Grandes poesias sobre Vida
Quem compreende o Evangelho não vive tentando conquistar o amor de Deus; vive transformado porque já foi amado. Não serve para ser aceito, mas serve porque foi aceito em Cristo. Não caminha para a cruz, mas a partir dela.
miriamleal
Você foi profundamente amado para ser resgatado, e profundamente resgatado para viver para Aquele que o amou primeiro.
Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
1 João 4:10.
miriamleal
Alegria de viver
A alegria invade o meu coração,
Fazendo-o transbordar de felicidade,
Conduzindo-me por trilhas de emoção,
Sentindo o forte calor da jovialidade.
Como é bonita a transposição da idade,
Onde posso a metamorfose acompanhar,
Lembrando os momentos lindos da mocidade,
Que hoje posso sentir pelas ruas ao caminhar.
Dos maravilhosos momentos da vida,
Alguns deles posso felizmente enumerar,
Os amores, as viagens e aquela amiga preferida,
Que posso até hoje com saudosismo relembrar.
O tempo passa impiedosamente,
Não nos dando a chance de a ele voltar,
Mas deixa gravado em nossa mente,
Lembranças que nos deixa risadas soltar.
Às vezes me entristeço com pessoas a reclamar,
Que neste momento da vida só existe tristeza,
Mas conclamo a Deus e unirmo-nos a clamar,
Para que em sua vida ainda possa ter a certeza.
Que ninguém se envelhece desse jeito,
A tornar uma pessoa tão angustiada,
Fazendo a perceber que tudo é perfeito,
E que nunca é tarde para se sentir amada.
Mesmo sentindo que não é príncipe e nem princesa,
E que nem rato é cavalo e nem que abóbora e carruagem,
Mas que possa entre tantas coisas encontrar a certeza,
De que a vida nos traz a realidade e nunca uma miragem.
Mas como somos ingratos ao que Deus nos oferece,
Sempre reclamamos e nunca pensamos em agradecer,
Si fôssemos gratos com certeza faríamos uma prece,
E com certeza de nós mais uma vez iria compadecer.
A bíblia nos diz que a fé remove montanha,
Creio que a ela piamente devemos acreditar,
Pois nela de Jesus está narrada toda a façanha,
Que nos torna impossível a ela não aceitar.
Ah si eu pudesse a juventude retornar,
Com certeza a emoção em meu peito não caberia,
Não sei si a situação conseguiria contornar,
Ou mesmo si a minha felicidade morreria.
Du’Art 05/ 10/ 2014
Amor de Outrora
Anjo que transcende em meus sonhos,
Mora e vive alegremente no meu coração........
Olhos que me prendem risonhos,
Razão da realidade e jamais uma ilusão,
Desejos tão fortes que parecem castigo,
E poucos conseguem dele escapar,
Ouça a chamada do meu coração,
Utilizando da beleza radiante,
Tentando esquecer grande desilusão,
Retoricamente hilariante,
Organizada e grifada na minha mente,
Rigorosamente está bem escondida,
Altamente perigosa e inconsequente.
Du’Art 26/03/2014
Curiosidades Femininas
Como a mulher é curiosa,
Vive com os ouvidos aguçados,
Basta um minuto de prosa,
Para ver o quanto olha pros lados.
Jamais considere desprezo,
Ou uma falta de atenção,
Pois sempre existe um desejo,
E uma grande imaginação.
Apenas ela vive antenada,
Buscando em sua volta observar,
Pode até não enxergar nada,
Mas sempre atenta em seu olhar.
Donas de grande percepção,
Umas lindas ficam de vestido,
Outras são muito sem noção,
Com vestes inadequadas e sem sentido.
Uma bem maquiada e cheirosa,
Outra se quer um batom sabe usar,
Todas lindas como uma rosa,
Sempre encontram alguém pra amar.
Às vezes delas falamos,
Jamais pensando em maldade,
Pois saibam que muito a amamos,
E adoramos essa tal vaidade.
