Grandes poesias sobre Vida
A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós mesmos, medo de não nos encontrar.
Um homem sem propósito é um homem sem rumo na vida. Por menores que sejam, é importante ter objetivos para cumprir, ou sua vida estará disponível para o inimigo.
Todos os dias da minha vida acordei com a certeza que seria o melhor dia dela. E realmente cada um deles foi. Muitos deles levei uma surra dela, mas foram esses que me fizeram forte o suficiente para viver com in dias em que ela foi generosa comigo. Todos os dias, ruins ou bons, fizeram a pessoa que sou hoje, por isso não tiraria nenhum deles da minha vida.
Infelizmente a conexão entre a vida e a morte, a Luz e as Trevas, entre relacionamentos e amizades, não raro, é uma mera linha tênue. Apegue-se a vida, ao amor e não aos pregadores do seu oposto.
Os atalhos da vida são inimigos, pois priva o ser do aprendizado das inúmeras experiências deixadas para trás.
Nenhuma crítica ou elogios são relevantes durante a vida, menos ainda diante a iminência da morte.
Possuo ideias, defendo ideais, mas idealismo é para quem tem a vida ganha, não para quem ganha a vida! Racional, não passional!
O sentido da vida é único! Seguir em frente! Olhando para trás de vez em quando e para os lados ocasionalmente!
Atualmente tudo é aposta, nada é certeza! Noutros tempos, valorizava-se a vida e precificava-se os bens! Hoje, é o inverso!
"Há pessoas cuja partida nos fazem compreender que a verdadeira grandeza de uma vida não se mede pelo tempo que ela durou, mas pela luz que deixou acesa no coração daqueles que permaneceram."
Há pessoas que passam a vida procurando um lugar. Outras descobrem que o lugar sempre esteve procurando por elas.
O que a gente vê da vida é a vida passar e, se deixar, não aproveitamos a jornada. O final é factual, mas não apreciar as estações, os altos e baixos, os inícios e os finais é deixar de apreciar a própria natureza se manifestando.
"A primeira fase da vida é reservada ao aprendizado; a segunda às vitórias: e, a terceira à retribuição."
A vida se insinua nos detalhes que ninguém percebe: uma porta rangendo, uma sombra que hesita, um gesto interrompido. É nesses pequenos interstícios que a verdade se esconde, não para ser descoberta, mas para lembrar que tudo o que buscamos já passou, e tudo o que amamos já se tornou silêncio.
A vida é apenas um véu estendido sobre o invisível; quem aprende a atravessá-lo sem medo descobre que cada gesto, cada encontro e cada despedida são sinais discretos de uma linguagem secreta que o eterno dirige aos mortais.
A vida insiste em se mostrar absurda, mas é nesse absurdo que a consciência encontra seu território; e só quem encara o caos sem ilusões descobre a textura nua da existência.
Quem disse que a vida é festa ou combate reduziu o indizível a metáforas fatigadas. A vida, na essência mais fina, é apenas um convite — desses que chegam sem assinatura e sem manual, pousando na palma como um bilhete anônimo. Cada ser decide se atravessa a porta sem saber o que respira do outro lado, ou se permanece na soleira, colhendo a falsa segurança da borda. E é nesse gesto — entrar ou recusar — que todo destino começa a se escrever.
Há quem passe a vida inteira tentando ser entendido e, por isso mesmo, nunca se compreende. O silêncio que nasce da lucidez não é fuga: é seleção. Quando a consciência amadurece, escolhe menos palavras não por pobreza interior, mas porque já sabe onde a fala não alcança.
Criou-se uma agenda que ocupa tudo — menos a própria vida. O sujeito se preenche de tarefas para não se encontrar, organiza o tempo para evitar o silêncio onde algo verdadeiro poderia emergir. E, nesse excesso funcional, confunde movimento com existência: faz muito, vive pouco — até que a exaustão revela, tardiamente, que o vazio não estava na falta de atividades, mas na ausência de si entre elas.
Ao longo dos séculos, as máquinas passaram a conduzir a vida laboral, familiar e emocional com uma autoridade que não lhes foi concedida por decreto, mas entregue gradualmente pela própria vaidade humana. Não houve imposição — houve adesão: buscou-se eficiência, conforto, reconhecimento, e, sem perceber, transferiu-se comando. E assim, o que deveria servir passou a orientar; não por força, mas por consentimento silencioso.
