Ha como eu Queria q ela Soubesse
Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade.
O desejo é o horizonte, aquele que norteia, mas nunca se alcança. Como escreveu Eduardo Galeano sobre utopia como horizonte: eu caminho dois passos em direção ao horizonte, e o horizonte se afasta dois passos de mim. Caminho dez passos, ele se afasta dez passos. O horizonte não existe para que se chegue até ele, e sim para não me impedir de caminhar. E o desejo é o que impede que eu não pare de caminhar. Por isso, o desejo é imortal.
Frequentemente, sem nos dar conta, buscamos a Jesus por motivos errados. Sem querer, o usamos como “lâmpada de Aladim”. Nós o reduzimos a uma fonte de suprimentos para os momentos de crise.
Como teu amigo estou disposto a contar as mais loucas piadas e a bancar um grande bobão só para te fazer sorrir,
mas com mesma facilidade, estou disposto a provocar teu mais sincero choro, se assim for necessário;
para que futuramente não sofras!
Conforme Jean Paul Sartre, a existência precede a essência. Bem como René descartes, Penso, logo existo. Não obstante Sócrates, só sei que nada sei. :)
Dois corações e a máquina do tempo
Caminhava no final da tarde como de costume quando avistei um casal de velhinhos, eles varriam juntos a calçada que estava tomada por grama recém cortada. Cena maravilhosa, o sol, o céu e aquele casal - que deve estar junto a um tempão - varrendo a grama, fazendo um mesmo montinho.
Lembrei dos meus avós que estão completando cinquenta anos de casados. Pensei em como os relacionamentos tem mudado, sobre a independência das mulheres e as consequências que mergulham nós, homens, ainda mais na “síndrome de Peter Pan”.
Quando afinal definiram-se os prazos de validade? Porque ficou tão difícil o “felizes para sempre”? Teria a evolução não acompanhado os corações? Bem, poderíamos argumentar centenas de motivos, partir de vários pontos de saída, para ao final, cruzar a mesma chegada: o ser humano segue intolerante.
Sabem o mais interessante na história do casal que varria a calçada? Quando me aproximei deles ouvi o velinho disparar a seguinte frase: "mah dio cristo cabeçuda non me vare o meu que o vento leva."
Para se compor a essência da união é necessária a aceitação, mais do que a de outro, a própria. Quando nos vemos seres falíveis, compartilhamos os medos e aceitamos que a perfeição de uma relação está justamente na imperfeição humana, é quando descobrimos o milagre que fez de nós, seres tão egoístas, capazes de amar.
A busca pela satisfação por vezes traz a solidão. A ânsia de encontrar-se alguém acaba por ser o prelúdio do fim. No oceano das possibilidades, das tecnologias que tornam o de ontem velho demais para o hoje, nascem as novas gerações, cada vez mais consumistas até mesmo em quanto as relações.
Caminhava eu num final de tarde quando avistei dois velinhos que juntos varriam a calçada: seria isso o amor? Um montinho de grama feito por duas pessoas? Não; acredito que o amor daqueles dois estava justamente no xingamento que sucedeu a cena, estava na certeza de que mesmo se os ventos não fossem favoráveis e desfizessem aquele montinho, ainda assim eles poderiam refazê-lo.
A paixão é o que você somente admira, já o amor, é o tanto que você aprende a reconsiderar.
O amor é como a estrada, te leva a qualquer lugar
Mas pode te deixar sem rumo.
É como os becos escuros
Você entra mais não sabe o que vai encontrar
O amor é como o mar
Não se conhece o inicio nem o fim
É como o fogo
Queima, levanta labaredas
Mas ficam as cinzas
O amor é como pimenta
Mesmo ardendo deixa sabor
É como o ar não o vê, mas precisamos
O amor é peixe
Arrisca-se em sua piracema
É como o sol
Nasce para todos
O amor é como o amor
Arde ,mata destrói
Mas é amor.
Mas não estava triste. Era como se de repente tivesse percebido que vivia, e que aquilo nada mais era do que um capítulo, uma etapa.
