Ha como eu Queria q ela Soubesse
O amor é a maior força do mundo e, quando é bloqueado, implica dor. Há duas coisas que podemos fazer quando isso acontece. Podemos matar esse amor para que ele pare de doer, mas é claro que parte de nós também morre. Ou podemos pedir a Deus que abra outro caminho para esse amor viajar.
Meu pai. É a minha fé, que me permite ver um caminho de flores mesmo quando há tantos espinhos disfarçados. Sigo com o olhar sempre em frente e a cabeça erguida, com a certeza de que enquanto avanço com meus pequenos passos a vida dá voltas e daquilo que um dia me machucou, não sobrará nem lembrança, porque em minha alma, a única marca que trago é a que me identifica como sua filha, e enquanto o Senhor for a minha companhia, nada fará eu me sentir sozinha.
Há dias em que a saudade chega sem aviso.
Não faz barulho. Não bate à porta. Apenas ocupa os espaços, senta-se ao meu lado e me acompanha em silêncio.
Nesses dias, tudo continua igual por fora. O mundo segue seu ritmo, as pessoas seguem seus caminhos, os compromissos continuam existindo. Mas por dentro, algo caminha mais devagar.
Sinto falta de presenças que nem sempre estiveram perto, mas que encontraram morada em mim.
E é estranho como algumas pessoas conseguem permanecer mesmo quando estão ausentes.
Talvez a solidão não seja a falta de companhia. Talvez seja a distância entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer.
Por isso me recolho.
Não porque queira me afastar do mundo, mas porque existem sentimentos que precisam ser ouvidos antes de serem explicados.
E enquanto escuto o que meu coração tenta me contar, sigo.
Com saudade, com esperança, com dúvidas às vezes.
Mas sigo.
Porque algumas ausências doem, é verdade.
Mas também revelam o tamanho daquilo que um dia tocou a alma e decidiu permanecer.
Há olhares que percorrem paisagens, atravessam rostos e encontram beleza nas coisas mais simples. Mas existe um olhar ainda mais difícil: aquele que se volta para dentro.
Nem sempre temos coragem de sustentá-lo.
É mais fácil observar o mundo do que visitar os cômodos esquecidos da própria alma. Mais fácil apontar imperfeições ao redor do que reconhecer aquelas que silenciosamente habitam em nós.
Olhar para dentro exige silêncio.
Exige fechar os olhos para tudo o que distrai e sentir. Sentir o que dói, o que constrange, o que precisa partir e também aquilo que precisa permanecer.
É nesse encontro que descobrimos nossas falhas, mas também nossas virtudes. Nossos excessos, mas também nossas ausências. As feridas que pedem cura e os sonhos que ainda esperam coragem para florescer.
Quem nunca olha para dentro corre o risco de viver distante de si mesmo.
Mas quem se permite esse mergulho encontra mais do que imperfeições. Encontra verdades.
E são elas que nos transformam.
Porque todo recomeço nasce primeiro de um olhar sincero lançado para dentro de nós mesmos.
14 de junho de 2026
Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.
Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.
Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.
Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.
Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.
É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.
Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.
Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.
E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.
Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.
Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.
E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.
Há tempos escolhi esperar.
E às vezes as pessoas confundem a minha espera. Pensam que é ausência de desejo. Que é medo. Que é excesso de cuidado. Que é uma renúncia amarga feita por quem desistiu de viver.
Mas não.
Eu espero justamente porque sinto. Talvez mais do que deveria. Talvez porque tudo em mim sempre tenha sido intenso demais para caber nas superficialidades que o mundo oferece.
Eu não sinto falta de qualquer abraço. Não desejo qualquer presença. Não anseio por qualquer toque. O que me falta não é um corpo ao lado do meu. É uma alma que saiba permanecer.
Porque o toque, sozinho, nunca foi suficiente para mim. Meu coração sempre desejou aquilo que vem antes dele: a conversa que atravessa a madrugada, o interesse genuíno, a admiração silenciosa, a paz de poder ser quem sou sem precisar diminuir minhas profundezas para caber nos espaços de alguém.
Eu quis alguém que me encontrasse por inteiro. Alguém que compreendesse que meu corpo faz parte de mim, mas não é tudo o que sou. Que enxergasse a mulher por trás dos sorrisos, das fotografias, dos textos e das fortalezas que construí ao longo da vida.
Por isso me guardei.
