Gosta de Mim do meu Jeito

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Amo-te, meu amor.
Com cada veia do meu corpo, cada célula do meu ser.
Amo-te a ponto de só a ti pertencer.
E com amor e paixão, te dou meu coração, para nunca mais te perder.

Foi amor, eu sei que foi... Mas foi só meu, e voou!

Se o poema te agrada/ele não é mais meu:

é teu.

Pois o verso é a porta de entrada

da poesia que te escolheu.

Para te provar o quanto eu lhe amo
Eu te entregaria o meu coração e meu pulmão
Eu te entregaria os meus olhos e os meus cachos
Eu te entregaria o meu amor e o meu clamor
Eu te entregaria os meus medos e segredos


Mas nunca a minha mente grandiosamente, incrivelmente, eternamente, completamente, perfeitamente e totalmente atormentada.


Eu te amo.
Mesmo que você nunca tenha me amado.

Você é o detalhe que eu quase não noto,
Mas que faz toda a diferença no meu dia.
Um olhar, um sorriso, e tudo se desmorona,
E eu fico perdido em você, sem saber por quê.

Talvez seja o jeito que você sorri,
Ou a forma como você se move, me consome.
Seja o que for, eu não consigo explicar,
Mas você mexe comigo de um jeito que me destrói,
Me deixa sem ar, sem chão, sem voz.

Quero ver se você nota também,
Se sente o mesmo, ou se é só uma ilusão.
Talvez seja apenas uma emoção,
Um vazio que precisa ser preenchido, mesmo que me doa.

Mas a verdade é que eu não sei mais,
Se é você que eu quero ou a ideia que eu criei.
Se é o seu sorriso ou o meu próprio reflexo,
Que me faz sentir vivo, mesmo que por um momento.

Eu sinto que estou me afogando,
Em um mar de incertezas e desespero.
E se eu disser e você não entender?
E se eu mostrar e você virar as costas?
Aí fico aqui, com este segredo,
E o silêncio que sufoca, me mata, me consome.

Segredo
contei meu segredo pra lua,
pra ela e mais ninguém, ela guarda o meu segredo eu guardo o dela também

A você, meu amor, que és o meu início, o meio e o fim de todas as narrativas que eu almejo contar.

Amor, sinto tanto sua falta que parece que meu coração não aguenta. Cada lembrança sua dói e acalenta ao mesmo tempo. Quero te abraçar, ouvir sua voz e sentir você aqui. A distância não diminui o que sinto; só aumenta a certeza de que te amo como nunca amei ninguém. ❤️

“Meu trabalho é buscar sempre o melhor ângulo e preencher de contraste a anatomia humana”.

Eu me sinto perdido mais um dia, sobre essas sensações confusas e discordantes. Em meu corpo há uma luta eterna entre o ódio e o amor, ódio a todos que me rejeitaram, e amor ao que poderíamos ter tido. Amizades profundas ou até mesmo amores intensos. Como calibrar esses lados e conseguir viver sem tamanha angústia em meu peito. Sinto-me tão ferido, certos momentos é difícil falar ou focar na realidade. Penso como posso me manter caminhando se a cada vez que há uma pedra eu a vejo e sinto ela, tocando tua forma, vejo seus entalhes, passo dias fitando-a. Não é só uma pedra, é uma antiga montanha, ela se forma tão grande e cheia de significados, como ver ela como uma simples pedra e pular sobre ela? Só de imaginar ter que dar um passo sobre tal pedra minhas pernas perdem a força. Não é uma pedra, ela é a pedra angular que sustenta o muro. E por alguma razão me tornei o muro que ela sustenta.

Se preocupe com o meu silêncio e não com o meu barulho.

VOCÊ MEU CALENDARIO


O vento passa na janela
Calendário que se foi


Vidas imaginário colorido


Amor
Dolorido de
ciúme


Desbotado, sem perfume


Passos de idas
Passos de volta


Acolho teu caminhar
No meu peito


Em uma paixao
Que não me solta

Consertei meu jardim —
as flores voltaram a sorrir,
o vento brinca entre os ramos
e a terra respira por vir.


Mas hoje há muros altos,
feitos de calma e cautela;
onde antes havia frestas,
agora há grades, sentinelas.


Entre as rosas, pus tranças,
raízes firmes, seguras;
nenhuma lagarta ousada
ultrapassa minhas muralhas puras.


O jardim segue belo, enfim,
mas aprendeu com a dor:
flores que um dia sofreram
agora florescem com amor —
sem deixar de lembrar
quem tentou roer seu florir interior.

Entre o meu mínino e o máximo, procuro doar o meu melhor, para que seja útil para alguém.