Ser de sedução e beleza,
Dotado de grande imaginação,
Muitas enxergam a certeza,
Em uma mera inspiração.
Adoram manter um segredo,
Buscando Sempre a lealdade,
Mas se quer sentir dela medo,
Tente tratá-la com falsidade.
Algumas são tão radicais,
E com pouca coisa se abala,
Conheço muitas que são geniais,
Também conheço algumas malas.
Umas enfurecem e se calam,
Outras preferem desprezar,
Algumas te chamam e falam,
Muitas preferem nem te olhar.
Se passares por uma princesa,
Pode imaginar o que quiser,
Observe quieto a sua beleza,
E jamais subestime uma mulher.
Como todos nós temos defeito,
Não iremos taxar de errado,
Pois somente um foi perfeito,
E na cruz foi pendurado.
Du’Art 30 /05 /2014
Amo Viver Intensamente cada um dos meus dias como se fosse o último, pois sei que um belo dia hei de acertar.
Esse Propósito pode até soar ousadia, mas ele não fala sobre esperar literalmente o fim.
Ele diz muito mais sobre valorizar o agora.
Afinal, ninguém conhece o amanhã.
O tempo é o único bem que recebemos sem garantias, e, ainda assim, é o que mais desperdiçamos acreditando que sempre haverá outra oportunidade.
Viver intensamente não significa viver desrespeitando os limites.
Significa amar sem economizar sentimentos, abraçar quem faz bem, perdoar quando o coração permitir, agradecer pelas pequenas conquistas e encontrar beleza até nos dias difíceis.
É entender que a intensidade está na presença, não na pressa.
Quando percebemos que cada amanhecer pode ser único, deixamos de adiar palavras importantes, sonhos possíveis e gestos de carinho.
Passamos a dar menos valor ao que nos afasta da paz e mais importância ao que realmente alimenta a nossa alma.
Se um dia este for realmente o último, que ele encontre em nós alguém que viveu com propósito, que espalhou bondade, que colecionou memórias em vez de arrependimentos e que fez da própria existência um testemunho de gratidão.
No fim das contas, viver intensamente é a forma mais charmosa e sincera de honrar o presente que é estar vivo.
E, enquanto esse último dia não chega, que cada novo amanhecer seja mais uma oportunidade de viver, amar, aprender e deixar um pouco de luz por onde quer que passemos.
Efêmero viver
(Mauro 1Evaristo)
Você se cobra perfeição
Num mundo de imperfeitos (Sei não!?)
Por certo poderia mudar o olhar
E parar de tanto se cobrar.
Você se cobra acertos
Num mundo pra lá de imperfeito,
Poderia olhar com mais compaixão,
Lapidamos todos no mesmo chão.
Você se cobra tanto acertar
Que esquece de com afeto olhar
Os que estão a volta de você
Todos estão cada um a seu modo lutar,
Olha só, nesse efêmero viver
Faz mais quem sabe agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
Vitoriosos do bem viver
(Mauro 1Evaristo)
Já que você tem conhecimento do mal
Por que não compartilha o que é bom e legal?
Por que ao invés de pessoas brigando
Você não ri com as crianças brincando?
Já que você sabe que político honesto é raro
Por que não comemora quem faz bom trabalho?
Já que você vê tanta maldade na terra
Por que você não vibra para a melhora dela?
Já que você só vê as flores com espinhos
Por que você não as poda com carinho?
Já que tudo é ruim de se conviver
Por que você não opta pelos caminhos
Nos quais vitoriosos do bem viver
Repetem que tudo dá certo ao agradecer?
feradapoesia.blogspot.com
A dor do alheio viver
(Mauro A Evaristo)
Se alguém atingiu o conhecimento
Que liberta das mazelas do tempo,
Mas defende aos outros o sofrer
O que de bom valeu esse aprender?
Se alguém "perceptou" a verdade
Que liberta das maldades,
Mas defende aos outros o sofrer
Qual a validade desse perceber?
