Grito de Protesto
Perder-se para se Encontrar
Perder-se é mais que um tropeço,
É um grito mudo do coração,
Um chamado ao desconhecido,
Um convite à transformação.
Nos labirintos do que fui,
Me vejo sem mapa, sem direção,
Mas é na ausência do caminho
Que nasce a força da criação.
Cada ciclo é um novo enigma,
Uma página que não sei escrever.
O medo me sussurra incertezas,
Mas a esperança insiste em viver.
O novo vem como um vento forte,
Desafia as raízes do que era meu.
Carrega sonhos ainda sem forma
E planta flores onde o chão se perdeu.
É no escuro que encontro faíscas,
Pequenas luzes de algo maior.
São peças de um quebra-cabeça
Que o tempo monta com o amor.
Transformar-se é morrer um pouco,
É despedir-se do que ficou para trás.
Mas em cada despedida há renascença,
Um eco de vida que nunca se desfaz.
Assim, sigo pelo desconhecido,
Aceitando que é preciso mudar.
Pois perder-se é só o começo
De quem nasceu para se encontrar.
Ilusão de Rédeas
Grito crescente, chama que não se apaga,
ferida que não cicatriza, voz que nunca suaviza.
Tempestade nascida de frestas venenosas, gota a gota,
onde se encontra um mundo cúmplice em sua indiferença?
Não sou dono dele, nem ele de mim, apesar da conexão sem fim.
Cada golo invisível de risos persistentes,
carregado do simples fardo fácil de engolir,
compreendendo-se como entendendo-se porquê: o fogo que chama por nós.
Algoritmos e estatísticas que subirão de encontro com o próprio sistema,
rédeas do controle, nascidas de sede que nunca é saciada.
Sozinha estará, assim permanecerá.
Controle é uma mera ilusão.
Corações sem alma, sozinhos acabarão.
A dor é um grito em silêncio,
Uma sombra que espreita a alma,
É o peso de um véu intrínseco,
Que rompe o chão da calma.
É um labirinto sem horizonte,
Onde os ecos da perda murmuram,
Cada lágrima forma uma fonte,
Enquanto os sonhos se dissolvem e turvam.
Mas da dor nasce o renascer,
Um farol que desponta na escuridão,
Mostrando ao ser o poder de viver,
Na fraqueza, a semente da redenção.
A dor nos quebra e nos esculpe,
Revelando o valor do resistir,
É a coragem que nunca se oculta,
E a esperança que insiste em surgir.
Assim, a dor é mais que ferida,
É o testemunho da luta humana,
Cada cicatriz narra a vida,
Uma história que o tempo emana.
No silêncio da noite, um grito ecoa,
A vida desponta em um frágil alvorecer,
Uma mãe, em seu amor, tudo doa,
Oferece seu último suspiro para o filho viver.
Na dor sagrada, sua alma transcende,
O corpo se curva, mas seu espírito se eleva,
Num ato supremo, ao mistério se rende,
Deixando ao mundo a dádiva que enleva.
A luz da manhã traz um choro vibrante,
Um milagre em pequenos braços que nascem,
Mas na ausência dela, ecoa distante,
O sacrifício que jamais se desfaz.
Seu amor não cessa, é chama que aquece,
Mesmo longe, vive em cada sorriso,
Sua essência eterna permanece,
Um laço que tece o mais puro paraíso.
E ao olhar para o filho, o mundo compreende,
Na fragilidade, o amor mais profundo,
Mãe, heroína cuja força transcende,
Na entrega total, constrói um novo mundo.
