Grandes poesias sobre Vida
O céu colorido
desta tarde
de sexta-feira,
anuncia a beleza
para quem nesta
vida anseia
fugir deste
mundo em conflito,
É sexta-feira de ruas,
avenidas vazias
e de festa ao ar livre,
e só de imaginar
nós dois esta noite
o meu corpo incendeia;
O céu multicolorido
da tarde mostra
as quatro guardiãs
dos nossos céus,
Ah, e esta vontade
indescritível
de te ver sorrindo!
Bem-te-vi de longe
estacionando com
todo este espírito
livre, leve e sem
barulho o seu carro
de cor de Antares,
sei que vamos
a muitos lugares,...
Na vaga detrás
havia um outro
cor de Marte,
com você aprendi
a ficar ligada
em cada detalhe.
Antes de você
chegar foi noticiado
que nesta noite
a Lua ocultará
romanticamente Antares:
Antares A e Antares B
só elas e a Lua
sabem o quanto
sempre espero por você.
Cruzando as florestas
boreais e estradas,
a vida sobre rodas
de cada caminhão
trazendo uma solução,
para este mundo,...
Acredito que te vi
num engarrafamento
com o teu carro Éris
recém-comprado
entre modelos
Plutão e Disnomia;
Cruzando as florestas
boreais e estradas,
a vida não pôde
parar nesta noite
de imenso luar,
e um dia a gente
vai se encontrar,...
Acredito que tudo
o quê tiver de ser,
cedo ou tarde,
assim será,
independente
do mau momento
e do contratempo.
O brilho fantasioso
do latão da vida
nós dois trocamos
pelo amor precioso,
eterno e verdadeiro,
Juntos elegemos ser
um coração inteiro;
E mais emaranhados
do que lã muito além
do que imaginamos.
Convencionado está
que a América Latina
virou terra insone,
A noite mais longa
de nossas vidas não
passará tão cedo:
não ando dormindo
porque estou medo.
O nhanduti do destino
levou os paraguaios
a marchar pelas ruas,
eu vejo isso da terra
do inconsciente coletivo.
O autoritarismo cresce
enfadonha, enlouquece
e o neocolonialismo
está nos consumindo,
e os chilenos resistindo.
O tempo está passando
sofrido, pesado e lento
neste lugar onde a morte
não anda quase comovendo,
Tenho versos para dividir
com os exércitos e o tempo;
e sigo pedindo a liberdade
da tropa e do General
com insistência e verdade.
(Porque onde dói o coração
do povo o meu continua sofrendo).
Deixaram os amores do General
o visitar,
O correto é o General não
permanecer ali,
A vida deve voltar ao seu lugar.
Na terra e continente
onde a vida tem sido
todo o dia por hábito
por muito banalizada,
e quando se trata de lei
muito mal pensada
por aqui fazem
questão de não entender:
Que até após vetada
a tamanha desgraça
foi aos ventos espalhada
para os cães ou para
quem quer que seja,
(viver por aqui não
tem deixado ninguém
muito bom da cabeça)
uns querem nos impôr
de forma impensada a vacinação.
Na Pátria Grande não
se faz mais justiça
como antes,
os revolucionários
seguem presos
e os controversos foram soltos,
Os tribunais há mais
de cento e setenta
dias fechados,
e eu que me queixo
todo o santo dia
pela Pátria vizinha,
pedindo liberdade
para um General preso de consciência
e para uma tropa como fosse a minha.
Nem tudo o quê parece é,
e por isso na vida
prefiro ter cautela,
porque nem sempre quem
tem razão ou quem não a tem,
podem ser os donos dela,
Ser crítica é uma coisa,
e ser desestabilizadora é outra,
prefiro ser crítica sem
desqualificar ninguém,
porque o amanhã
só ao Bom Senhor pertence:
Não tenho razão
de ser inimiga de ninguém,
para tanta inconformação
para tenho escritos poemas
para abandonar diariamente
os nossos conflitos e dilemas,
Apenas sou crítica quando
retiram o oxigênio
de quem pensa diferente,
e evito ter o dedo apontado
para a misericórdia
dar espaço simplesmente,...
