Ha como eu Queria q ela Soubesse
O que a psicologia do self nomeia como vazio central não é preenchido por objetos exteriores — nem por status, nem por acumulação, nem pela superfície narcísica que o consumo promete restaurar. A inquietação que persiste por baixo da conquista é sinal de que o ego não encontrou ainda relação suficientemente boa consigo mesmo. Winnicott chamou de verdadeiro self aquilo que se constitui apenas onde há autenticidade — e a paz que dele emana não precisa de audiência, não requer espelho externo: sustenta-se no reconhecimento silencioso de quem sabe quem é, mesmo quando ninguém está assistindo.
O mecanismo que a clínica reconhece como adiamento existencial tem estrutura de dívida psíquica: vende-se o presente em nome de um futuro que raramente chega com a forma prometida, e o passado cobra com juros de sentido — não em moeda, mas em sonhos não realizados, em percepções tardias do que poderia ter sido. O que se perde não é o tempo cronológico, mas a capacidade de habitar o instante: o sujeito torna-se mendigo não do futuro, mas do agora — estendendo a mão não ao relógio, mas àquilo que, dentro dele, já não sabe como acessar. E assim avança empobrecido, não de horas, mas de experiência real.
O que Homero inscreveu em Thersites, a clínica reconhece como formação reativa: o sujeito incapaz de sustentar o próprio desejo projeta no brilho alheio a fonte de sua angústia. Não combate porque critica; não constrói porque corrói. A ironia do ressentimento é que ele sempre acredita estar denunciando a fraude do outro, quando na verdade está confessando a própria insuficiência que não suporta examinar. A voz que nivela por baixo não nasce da lucidez — nasce do medo de que a coragem dos outros revele o que faltou em si. Essa figura não pertence apenas ao mito; a clínica a encontra com frequência onde a impotência não encontrou outro caminho de expressão senão a demolição.
A tecnologia insinua-se como um vírus que atravessa a porta que o próprio homem abriu: instala-se sem alarde, reorganiza vínculos, substitui presença por interface. Aproxima à distância e afasta na proximidade, enquanto persuade de que nunca se esteve tão conectado. E, nesse paradoxo, quanto mais se comunica, menos se encontra — porque o vínculo mediado simula contato, mas não sustenta encontro.
Vive-se uma época em que a liberdade — individual e econômica — é proclamada como fim supremo, enquanto, em paralelo, a autonomia é silenciosamente entregue a objetos que não pensam, não sentem, não sofrem, mas passam a orientar o modo de viver. Busca-se independência e aceita-se condução; exalta-se escolha e pratica-se delegação. E, nesse paradoxo, quanto mais se fala em liberdade, mais se normaliza a dependência que a esvazia.
Amar foi cronometrado, comprimido entre tarefas, como se coubesse no intervalo entre compromissos. Tornou-se item de agenda, gesto apressado, presença fragmentada. Mas o amor não obedece ao relógio: exige duração, atenção inteira, disponibilidade que não se mede. Quando se tenta encaixá-lo no tempo útil, ele se esvazia — permanece o ato, perde-se o encontro.
Um dos maiores erros da História é expor o Apartheid, o Holocausto e a Escravidão como se fossem coisas do passado, com datas de início e fim. Na verdade, elas estão ainda bem presentes: a diferença é que hoje mudaram para uma abrangência bem maior, o cunho social.
Muitos se comportam como fogo, incendiando tudo no seu caminho, mas basta uma tempestade para apagar seu ímpeto e jogá-los na lama!
Alguns se portam como folhas que caem de uma árvore! O sol forte as seca totalmente, a chuva as apodrece e qualquer brisa as leva!
Fazer o mal de propósito, como vingança, é um ato imaturo, egoísta e cruel — de quem só pensa na própria satisfação e é incapaz de amar de verdade.
Quando a decisão é tomada pela emoção, em vez da razão, sobra comoção e não tarda a decepção; haja coração!
Incrível como nos dias chuvosos e nublados o sentimento é mais intenso. Mas quem dera se esse sentimento fosse apenas de amor profundo e sem saudade. Mais um dia se passou desde que terminamos e parece que sempre vou lembrar de você. Eu não posso mentir para mim mesma que eu não te amo mais, porque já faz um bom tempo que não te vejo e tudo que sei no momento, é que não sei viver sem amar você. Me explica o que eu fiz de tão errado? Foi porque nossos planos não eram combinados? Eu abriria mão de muita coisa por você, ou no mínimo, adaptaria minha vida para viver sempre com você. Mas dessa vez não vou correr atras porque não tenha mais condições de sofrer por você. Talvez, nós temos que assumir que nenhum de nós conseguiu sustentar este relacionamento. Quantas vezes terminamos, mas o amor era mais intenso e voltamos? Porém dessa vez eu tenho certeza que é diferente, e está sendo tão difícil assumir isso...mas é a verdade. Talvez um dia eu te encontre novamente e quem sabe a gente consegue algo bom outra vez.
Como ousa me prender em memórias tão antigas?
Um amor não superado, um adeus que nunca foi dado
A sua ausência é uma dor que não consigo curar
O seu amor permanece para sempre
De certa forma, é um peso a carregar
Pois queria ter me livrado de tudo isso
de todas essas memórias que não posso superar
de uma história gravada no meu coração
Eu procurei encontrar você em outras pessoas
Mas só piorou a situação
porque você foi o único que marcou a minha vida
e mostrou que do passado sempre irei lembrar
Você tentou esconder os fatos. Seguiu a sua vida como se nada tivesse acontecido. Não apenas se livrou da culpa e da responsabilidade das suas próprias atitudes, como conseguiu culpar outras pessoas.
Mas você sabe qual é a verdade - e ela sempre irá atormentar você.
Os seus pensamentos não poderão te poupar da dor e da culpa que irá sentir pelo resto da vida.
Uma cidade tão tranquila e pequena - é como se o tempo não tivesse passado por aqui. Poucas coisas mudaram desde que eu resolvi voar e segui por novos caminhos. Voltar para cá mexe tanto com as minhas emoções, de uma forma positiva, mas também, muito nostálgica e cheia de saudades de todos os momentos que vivi e das pessoas que esse lugarzinho me deu o privilégio de conhecer. Fico pensando como teria sido a minha vida se eu tivesse continuado por aqui. Depois de muitos anos, finalmente me encontrei em outras terras. Mas isso não quer dizer que eu não sinta muito amor pela minha cidade natal. Que esse lugar continue sendo calmo, abençoado e que da próxima vez que eu vier para cá, eu possa sentir novamente que o tempo não passou por aqui.
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