Suspiro um vago grito mudo
mudo para tons de verde seco
seco ao sol est'água ardente
aguardente que bebo dum trago
Trago comigo um estômago farto
farto de sentir este cheiro
cheiro novamente o velho cravo
cravo as unhas no cimento
Cimento ideias dispersas em fumo
fumo um cigarro no silêncio
silencio vozes no caminho
caminho vazias as ruas do reino
Reino tudo num brinco
brinco às palavras neste espeto
espeto tudo bem fundo
fundo amarguras em desejo
Desejo alcançar o brilho
brilho entre períodos de sufoco
sufoco sentidos virados a Este
este é o meu ponto num conto
Conto lentamente as pedras do rio
rio às gargalhadas num suspiro
Suspiro um vago grito mudo
ImpulsionaDOR
Há uma chama na mágoa contida,
Um sopro feroz, um grito guardado,
Que arde, transforma, renova a vida,
E faz do que dói um solo sagrado.
Não é lamento que prende os pés,
Nem muro que barra a caminhada,
É força que ergue, que refaz
A alma ferida e abandonada.
O corte profundo, o pranto silente,
São fontes de fogo, motor que consome,
E ao invés de prender, libertam a mente,
Dão voz ao coração que clama um nome.
Mágoa que ensina, que move montanhas,
Que faz do tropeço impulso ao cume,
É dor que molda, rasga as entranhas,
E deixa no peito um novo lume.
Não temo o peso de tê-la em mim,
Pois sei que me leva onde eu não iria,
Na mágoa que queima, há sempre um fim:
Transformar a dor em rebeldia.
Escuta
Ó Deus, escuta o clamor do meu ser,
Um grito perdido que insiste em doer.
Que fiz nesta vida ou em tempos passados,
Pra caminhar só, pelos vales calados?
O véu da escuridão cobre o meu olhar,
E tudo é vazio, é difícil enxergar.
Sem rumo, sem fé, sem mão que me guie,
Por que, ó Senhor, minha alma se oprime?
Será que errei sem saber o caminho,
Ou pagam meus passos um preço sozinho?
Ó vida insana, ó dor que persiste,
Por que tua essência se mostra tão triste?
Clamo ao silêncio, ao tempo, ao além,
Que tragam sentido pra dor que me tem.
E, mesmo na sombra, persisto a buscar,
Um sopro de luz que me faça voltar.
A.C
Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.
Que o sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.
Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí fique; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.
Estas lágrimas, ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal. É neste terreno que cresce a flor noturna de Buda, mais difícil de achar, mais rara de ver, do que a flor da árvore Vogay. É a semente da libertação do renascer.
Ainda Estou Aqui
Nas sombras da vida, uma história a brilhar,
Um grito de esperança, um desejo de amar.
Entre memórias e sonhos, a luta é real,
Um eco de vozes que clamam por um sinal.
Caminhando entre mundos, a dor e a alegria,
Um coração que resiste, que busca a harmonia.
As lembranças se entrelaçam, como fios de um destino,
Na dança da vida, um amor tão divino.
Ainda estou aqui, mesmo quando o sol se esconde,
Em cada lágrima, uma força que responde.
A jornada é incerta, mas a luz nunca se apaga,
Na busca por sentido, a alma se entrega.
E ao final do caminho, quando tudo parece em vão,
Descobrimos que viver é a mais bela canção.
Entre risos e lágrimas, a vida se revela,
Ainda estou aqui, e minha história é eterna.
"O EU TE AMO TARDIO!"
O amor em brasa, a saudade em cinzas,
Um grito mudo, um pedido sem voz.
"Te amo", sussurra em prantos e trevas,
Mas a alma gélida já não a ouve, não a alcança.
O anjo da morte, cruel e implacável,
Levou o espírito, a chama que ardia.
A oportunidade perdida, um fio que se esvai,
"Te amo", um eco vazio na noite que se afasta.
Na penumbra da morte, o lamento se acende,
Um farol na escuridão que a saudade alimenta.
Sem retorno, sem abraço, sem palavras,
Somente o vazio, a dor que não se ameniza.
A esperança se esvai como o último suspiro,
A lembrança, um fantasma que a alma atormenta.
"Te amo", um grito mudo que se perde no vento,
E a vida segue, sem o amor que a enchia de encanto.