Não vi, nada foi esclarecido
e dizem que não se sabe
do paradeiro da família de um tenente
que não tenho idéia quem são;
gostem ou não, nem sempre
do pessoal militar vou tirar a razão.
Só devo satisfação a minha
própria consciência,
e sempre que for preciso buscarei
corrigir-me porventura se por acaso
surgir um erro de avaliação,
sobre a vida e nosso continente
mergulhados em perturbação.
Só sei que já era hora
de ter havido entre a tropa
toda a reconciliação
que faz a liberdade
abrir as portas e as janelas,
e para o General que foi
preso injustificadamente
a merecida libertação.
Quando te vi
pela primeira
vez cheguei
a crer que era
amor para
a vida inteira.
Você brilhou
no meio de
uma elegante
reunião com
a sua presença.
Bem rápido
conversamos,
números dos
telefones nós
dois trocamos.
Você veio até
o carro para
se despedir,
o céu estrelado
do balneário
foi testemunha.
Não me recordo
de quem foi em
busca de quem,
só me lembro
do primeiro beijo
que jamais
me esquecerei.
Quando você
não quis mais
permanecer,
decidi partir
para o amor
no coração
não se perder
para quem
merece receber.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Eu sou movida à paixão,
não temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer é a minha religião.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixão impensável
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterável:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorável.
Trazes o signo da vida,
- o balanço do mar
Trazes o melhor de ti,
sabendo que estou aqui
Sempre a te esperar...
Onde você está? Não sei.
Talvez é preciso esperar?
Melhor se distanciar,
como quem procura conchas
Na beirinha do mar...
Trazes o soneto amante,
- a tatuagem indiscreta
Trazes a vontade secreta,
- envolvente e furtiva -
Determinada além do instante.
Não vou insistir,
Vou deixar fluir - seguir,
Escrever, dançar e pintar
- a nossa história -
Deixando ela livre para seguir.
Porque de mim tens o canto
E a pertença extrema,
De me amar em liberdade
- intensa -
Com toda a potência.
Além disso, tens a consciência:
De que toda a volúpia
E a sincera luxúria
São capazes de me mover
Além do anoitecer...
Deixa eu te dizer:
- Que o amor existe;
E que sem você
A minha vida é triste.
Deixa eu te dizer:
- Que eu te amo;
E que eu sem você
Não tenho nenhum plano.
Deixa eu te dizer:
- Que te namoro,
E que não fico sem você
Nem no outono,
Eu não te abandono
Nem no inverno,
Porque entre nós há um verão,
- e uma primavera
E o nosso amor que é eterno.
A chuva de prata anuncia:
o amor que você confidencia.
O sabor da vida desafia...,
é amor que também escandaliza.
A artista desenhando a estrada,
a alma de um homem estradeiro,
A vitória de um amor perfeito,
a vida celebrando cada passada.
A janela do tempo aberta,
- o amor que você acredita
É flor desabrochando no canteiro,
- a poesia antes desconhecida.
O rouxinol na mão saudando
o dono do viveiro,
O fado manso na tua mão,
o mel em forma de canção.
O vento batendo na janela,
a Lua iluminando o chão,
O Sol projetando o amanhã,
a vida é sempre uma promessa.
A vida tem subterrâneos,
Nem sempre um convite
É uma boa proposta;
Não fale com estranhos.
A vida não tem preço,
Não se seduza pelo desafio,
E nem se leve pelo desespero.
O mundo por si só já é um perigo
Para tudo existe um recomeço,
Não se entregue, se preserve
Corra para longe do desatino.
