Gostar de quem Mora longe
Gostar de quem não gosta de você é ruim, mas pior é querer gostar de quem nem conhece de quem não convive de quem não sabe nada.
Aprenda a estar sozinho e gostar disso pois, se você não gosta da sua própria companhia quem vai gostar?
Ninguém é perfeito, quem quiser gostar de alguém tem que aprender a gostar das qualidades e tolerar os defeitos, tem que aprender a discursar sem ladainhas, entendendo que a vida vai piorando à medida que você cresce.
Eu não posso me contentar com ninharia, também não posso ter uma mente inquisitiva, uma mente que não aceita as coisas com facilidade, ou ser aparentemente superficial.
Eu nunca notei falta de interesse dos meus amigos, mesmo quando eu fazia um gesto vago, eu também entendi que algumas situações eu nunca poderei mudar, não cabe a mim escolher o que a vida me apresenta. Cabe a mim aceitar ou recuar.
Não sei confortar os outros, não tenho um estilo de vida certinho, com a saúde regrada, não cursei faculdade por superinteligência, não sei se demonstro interesse pelos outros e seus problemas, mas tenho muita força e sei assumir o controle da minha vida sem ficar pensando nos obstáculos.
Pois é! Ninguém é culpado de nada, o mundo muda, eu demonstro amor de um jeito diferente do que demonstrava no passado, nem por isso amo menos, eu acho que algumas coisas acontecem por força do puro e simples destino, eu gosto de valorizar o modo de ser de cada um.
Eu me sinto estranhamente nervosa quando julgo, as pessoas tem direito de errar, de dar um passo em falso, nem todo mundo é formado nos rigores da disciplina, nem todo amigo tem a atitude que se espera, a vida é um constante exercício.
As coisas às vezes ficam diferentes, sinto que alguma coisa mudou, outras perdem o senso do ridículo, as dúvidas sempre existem e no meio de tanta coisa tem frieza, conflitos emocionais, descontrole e coisas que põe em risco a continuidade da relação.
Às vezes a gente descobre verdades que abalam a estrutura, uma traição por exemplo, outras estamos cansados para amar, estamos sempre conectados, estamos sempre rodeados de amigos. No fundo eu sei que eu não poderia ser quem sou se você não fosse tão claramente quem é.
Eu já tive a incomoda sensação de ter nascido fora da época, eu já desisti de muita coisa, eu já deixei que o mundo discuta essa questão de certo e errado, de inferior, de hierarquia, de relacionamentos, de felicidade, coração...
Já roubaram me brilho especial dos olhos, já ganhei vantagem por ser branca do qual nadam e orgulho, já fiz coisas que pareciam impossíveis, já ouvi diversas vezes “ você não quer nada com ninguém porque tem o rei na barriga” depois daquele encontro que escapei.
Enfim, muitos dedos na cara, poucos sentimentos e a gente revendo a vida a cada instante.
Porque a gente tem mania de gostar de quem não gosta da gente?Porque a gente tem essas coisas que não são fluente, mas ocorre diretamente, um dia irei descobrir, o porque que eu gosto da pessoa que gosta da minha pessoa, mas não gosta do amor da minha pessoa. E assim. confirmarei para as pessoas gostarem dos animas, eles podem até gostar de quem não gosta da gente, mas a gente, nunca irá gostar de quem não gosta gente.
A gente tem que gostar de quem realmente se importa e gosta da gente. Você pode estar solteira, mas não tem que ficar mendigando o amor de ninguém. Fica a dica.
Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.
Nota: Adaptação da máxima de Nietzsche presente na obra "Crepúsculo dos Ídolos".
Sempre fui geniosa. Opinião forte, do tipo que defende quem ama e não leva desaforo para casa. Quando gosto fica estampado na minha cara. E quando não gosto meu sorriso não sabe usar máscara. Por mais que eu tente não consigo disfarçar. Quando vejo estou fazendo, ainda que sem querer, caras, bocas e caretas. É quase impossível controlar.
Nunca fui de beijar qualquer um. Sempre respeitei minha boca e meus sentimentos. As paixões iam e vinham rápido demais. Não me prendia a ninguém. Gostava do agito, do flerte, da sensação de seduzir, do poder. Acho que toda mulher tem esse lado: a gente quer ser diva, deusa, idolatrada, desejada. Faz parte do universo feminino. Os homens querem conquistar, nós queremos o desejo. A gente quer o desejo deles. Eles querem despertar o desejo. Dupla dinâmica, junta a fome e a vontade de devorar cada pedacinho.
