Gosto do mal Feito
Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.
A trindade cristã é uma metáfora mal compreendida: o diabo é o caos inevitável, o pai é a tentativa falha de ordem, e o filho é só um instante raro de simetria.
Se não existe bem sem o mal, então o diabo, com sua maldade, também emana bondade, como exemplo do que não fazer. Louvemos, então, a bondade que vem do mal.
O mal não busca amizade, busca refúgio: duas pessoas de má índole se unem para que nenhum precise sentir vergonha de quem realmente é.
Você está sempre tentando ser “forte”, para que não vejam o quanto está mal!
Mas por quê? Por que não podemos fraquejar? Por que não podemos errar? Por que a sociedade cobra tanto assim da gente?
E é sempre bom que citar para nós mesmos, o verso de uma musica incrível da Cássia Eller, “quem sabe eu ainda sou uma garotinha”! E está tudo bem, você as vezes se sentir apenas uma garotinha, perdida e confusa!
Mas não se prive, não se esconda!
Sinta que você pode sim errar!
Seja livre para chorar, sem se sentir fraca!
Seja livre para deitar no colo de quem mais ama e contar o que se passa na sua cabeça!
Seja você mesma!!!
Seja livre para pedir ajuda!
Sim, peça ajuda! Mas não por outras pessoas, e sim por você mesma!
E por mais egoísta que essa frase possa parecer, VOCÊ É A SUA PRIORIDADE E você precisa saber disso!
E apesar de toda a sua infância, de toda a sua dor, a sua confusão mental no momento, nada disso te faz fraca e nem pior que o outro! Acredite que sim, sempre haverá uma luz no fim do túnel!
Busque a ajuda de um profissional!
Não se perca nesse período difícil da sua vida!
E antes que eu termine, queria aproveitar a oportunidade para te falar, você é extremamente incrível e foda pra caralh#!
Acredite em si mesma! ❤️🩹
O escudo de lobo não é só metal,
É barreira sagrada contra todo o mal.
Seus filhos são joias, seu bem mais precioso,
Por eles, o instinto se faz cuidadoso.
--------- Eliana Angel Wolf
Você começa a perceber que a leitura é um caminho sem volta, quando mal desvia os olhos de um texto e se vê lendo e interpretando pessoas.
Quando, sem notar, ela começa a moldar a forma como você enxerga o mundo.
No início, os livros parecem apenas histórias, informações, curiosidades.
Mas, com o tempo, algo muda: cada página lida amplia sua lente interna.
Você já não se contenta em apenas decifrar palavras — passa a querer decifrar gestos, silêncios, intenções…
Aquilo que antes parecia simples ganha camadas, nuances, contextos.
Ler é, aos poucos, aprender a interpretar o humano.
É perceber que as pessoas, assim como os livros, carregam prefácios ocultos e capítulos inacabados.
Que as entrelinhas não estão apenas nos textos, mas nas conversas, nos olhares, nos desvios de assunto…
Os que cultivam o hábito da leitura acabam desenvolvendo um tipo raro de sensibilidade: não conseguem mais caminhar pelo mundo sem tentar enxergar as histórias escritas em cada rosto, enredos escondidos em cada atitude…
Por isso, a leitura não transforma apenas o leitor; transforma também a forma como ele se relaciona com tudo e todos.
E, depois disso, não há retorno.
Porque, uma vez que aprendemos a ler as páginas da vida, descobrimos que elas nunca acabam.
Aprendemos que cada indivíduo é uma obra aberta, cheia de prefácios ocultos e capítulos inacabados.
Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.
“Moleques meninos”
mal alimentados por muitos sim, quase sempre viram esses
homens moleques.
Os furiosos que rejeitam todos e quaisquer nãos.
Com tanto sim, atravessado goela abaixo — sim, ao ego, sim, à impunidade, sim, à ideia de que o desejo masculino é prioridade — muitos “moleques meninos” cresceram mal alimentados do essencial: frustração, limite e escuta.
Não aprenderam cedo que o não jamais é afronta, mas fronteira, limite…
Não é humilhação, é linguagem.
Não é convite à fúria, é exercício de humanidade.
Criados à base de concessões e silêncios forçados, confundiram afeto com posse, insistência com direito e desejo com autorização.
E quando o mundo — especialmente as mulheres — ousa lhes negar algo, reagem como quem teve o prato retirado, não como quem foi chamado à maturidade.
O homem moleque não rejeita só o não: rejeita o espelho que ele oferece.
Porque todo não bem colocado revela o que falta — e encarar a própria falta exige mais coragem do que gritar, ameaçar ou ferir.
Não, nem é só não, como dizem os muitos que fingem preocupação com as mulheres do nosso país…
Talvez uma das maiores e principais urgências do nosso tempo não seja ensinar mulheres a dizer não, mas ensinar homens a sobreviver a ele.
Porque o não, quando respeitado, educa.
Quando ouvido, humaniza.
E, quando aceito, transforma moleques famintos em homens capazes de conviver — e não de dominar.
Enquanto isso não acontece, o “Não” seguirá sendo resistência.
E a reflexão, uma necessidade inadiável.
Não é humano a aceitação medonha de que mulheres continuem sendo desumanizadas — no Brasil e no mundo — por causa de um “Não”.
Talvez não haja sofrimento maior que o das almas carentes, que mal aprenderam a buscar curas para as dores físicas.
Porque a dor do corpo grita, aponta, incha, sangra — e, ainda assim, muitos só aprendem a silenciá-la com remédios apressados, sem jamais perguntar de onde ela veio.
Mas a dor da alma… essa só sussurra.
E, quando não é ouvida, encontra um megafone no corpo.
Há quem passe a vida peregrinando por consultórios, comprimidos e diagnósticos, enquanto a verdadeira ferida permanece intocada: a ausência de sentido, de afeto, de pertencimento.
Não por descuido, mas por desconhecimento.
Nunca lhes ensinaram que pode haver vazios que não se preenchem com anestesia, mas com presença.
Que há cansaços que não se resolvem com repouso, mas com reconciliação interior.
Almas carentes não são fracas — são famintas.
E fome não se cura com distração, mas com alimento verdadeiro.
O problema é que muito poucos foram orientados a reconhecer essa fome.
Ensinaram-nos a tratar sintomas, não a investigar silêncios; a conter lágrimas, não a compreender suas origens.
Talvez o maior sofrimento seja esse: carregar uma dor que não tem nome — e, por isso, não receber cuidado.
Buscar alívio onde só há paliativo, enquanto a raiz implora por atenção.
Curar o corpo é necessário.
Mas aprender a escutar a própria alma — isso é urgente.
Porque quando a alma é negligenciada, o corpo acaba pagando a conta de um abandono que nunca foi dele.
Quem
tolere o mal
como se toda finalidade
justificasse os meios empregados;
contribui no alastramento
de sua aura doentia,
devastadora!
... um equívoco,
eu diria, querer atribuir
a uma entidade sobrenatural
todo mal que nos aflige - visto que,
um homem sozinho é capaz
de qualquer coisa!
... quem
tolere o mal como se
toda finalidade possa justificar
os meios empregados - igualmente
maléfico - colabora no alastramento
da sua aura doentia,
devastadora!
... o Mal
jamais foi causa;
porém, reincidente efeito
de algo mais complexo,
permitindo que subsista,
nos oprima: nossa
resistência ao
Bem!