A vida tem surpresas,
Não tenha pressa,
Tenha os pés na tua terra,
Não se venda para sorriso largos,
Nem sempre eles são verdadeiros;
O sol nasce para todos, confie,
É só se afastar de convites sorrateiros,
A boa fortuna um dia vem,
O destino escreveu nos seus passos:
Você não nasceu para ser mais uma presa
Do Tráfico Internacional de Pessoas.
- O mundo não nasceu para ter escravos! -
Esconde o teu olhar cor de mel
Tímido no meio da neblina,
Sabe, meu amor, a vida ensina.
Esconde o teu olhar cor de mel
Lindo no auto da compadecida,
Sabe, Ariano sempre é poesia...
Esconde, mas não me falte
Este olhar infinito;
Carregue-me para o jardim protegido.
Onde eu possa olhar para nós
No espelho do riacho,
Bem mais do que íntimos...
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
O tempo a fio da espada,
A pena em prol da vida,
O olhar e a tua coragem,
A glória é feminina;
O teu passo faz revolução.
Carrega no peito um hino,
Vivendo para a tua Nação,
Luta por toda a gente,
Nunca busca a consolação,
Nasceu para servir sempre.
A existência é infinita,
Sobrevivente e atemporal,
E talvez indizível;
Um mistério que tem nome
- feminino -
Ainda por mim desconhecido,
Que soube sobreviver ao tempo,
E se escondendo no meio dele:
apresentou-se descoberto.
O futuro ainda menino,
Dorme nos braços do tempo,
Aguardando o crescimento.
O futuro como tudo,
Aprende com o passado,
Desgarrado dele,
Se constrói com amor,
- sobrenatural
Com intenção renovada,
Com todo o fragor do peito
Para que a vida valha a pena.
O futuro menino travesso,
Não teme os marechais,
Ele é filho das horas,
Ele é filho do tempo,
- avesso
Aos que tentam comandar
E roubar-nos toda a paz.
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
O rancho rodeado
pelo verde esmeralda,
A vida rural seguindo
o seu destino,
O sul do país possui
uma verdadeira joia,
A vida rural possui
o seu fervoroso ledo,
O amor dela é afeito
aos detalhes,
A vida rural enfrenta
muitos entraves,
E tem dado provas
que com fé na terra
quase tudo
- se resolve -
tudo liberta!...
O homem do campo é o herói
que tem calma,
A vida rural
é o vero paraíso,
O sul do país tem mostrado
que é aguerrido,
A vida rural não
tem nenhum segredo,
O amor dela se revela
em todos detalhes,
A vida rural é vida
por todos os lugares,
E tem sido a vera
heroína desta terra
resistindo as ditaduras,
e vivido de espera.
De sol em sol,
com as mãos em ação
O homem do campo
segue plantando:
o futuro da nação.
De sol a sol,
com as mãos ocupadas
O homem do campo
segue plantando:
enfrentando as gentes
de 'poder' e as geadas.
De chuva em chuva,
e com as mãos ocupadas
O homem do campo
segue cuidando:
do futuro do país.
De chuva em chuva,
e com a mãos em ação
O homem segue cuidando:
Do dever de casa
que todos deveriam
ter feito.
A vida é um turbilhão,
Aqui só cabe amor, ritmo e mansidão;
No mútuo uso e fruição,
Enroscados nos lençóis fazendo
A mais doce confusão...
A Musa envolta na seda carmim,
A estrela iluminada pelos teus beijos,
Hábeis são as tuas gingas e meneios,
Acabaste com todos os meus freios
Acabaram- se todos os receios...
Misturamos a chama profana
Com a chama sacrossanta,
Somos um pedaço da noite
E um pedaço da manhã que não engana,
Juntos numa só artimanha...
Sabemos a que viemos, tudo o quê
Queremos e ansiosos desejamos
Viver o melhor do amor
Está nossos planos;
Um banquete dulcíssimo
Que fará de nós uma certeza refugiada
Do mundo que no fundo evitamos.