Se alguém assimilou a compreensão
Que tudo se resolve via educação,
Mas defende aos outros o sofrer
Como pode toda uma nação
Aplaudir, ovacionar esse Ser
Que ignora a dor do alheio viver?
feradapoesia.blogspot.com
O mundo espiritual é real.
Se você vivesse 1 dia
do que eu vivo aqui,
seu joelho não
levantaria mais do chão.
Conheci homens que foram vencidos pela pornografia.
Conheci outros que ainda não caíram, mas vivem cercados por ela. Quem brinca com o pecado cedo ou tarde sente as suas consequências.
"Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus."
Sem Bíblia e sem oração,
a vida espiritual seca.
"Uma coisa é opinião, outra é conclusão. A opinião pessoal nasce de crenças e vivências, sem precisar de prova. A conclusão analítica é processo: cruzar dados textuais e históricos para chegar a um resultado lógico.
É aí que entra o peso da contradição: se a análise mostra que duas ideias se excluem, a contradição vira um dado observável. Apontar isso não é ataque pessoal ou 'sentimento' de quem fala; é apenas a constatação de uma realidade lógica."
Vivemos em uma época onde a promiscuidade é aplaudida de pé, onde o pedir em namoro virou piada e o ficar sem compromisso é moda.
Onde o casamento tem prazo de validade, onde seguidores digitais valem mais do que amigos reais, onde o celular é a terceira pessoa da relação.
Onde a busca incansável pelo dinheiro se tornou um dogma, onde a liberdade financeira e a beleza não são mais relativas, e sim um conceito de felicidade absoluta.
Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.
Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.
Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.
Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.
Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.
O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.
Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.
E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.
O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.
Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.
Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.
Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…
Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.
Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.
Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.
No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.
Ninguém vive Só, mas ninguém sobrevive mais Sozinho do que quem vive querendo ser Amigo de
todo mundo.
Há uma diferença bastante silenciosa — e muitas vezes ignorada — entre estar cercado e estar acompanhado.
Quem tenta caber em todos os círculos acaba se diluindo em cada um deles.
Vai se moldando tanto ao gosto alheio que, no fim, já não sabe mais qual é o próprio sabor.
E assim, na ânsia de pertencer a todos, deixa de pertencer a si mesmo.
A necessidade de agradar indiscriminadamente costuma nascer de um medo antigo: o da rejeição.
Mas há um preço muito alto em trocar autenticidade por aceitação.
Relações construídas sobre concessões constantes não criam raízes, apenas vínculos frágeis que dependem de manutenção exaustiva.
E o mais curioso é que, mesmo rodeado de gente, esse esforço contínuo é raramente recompensado com profundidade.
Amizade de verdade não exige ubiquidade, exige verdade.
Não se trata de quantos cabem à mesa, mas de quem permanece quando a mesa já não oferece nada além de silêncio — ainda que agridoce.
Quem tenta ser amigo de todo mundo, no fundo, vive evitando o risco essencial de qualquer relação genuína: o de não ser aceito por alguns para ser verdadeiramente reconhecido por muito poucos.
Há uma solidão deveras peculiar em nunca poder ser inteiro.
E talvez a nossa Verdadeira Liberdade comece justamente quando aceitamos que não é preciso sermos tudo para todos — porque, ao fim, é isso que finalmente nos permite ser algo bem real para alguém.
Os que não vivem de Verdades Fabricadas para arregimentar Inocentes, não precisam subir o Tom, nem se valer de Citações Bíblicas para impactar Fanáticos.
O Abraço da Serenidade
Porque a verdade, quando é vivida — e não fabricada —, fala baixo, mas ecoa na eternidade.
Vivemos tempos em que a força da voz e o volume do discurso parecem ter se tornado sinônimos de autoridade.
Mas a verdadeira autoridade — aquela que não exige gritaria nem dogma — nasce da integridade.
Quem não se assenta sobre “verdades fabricadas” — aquelas construídas para mobilizar plateias, conquistar devotos ou erguer trincheiras — não precisa de plateia, nem de holofotes, nem de frases decoradas prontas para ecoar.