Como se medem a grandeza ou a pequenez das criaturas graças aos ideais que possuem, é na ação que se avalia a excelência das suas aspirações, pois que aí, ao operá-las, trazê-las ao mundo objetivo, é que elas experimentam a intensidade dos fornos onde são lançadas antes de se tornarem realidade.
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.
Como serva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.
E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha?
Gosto da sua companhia.
Gosto do seu visual desgrenhado como se tivesse medo de cortar o cabelo.
Gosto do seu jeito de criança doce, mesmo sendo assim tão alto e tendo essa cara de mal.
Gosto da sua cara de bobo ao me ver falar. Não tira os olhos de mim, mas não presta atenção em nada do que eu estou falando.
Gosto quando nesse mesmo olhar você solta um largo sorriso. Poucas pessoas conseguem sorrir com os olhos.
Gosto quando você me sorri. Singela e despretensiosamente você me oferta um sorriso sincero e as pessoas nem imaginam quanta cumplicidade há implícita nele.
Gosto do seu humor inteligente e quando você me explica coisas como a origem dos Guerreiros Nórdicos até o que é um simples Toy.
Gosto das besteiras que você diz e de como você ri das bobagens que digo.
Gosto quando a gente pula de um assunto para o outro sem concluir nenhum e tudo sempre acaba num sorriso, ou num beijo.
Gosto do inesperado, da incerteza que nos envolve e de não saber ao certo quando vou te ver de novo. Se vou te ver de novo.
Gosto quando você some e dias depois aparece com a cara mais deslavada do mundo dizendo que eu sumi.
Gosto de repetir pra mim mesma "essa é a ultima vez" aí você aparece do nada me chamando. E eu vou...
Gosto da cara "não sei" que eu faço quando as pessoas perguntam sobre nós. Eu gosto de não saber.
Gosto de saber que a nossa história não tem roteiro, nem itinerário, nem amarras, nem normas, nem nomenclatura. Ela é simplesmente a nossa história.
Gosto quando você toca e acaricia o meu rosto como se tocasse uma jóia rara.
Gosto do seu abraço apertado, tão apertado que parece que nossos corpos vão se fundir num só.
Gosto de sentir o seu coração pulsar colado no meu corpo.
Gosto da cara de boba que eu faço quando recebo uma mensagem sua.
Gosto de não fazer planos e nem alimentar esperanças.
Gosto de viver um dia de cada vez, um passo de cada vez...
Gosto de termos tanta coisa em comum, apreciarmos as mesmas músicas e artistas.
Gosto do nosso repertório variado.
Gosto de ver o brilho no seu olhar e sentir a emoção na sua voz quando você fala das duas coisas que você mais ama no mundo.
Gosto de lembrar de como nos conhecemos há tanto tempo atrás, dos desencontros que aconteceram e de como o destino se encarregou de nos unir de novo, assim do nada.
Gosto de te ver cantar, mesmo sabendo que não é pra mim, eu faço de conta que é. Talvez até seja, mas eu nunca vou perguntar.
Gosto da sua energia boa e da sua alma leve. Me traz uma paz...
É... eu gosto de você!
Ainda me lembro como se hoje fosse o primeiro dia de minha vida , pois o ultimo nao pretendo viver nunca."
Orar é como voltar pra casa, voltar pro éden, voltar pro céu.
Pensar na palavra de Deus e falar com Ele sempre manterá sua mente protegida.
Uma vida de oração fará farto seu celeiro.
E no dia da fome terá mantimento para alma.
O dia que tiver sede terá rios de água viva.
Orar é sair do tempo e passear em uma estrada onde o que será já foi e o que É vem vindo.
Orar é trazer pra cá o que sua mente já alcançou, pela Fé.
Platão dizia que o tempo é a eternidade em movimento, eu digo que a eternidade em movimento é você.
Se o seu interior medita dia e noite na palavra de Deus, e seus lábios não se cansam, seu espírito transborda e todos são transformados.
Todo o seu potencial será desenvolvido em uma vida de oração. e dia a dia, de Glória em Glória viverá o brilho de cada fase, até que seja dia perfeito.