Um dia me apaixonei loucamente. Não era amor, hoje eu sei. E hoje eu sei porque virei outra pessoa. Acho que o amor de verdade faz a gente se encontrar, se aceitar, dizer sim para o outro e para o espelho. Amor inventado, de mentirinha, de momento serve pra gente se transformar em alguém que não é. Difícil entender? Também acho, por isso precisei viver. Como eu já disse, as experiências dos outros nunca me serviram de lição, preciso cair, dar com a cara no paralelepípedo, me ralar inteira. Só assim aprendo, só assim consigo entender todas as partes do quebra-cabeça. Porque a vida da gente é isso: pecinha que junta em outra pecinha. E tudo vai tomando forma, tudo vai fazendo algum sentido (será?).
Então me apaixonei. É, eu estava apaixonada. Naquela época eu escrevia muito, uma necessidade horrenda de colocar tudo pra fora, de fazer ele entender meu quase amor. Eu passei a não fazer as coisas que gostava. Se ele gostava de rock eu gostava de rock. Se ele gostava de Paris ou Renda nas unhas, eu pintava de Paris ou Renda. Logo eu, que sempre gostei de cores escuras. Se ele gostava de morenas eu pintava o cabelo. Logo eu, que tenho a pele clara, sou sardenta e tenho cabelo claro. Se ele não gostava de decotes eu saía na rua vestida de astronauta. E assim fui indo. E um dia me olhei no espelho: cadê eu? Me perdi no meio de tudo, no meio dele, no meio de mim, no meio da história, no meio desse amor de mentira. Aquilo era irreal. Mas meu peito doía. Meu coração chorava. Eu sofria inteira. Inteirinha.
Cada vez que ele dizia vem eu ia. A cada palavra áspera dele eu me tornava mais e mais infeliz. E o pior de tudo é que gostava de ir me afundando nessa infelicidade. Me agarrava em momentos felizes, que eram raros. Só que eram bons. A gente tem a estranha tendência de ficar colada na parte boa. A memória nos trai. É difícil aceitar as coisas como são, colocar na balança e ver: me faz mais mal ou mais bem? O que ganha nessa conta maluca? É difícil tirar os óculos de coração e ver a vida como é, sem tempero, sem sal, sem mostarda, sem gosto nenhum: crua. E eu tinha medo, muito medo de perder ele. Podia me perder, mas perder ele estava fora de cogitação. Enlouqueci. Escrevi cartas. Bilhetes. Liguei. Chorei. Implorei. Pedia pelo amor de Deus, não me trata assim. Pelo amor de Deus, fica comigo. Pelo amor de Deus, me ouve. Pelo amor de Deus, vamos fazer dar certo, juro que pinto as unhas de Renda ou Paris, esqueço o decote, nunca mais falo palavrão, sim, pois moça de família não fala palavrão, nem tem opinião, é mandada pelo homem e acha tudo muito natural, meu senhor. Prometo ser a Amélia perfeita. Prometo não brigar, não ser eu mesma, não ter ataque. Pelo amor de Deus, não me deixa aqui sozinha.
Então ele casou. Com outra. E eu bebi uma garrafa de champanhe inteira. Da boa, porque tomar trago com bebida sem qualidade dá uma dor de cabeça maluca. Eu bebi, chorei, bebi, chorei, chorei e bebi. Tive a fase da raiva, da saudade, dos questionamentos. Por quê? Por que todo mundo tem um amor, um emprego, é feliz e eu sou uma azarada? Por que tem tanta gente cretina no mundo e eu, logo eu, sou tão legal com todo mundo e só me ferro? Por que a vida é tão injusta? Por que tudo que eu faço não dá certo? Depois dessas fases, tive a fase de brincar de estátua. Sim, a gente vira estátua. Não tem muita vontade de sair, de se divertir, de rir, de brincar, de nada. Normalmente é aquela fase das músicas bregas e filmes de chorar. Se é pra sofrer que seja com elegância, nada de limpar o nariz e secar lágrimas com papel toalha, vamos usar lencinho de papel. É mais suave e não irrita o nariz.
Demorou um tempo, mas passei a me enxergar. Primeiro, comecei a me valorizar mais. Segundo, fiz as pazes com meu espelho. Terceiro, descobri que quem me ama tem que gostar de cada pedaço podre meu. Eu tenho, você tem, todo mundo tem. A gente ama quando aceita o lado ruim do outro. Aceitar as qualidades é tão fácil. Na hora de conviver com cada defeito o bicho pega. E pega de jeito. Vi que não posso querer agradar. Vi que a minha melhor amiga sou eu. Vi que quem gosta de mim tem que me aceitar. A palavra é essa: aceitação. E pra começar qualquer coisa a gente precisa ter orgulho de quem é. Quando eu aceitei tudo isso e me encarei de frente, encontrei um barbudo de olhos verdes. Ele se transformou no amor da minha vida. E também não gosta de Paris ou Renda. Sorte a minha, sorte a nossa.
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
Essa aceitação ingênua de quem não sabe que viver é, constantemente, construir, e não derrubar. De quem não sabe que esse prolongado construir implica erros - e saber viver implica em não ver esses erros, em suavizá-los e distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja ameaçado.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
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