⁠Fones no ouvido, silêncio absoluto no quarto, olho para o teto branco, as batidas do meu coração, o som da minha respiração e gritos internos.
Dou play no tocador, fecho os olhos, sinto meu coração se juntar a melodia. Tudo parece tão simples, tão fácil.
Escrevo e escrevo e nada faz sentido, nada nunca faz sentido, mas eu sei, ela também sabe.
Eu sinto saudades de 2015, sinto falta dela também, das conversas e de como tudo se mostrava tão leve.
Penso em muitas palavras das quais não posso pôr no papel, como parte disso, guardar num potinho que parece casa, enterrar a chave e mudar de bairro.
Passei na frente algumas vezes, gostava de olhar a imensa e linda árvore que tinha na frente da casa, colhia algumas rosas do jardim, bem, outras já estavam mortas, e eu nunca mais plantei nada, não podia, o que eu colheria? Espinhos.
Faz um tempo que não passo em frente aquela casa, não sei se a árvore morreu, se o jardim foi coberto por folhas secas e sem vida, se a tinta da parede ja perdeu a cor, não sei. As vezes sinto vontade de ir lá, mas já não mora mais ninguém que eu conheça naquela casinha. Guardo uma foto, uma única foto de quando tudo era lindo, feliz e colorido. Prefiro essa lembrança as que tenho agora...
Abro os olhos, dou uma leve risada, coloco os fones ao lado da cama e adormeço. Mas meu coração nunca dorme, ele sente saudades de ir naquela casinha. Ele sente saudades dela.

MEU SONETO

As minhas lágrimas são da arte
E a minha solidão é do amor.
No meu poder tem o disfarce;
Dos meus sorrisos saem a dor...

No meu coração tem o enlace,
Na minh'alma esplendor...
E na expressão de minha face
Se faz brilhar todo o fulgor.

No meu silêncio tão profundo
Exalto a vida a todo mundo,
Levo às costas todo o poder...

Do maior amor sou dependente;
De mentiras vivo a toda gente,
Da ilusão, profano o meu viver...

© Dolandmay Walter

DECLARAÇÃO - a raiz do poema ao meu pai


Eu não me lembro da minha infância com nitidez. Ela passou depressa demais. Num instante eu era apenas um menino, com um carretel rolando, uma pipa subindo. Havia um morro, um dia desbastado, que virou campo de futebol e depois virou casas. Quando percebi, eu já estava crescendo, começando a viver as coisas.


Um dia, eu apareci no seu trabalho. O senhor me levou ao restaurante do português. Como aquilo foi bom! Lá serviam uma sopa horrível — eu detesto sopa — mas com você tudo tinha sabor. O senhor pediu um refrigerante de dois litros. Não lembro o que comi; talvez bife, talvez peixe. Mas lembro que a comida do português era maravilhosa. Estar contigo era a minha vida.


Trabalhei ali. Depois vivemos muitas outras coisas. Num outro dia, voltei ao seu trabalho e contei que conheci uma garota com quem queria me casar. O senhor me aconselhou, me apoiou. E me ajudou por vinte e oito anos.


Depois, me trouxe para uma terra linda, onde eu jamais imaginei ser capaz de viver, de criar meus filhos. Durante muitos anos, eu era despertado com o seu grito, avisando que tinha trazido o pão. Hoje sou eu quem leva o pão para minha mãe.


Levei muitos anos cuidando do senhor. Era maravilhoso te conduzir pela mão. Eu tinha um carro comprado pelo senhor — o último que eu escolhi, e eu o amava. Mas você já não conseguia mais entrar nele. E no dia em que precisei te levar ao médico, ele não funcionou. Tive que chamar um Uber às pressas. Aquilo me revoltou. Eu precisava de um carro mais baixo, mais confortável, mais novo.


Consegui comprá-lo sete dias antes da sua partida. O senhor passou o dia inteiro comigo naquela loja. Durante a semana, fizemos planos. Naquela quinta-feira, o senhor me disse que, se algum dia eu ficasse triste, eu cantasse um louvor ao nosso Deus… e hoje eu tenho tanta dificuldade de cantar.


No dia da sua morte, eu não ouvi a sua voz. Fui buscar o carro na revisão — coisa que poderia ter feito no dia anterior. Era sábado, 14 de junho de 2025. Depois, fui à formatura do seu neto. Dei palavras de conselho a duas pessoas, sem saber que, na verdade, eu estava aconselhando a mim mesmo. Porque, naquele mesmo dia, eu veria você partir.


Foram 45 anos. E naquele dia eu vivi meu primeiro batismo de fogo. Tive que olhar para o mundo e dizer: “Agora eu sou homem. Eu não tenho mais pai.”


Hoje estou aqui, fazendo um trabalho que não gosto, realizando tarefas que não quero, mas por obrigação, por dever. Pelo compromisso de honrar sua memória. Ser pai. Ser marido. Cuidar da minha mãe. Amar a mulher que eu amo — mais do que nunca — e meus filhos — mais do que nunca. Carregando o peso da tua ausência, olhando para um mundo nublado, mas tentando buscar contentamento num futuro incerto que o senhor me ajudou a construir.


Obrigado, meu pai. Obrigado.


Eu sempre te disse que te amava. Te abracei, te beijei, ouvi tua voz. E agora estou começando a ouvi-la de novo, como eco voltando devagar.


Obrigado, pai. Obrigado por tudo.
Eu prometo que, daqui para frente, vou fazer diferente. Vou buscar ir mais longe — muito mais do que o senhor sonhou para mim.


Um beijo.
Um abraço.

Eu decido não massagear o ego de ninguém, nem mesmo o meu.

Levei uma rosa, ela aceitou
Levei um chocolate, ela também aceitou.
Mas quando lhe ofereci o meu amor, pois é ela recusou.

Eu adoro mulheres bonitas, são elas que consomem o meu tempo.