Quando nosso discurso se sustenta sobre fatos claros, sobre o respeito mais que devido à dúvida e à complexidade, ele já traz consigo uma leveza silenciosa.
Não exige acréscimos para soar forte, porque sua força reside justamente em não manipular — em não buscar “inocentes” para transformar em massa, nem “fanáticos” para impressionar.
O impacto autêntico não é obtido elevando o tom ou acumulando citações célebres.
Ele se gera quando as ideias sussurram e reverberam, em vez de berrar.
E há algo de muito profundo nessa serenidade: o que se diz com calma e clareza não entra em guerra com a consciência; ele a convida a despertar.
Ele se abre para o outro, e não o fecha.
Normalmente, ele pergunta mais do que afirma.
Ele permite que a dúvida, em vez de ser inimiga, seja aliada — o terreno fértil em que nascem a liberdade e o pensamento próprio.
Em suma: a integridade do discurso não depende de espetáculo.
Depende de verdade — não da que se monta para impressionar, mas da que se vive para transformar.
A Serenidade sempre abraça os que não precisam gritar.
Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.
Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.
Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.
Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.
E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.
Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.
E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.
Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.
É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.
Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.
E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.
E se você não estiver nesse futuro pelo qual tanto se cobra e, em nome dele, se impede de viver o agora?
Talvez o amanhã tenha se tornado um credor impiedoso, cobrando juros altos demais sobre uma vida que só pode ser paga no presente.
Promete-se sentido depois, descanso depois, felicidade depois — e, enquanto isso, o hoje vai sendo adiado, silenciado, desperdiçado…
Vivemos como se a existência fosse um rascunho, um ensaio para um tempo que talvez nunca chegue.
Ora, negligenciamos tanto o percurso que alcançamos nossos objetivos, mas perdemos a empolgação por fragilizar-nos demais.
E quase sempre guardamos abraços, adiamos risos, engavetamos sonhos, tudo para honrar um futuro que não garante presença nem permanência.
Mas se — ao final — descobrirmos que ele nunca nos incluiu nos seus planos?
O agora não é um obstáculo a ser superado, mas o único território onde a vida de fato acontece.
Negá-lo é trocar o certo pelo hipotético, o palpável pela promessa.
Não se trata de abandonar o amanhã, de deixar de sonhar, mas de lembrar que nenhum futuro vale o preço de um presente não vivido.
Talvez a verdadeira imprudência não seja viver intensamente o hoje, mas hipotecar a própria vida em nome de um amanhã que pode jamais nos chamar pelo nome.
O melhor dia para viver é hoje, às vezes o amanhã tem a estranha mania de ser tarde demais.
Quem sabe a dimensão do barulho de um diagnóstico é só quem o vive, os que fazem disso um espetáculo, só imaginam.
Os que atravessam o instante em que um diagnóstico cai sobre a própria vida, sabem: não é apenas uma palavra, é um estrondo que reverbera por dentro.
O barulho não vem do som, mas do silêncio que se instala depois — aquele em que o futuro precisa ser reaprendido, os planos se recolocam em caixas frágeis e o coração passa a ouvir demais.
Para quem vive, o diagnóstico não é manchete nem assunto de corredor.
É matéria de oração, de medo contido, de coragem silenciosa.
E é o peso de ter que continuar respirando enquanto a alma tenta entender o que mudou sem pedir permissão.
Já os que transformam isso em espetáculo ou comentário ligeiro escutam apenas o eco distante.
Imaginam o impacto, mas não conhecem o abalo.
Confundem curiosidade com empatia, opinião com presença e ruídos com cuidado.
Talvez por isso, diante do diagnóstico alheio, o gesto mais humano não seja perguntar, expor ou explicar — mas silenciar, respeitar e permanecer.
Porque há dores que não pedem palco, mas abrigo.
E há barulhos que só quem os escuta por dentro sabe o quanto ensurdecem.
