em todas as suas fases. Porque assim como a lua, você é, e está sempre MARAVILHOSA...!
Prevenção às drogas é REVELAR os malefícios, antes que ela se apresente como a solução dos problemas.
Em seu silencioso coração ela clama por ti, como uma ninfa dançando ao som da primavera, clama sua voz.
Quer sair, ser tocada pelos raios fulgentes de um sol de abril, se despe daquilo que a emudece e se veste dos desejos de ser som.
Sua voz é o verbo que chama, que posto no mundo faz emergir o que clama.
Ouça a voz que vem do coração de um deus...deixe cantar sem palavras, deixe bailar ao luar com encanto e graça.
Encontre-a nos sons delicados e nas fúrias da natureza, descubra com que ternura ou ímpeto ela vibra em ti e por ti...
Graciela
Ela aprendeu a ser forte cedo demais. Dá pra ver no jeito que segura o mundo como se nunca tivesse tido escolha.
E eu já vi o instante em que essa força falha, não por fraqueza, por confiança. Já vi quando ela encosta a testa no meu peito e respira fundo, como se ali pudesse baixar a guarda.
O olhar dela não me observa. Me atravessa. Tem algo ali que desafia e, ao mesmo tempo, se entrega. E eu gosto dessa contradição.
O sorriso ilumina, mas a boca dela não beija por acaso. Ela beija como quem decide ficar. Lenta. Quente. Sem plateia.
Eu penso na boca dela quando estou sozinho. Penso no jeito que ela fecha os olhos quando minha mão encontra a curva da cintura e o corpo dela responde antes da razão.
Ela é forte, sim. Mas o corpo dela entrega o que a postura tenta esconder quando encontra abrigo.
Eu não quero diminuir a força dela. Eu quero ser o único lugar onde ela não precise usá-la.
Porque quando ela ama, não é superfície. É incêndio que sabe onde queimar.
E eu desejo esse fogo, não para apagar, para arder junto.
Graciela.
A Bíblia não se oferece como um livro morto. Ela se comporta como um organismo simbólico. Suas histórias parecem simples à primeira vista, mas operam em camadas. Narrativas de pastores, reis, guerras, quedas, promessas, traições e redenções. Mas por trás da superfície histórica existe uma arquitetura psicológica e espiritual que continua se repetindo dentro de você e dentro de mim. Porque o jogo humano não mudou tanto quanto você gosta de imaginar. Mudaram as roupas, as ferramentas, os nomes. A estrutura interna permanece.
Quando você lê sobre o deserto, você não está lendo apenas sobre areia e calor. Você está lendo sobre períodos de escassez interna, sobre travessias sem garantias, sobre caminhar sem saber exatamente onde vai chegar. Quando você lê sobre o dilúvio, não é apenas água. É excesso. É saturação. É o colapso de um sistema interno que não se sustenta mais. Quando você lê sobre a cruz, não é só dor física. É confronto com limites, com escolhas irreversíveis, com o custo real de sustentar uma verdade até o fim.
E é aqui que o enigma começa a se aprofundar. Duas pessoas leem o mesmo trecho. Uma sente consolo. A outra sente confronto. Uma encontra esperança. A outra encontra acusação. Isso não acontece porque o texto é confuso no sentido vulgar da palavra. Acontece porque o texto funciona como um campo simbólico que ativa conteúdos internos diferentes em cada leitor e leitora. Ele não entrega respostas prontas. Ele provoca perguntas certas. E perguntas certas quase sempre incomodam mais do que respostas fáceis.
O erro comum é tratar a Bíblia como um livro que fala apenas sobre Deus. Ela fala também sobre você. Sobre seus mecanismos internos. Sobre seus padrões de fuga, de orgulho, de medo, de negação. Os personagens não são apenas figuras históricas. Eles são arquétipos psicológicos. O traidor vive em você. O justo vive em você. O covarde vive em você. O fiel vive em você. E o conflito entre eles é diário.
Quando alguém afirma que sua interpretação é a única correta, essa pessoa revela mais sobre sua necessidade de controle do que sobre o texto em si. A Bíblia não se submete ao ego humano. Ela o atravessa. Ela o expõe. Ela o relativiza. Não existe leitura neutra. Toda leitura passa pelo filtro da história pessoal, das feridas, das crenças, das defesas. Por isso, duas consciências diante do mesmo versículo jamais estarão no mesmo ponto.
Isso não significa que tudo é relativo ao ponto de não haver verdade. Significa que a verdade é grande demais para ser capturada de uma vez só. Você acessa fragmentos conforme sua capacidade de sustentar aquilo que vê. O arquiteto do universo não errou ao fazer assim. A perfeição não está na rigidez. Está na adaptabilidade simbólica. Um texto que ainda conversa com você milhares de anos depois não sobreviveu por acaso.
Os anjos não decidem como a História acontece, apenas anunciam e acendem a fogueira para que ela seja contada.
A perda não leva apenas o que amamos. Ela deixa em nós o espaço exato da ausência, como um molde invisível. E é nesse vazio que a saudade planta raízes, transformando o silêncio em memória viva.
"Peso de Uma Mão Só"
Ela se aproximou como quem oferece abrigo,
mas só procurava abrigo em mim.
Trazia a capa da amizade,
mas por dentro só carregava espera —
espera de tudo que eu podia fazer.
Fazia de mim degrau,
escada, ponte,
me pedia tudo,
e eu — tola por amizade — dava.
Corria por ela,
dobrava o tempo,
me sacrificava em silêncio
por uma amizade que era só espelho,
refletindo só o que a favorecia.
E quando a luz se acendia,
ela estava no centro.
O brilho era dela,
o feito era dela,
eu era só a sombra que ninguém nomeia.
E o mundo a aplaudia,
como se ela fosse santa,
como se o esforço fosse dela,
como se eu não existisse atrás da cortina puxada.
Fui corpo sem rosto,
mão sem palma,
voz que ecoava no fundo
sem nunca tocar o ar.
Ela nunca quis me conhecer,
só queria o que eu podia oferecer.
E quando precisei,
sequer se virou.
Hoje vejo:
amizade que pesa só de um lado
é corrente, não laço.
É prisão, não afeto.
Seja como sua imaginação
Permita que ela te dê asas
E voe voe o mais alto que puder
Sinta o vento da liberdade em cada bater de asas,a cada subida...
Marcio Melo
Se alguém está nessa situação, é porque ela se colocou nela.
"Como meu avô dizia: se você encontrar um jabuti em cima de uma árvore, deixe-o lá, porque jabuti não sobe em árvores."
Ou seja: Ele que se vire!!!!
A imensidão não pesa: ela respira. É leve como o vento que toca a terra e profunda como a lua que vigia em silêncio.
"A mentira não só tem perna curta como é dedo duro quando ela aponta na língua o sentido vem dando vazao a verdade ocultada."
Amizade-Escudo
Te odeio por tua amizade,
Que despreza o meu desejo;
Ela serve como um escudo,
Que me barra o passo e o beijo.
Tenho raiva do silêncio,
Que me deixa sem resposta;
Ignorando os meus sinais,
Finges que de mim não gostas.
Odeio meu coração,
Por teimar no sem retorno;
Preferindo a rejeição,
Deste meu viver tão morno.
Como desprezo esse medo,
Do corte, do afastamento;
Da certeza que já tenho,
Deste meu cruel tormento.
Eu me sinto tão iludido,
Pelo teu modo de agir;
Pela tua dissimulação,
Que me impede de fugir.
A paz já não me pertence,
Longe de ti, a angústia;
Perto, resta a solidão,
Nessa entrega sem astúcia.
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