Não porque me considero forte o tempo todo. Há dias em que a solidão pesa. Há noites em que a espera parece longa demais. Há momentos em que meus desejos me lembram que sou humana, que sinto, que sonho, que também gostaria de ter alguém para dividir os silêncios e repousar a cabeça depois de um dia difícil.
Mas, ainda assim, permaneço. Porque descobri que algumas esperas não são castigos. São cuidados.
E Deus sabe quantas vezes escolhi preservar aquilo que existe de mais precioso em mim, mesmo quando ninguém estava olhando. Quantas vezes troquei a facilidade de um momento pela esperança de uma história. Quantas vezes recusei o vazio disfarçado de companhia.
Eu não espero por perfeição. Não espero por um conto de fadas. Espero por verdade. Por uma conexão capaz de alcançar lugares que nenhuma aparência consegue tocar. Espero por alguém que compreenda que amor não é urgência. É construção. É presença. É escolha.
E se a minha espera tem sido longa, talvez seja porque meu coração nunca procurou qualquer pessoa. Ele sempre procurou lar.
E lares não são encontrados às pressas.
São reconhecidos.
29 de Janeiro de 2024
Há tempos carrego uma espera.
Não uma espera vazia, dessas que apenas contam os dias. É uma espera que me transformou. Que me ensinou a olhar para dentro, a compreender meus desejos, meus limites e os propósitos que Deus foi revelando ao longo do caminho.
Durante esse tempo, aprendi que esperar não é ficar parada. É preparar o coração para aquilo que se deseja viver. É cuidar da alma enquanto o tempo faz o seu trabalho silencioso. É permanecer fiel ao que acredito, mesmo quando a saudade de algo que ainda não aconteceu insiste em visitar meus pensamentos.
Tenho anseios. Tenho sonhos. Tenho o desejo de construir uma história bonita, de encontrar alguém com quem eu possa compartilhar a vida, os silêncios, os risos, os desafios e as conquistas. Alguém que compreenda que o amor verdadeiro não se sustenta apenas no encanto dos encontros, mas na decisão diária de permanecer.
Também tenho desejos que habitam meu corpo e minha alma. Sou humana. Sinto. Espero. Mas aprendi a não permitir que a pressa seja maior que o propósito. Porque algumas promessas florescem melhor quando respeitamos o tempo necessário para que criem raízes profundas.
Por isso sigo.
Nem sempre com a mesma força. Nem sempre sem questionamentos. Mas sigo. Acreditando que aquilo que Deus prepara não chega para preencher vazios, mas para somar caminhos, fortalecer propósitos e multiplicar alegrias.
Enquanto esse dia não chega, continuo cultivando quem sou. Continuo aprendendo, amadurecendo e me tornando a mulher que desejo ser quando o encontro acontecer.
Porque a minha espera não é ausência.
É preparação.
E cada dia vivido com propósito me aproxima não apenas de alguém, mas da versão de mim mesma que estará pronta para viver, com verdade e inteireza, tudo aquilo que hoje entrego em oração. 🌷
24 de janeiro 2024
Para mim, há uma diferença clara entre alguém que não tem medo e alguém que toma atitudes, apesar do medo, como ele.
(Divergente)
"Cometemos erros e para concerta-los muitas vezes é preciso nos humilhar, não há vergonha e nem arrependimento nisso, há crescimento e sabedoria".
Alguns caminhos levaram teus pés há pisar mesmo ainda que belo, mas em campo minado, nunca perca a consciência dos passos dados, nunca perca a excelência de quem sempre andou descalço, quando teus pés estiverem calçados, comece a ensinar os caminhos, as trilhas, doar aos outros os teus sapatos.
Tudo há seu tempo, as flores crescem geralmente na primavera, mas as mais raras é que brotam no inverno!
Individualidade e Individualismo.
Há uma grande diferença entre o individualismo e a individualidade. O individualismo é uma característica doentia da personalidade, ancorada na incapacidade de aprender com os outros, na carência de solidariedade, no desejo de atender em primeiro, segundo e terceiro lugar aos próprios interesses. Em último lugar ficam as necessidades dos outros.
A individualidade, por sua vez, é ancorada na segurança, na determinação, na capacidade de escolha. É, portanto, uma característica muito saudável da personalidade. Infelizmente, desenvolvemos frequentemente o individualismo, e não a individualidade.
"... Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade.(...) De realidade. E vc eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara."
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