@ANDERSON1ANTONIO
"Do Amor ao Desprezo"
Que se dane o amor, grito em alto e bom som, não sou feito de dor, não sou feito de dom. Promessas vazias, estrelas sem brilho, tudo o que vi foi um mundo de engulho.
Teu olhar era doce, mas cheio de mentira, fui só teu refém, sem rota, sem mira. O que era fogo, virou cinza e amargo, hoje te odeio, e isso é um claro embargo.
Te odeio sem medo, sem volta, sem dó, como se o amor fosse uma ilusão, um pó. Prefiro o silêncio, o vazio do abismo, do que sentir teu toque, frio, sem ritmo.
Se isso é amor, que seja a despedida, onde não há espaço pra mais uma ferida.
Hoje cada postagem na internet é um grito desesperado por uma curtida, e quanto mais curtidas maior será a satisfação do ego vazio e carente de sentido.
TESOURO DOS REMÉDIOS DA ALMA
Meu grito é meu escrito.
Triste, solitário, caótico, meio esquisito.
Meu escrito diz respeito a mim.
Lugar de fala, histórias que chegaram ao fim.
Não se recomeça o que acabou.
Apenas se colhe o que plantou.
Cabeça no infinito, pés no chão.
Raiz da árvore, bola de sabão.
A arte é cura, libertação.
Tradução da alma e coração.
Meu tesouro não é matéria.
Não foi conquistado gerando miséria.
BEIJOS ROUBADOS
Algumas vezes me voltam na mente aqueles sorrisos, aqueles olhos.... aqueles gritos...
.... os nossos rostos...
As nossas brincadeiras simples e felizes.... Aqueles nossos pequenos e ingênuos paraísos...
Aquela nossa efêmera e eterna inquietação
no nosso viver, aquele rápido momento...
A intensidade de viver aquele rápido momento.....
Beijo roubado.... na graça de um jogo
Você ingênuo amor que cresce de pouco em pouco....
Minha Pátria nasceu de um grito
Dado âs margens de um pequeno rio
Não havia mais volta... deixou de ser servil
Mesmo que derramando o sangue
De um povo heróico e varonil
Se libertou das amarras e nós
De um reino distante chamado Portugal
O sonho de liberdade permanece vivo; o grito de Pedro ainda ecoa às margens do Ipiranga... a independência da nossa nação desfalece e murmura por emancipação.
O Silêncio da Noite e o Grito do Universo
A escuridão que cobre o céu noturno nunca me pareceu banal. Sempre vi nela um sinal, um código cósmico a ser decifrado. O paradoxo de Olbers, formulado há séculos, perguntava: se existem infinitas estrelas, por que a noite não é uma explosão de luz? A resposta, que parecia escapar aos antigos, hoje grita diante de nós: a noite é escura porque o universo é jovem, finito e está em expansão.
A luz de muitas estrelas ainda não chegou até nós. Estamos cercados por bilhões de sóis, mas a distância e o tempo nos separam de suas histórias. A radiação cósmica de fundo — o eco do nascimento do cosmos — ainda reverbera, lembrando-nos que houve um início, e que estamos em movimento.
O universo se expande como nossos sonhos: sempre além, sempre além...
Meu Grande e Único Amor
Eu não te amo em silêncio,
te amo com grito, com alma, com pele,
com a urgência de quem espera
uma vida inteira por um toque teu.
És meu começo, meu meio, meu fim.
Não existe outro, nunca existiu.
Desde que te vi, o mundo mudou de cor,
e tudo em mim passou a ser… teu.
És meu desejo mais sincero,
minha saudade preferida,
a razão dos meus olhos brilharem
e do meu coração bater em poesia.
Sei que amores vêm e vão,
mas o teu... o teu ficou.
Cravou-se em mim feito chama,
e incendiou tudo o que sou.
Não quero metade, não quero talvez.
Quero teu corpo colado no meu,
tua alma dançando na minha,
teu nome sendo o único que faz sentido.
Te declaro agora, sem medo algum:
És meu grande e único amor,
meu tudo, meu para sempre,
meu destino e meu lar.