COMO FICAR SÓ
Se você está sozinho pela primeira vez, tenha paciência. Se você não ficou só muitas vezes, o se quando ficou não gostou, então espere. Você vai descobrir que é ótimo ficar sozinho quando você aceita essa ideia.
Poderíamos começar com os lugares aceitáveis, o banheiro, a coffee shop, a biblioteca. Onde você pode enrolar e ler o jornal, onde você pode pegar sua dose de café, sentar e ficar por lá. Onde você pode folhear e cheirar os livros. Você não deve falar nesses lugares, então é mais seguro.
Também existe a academia. Se você é tímido, pode ficar nos espelhos, pode colocar o fone de ouvido.
E tem o transporte público, porque todos temos que chegar em algum lugar.
E existem as preces e a meditação. Ninguém vai achar estranho se você estiver segurando a respiração em busca de paz e salvação.
Comece simples, com as coisas que você evitava com medo de ficar sozinho.
O balcão da lanchonete. Onde você estará cercado de funcionários que têm somente uma hora e esposas que trabalham do outro lado da cidade o que faz com que eles – assim como você – fiquem sozinhos.
Resista à tentação de socializar com seu telefone celular.
Quando estiver confortável com esse ritual, convide a si mesmo para um jantar. Em um restaurante com mesa posta. Você não será mais intrigante ao comer sozinho do que quando passa o dedo no chantilly ao provar a sobremesa. Na verdade, algumas pessoas das mesas cheias de gente ficarão com vontade de estar no seu lugar.
Vá ao cinema, onde é escuro e aconchegante. Sozinho em sua cadeira em meio a uma comunidade temporária.
Então, se leve para dançar em uma balada onde ninguém te conheça. Fique fora da pista até que as luzes te convença a entrar. Dance como se ninguém estivesse vendo… porque ele provavelmente não estão! E, se estiverem, suponha que estejam fazendo com a melhor das intenções. O jeito que o corpo se move durante a dança é, no fim das contas, lindo. Dance até o suor lembrá-lo das melhores coisas do mundo.
Vá para o campo sozinho, deixe que as árvores e os esquilos tomem conta de você.
Vá para uma cidade desconhecida, ande pelas ruas. Sempre existem as estátuas para conversar e bancos perfeitos para sentar-se, que dão aos estranhos a sensação de uma existência compartilhada – esses momentos podem ser tão animadores e as conversas que você se envolve ao sentar-se sozinho são únicas.
A sociedade tem medo da solidão, como se corações solitários estivessem jogados no porão, como se as pessoas devessem ter problemas se, depois de um tempo, não estivessem comprometidas com ninguém. Mas a solidão é uma liberdade que respira fácil e levemente e pode ser cicatrizante, basta você querer.
Você poderia aguentar rodeado por uma multidão ou de mãos dadas com seu companheiro. Olhe mais ao longe pela eterna busca de companhia. Mas ninguém estará na sua cabeça e, quando terminar de traduzir seus pensamentos, algo da essência deles pode estar perdido. Ou não.
Talvez com o objetivo de amar a si mesmo, talvez todos aquelas frases cheias de energia que ouvimos da pré-escola ao colegial foram provas para aguentar ficar sozinho. Porque se você está feliz, a solidão é abençoada e estar só é okay.
Está tudo bem se ninguém crer como você. Toda experiência é única, ninguém tem as mesmas sinapses ou consegue pensar como você. Por isso, fique aliviado, mantendo sempre à mão as coisas mágicas da vida.
E isso não significa que você não estará conectado, que a comunidade não estará presente. Apenas seja uma única pessoa em uma única mente e sinta os efeitos disso. Fique em silêncio. Respeite o silêncio.
Você pode estar em meio a uma multidão em um instante se precisar. Se o seu coração está sangrando, aproveite ao máximo. Existe calor no congelamento, seja um testamento.
(Tradução de Carolina Monterisi do poema How to be alone)
A atitude do indeciso é como um dia de muitas nuvens a encobrir o sol, pois não sabemos quando irá aparecer.
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