Gosta de Mim do meu Jeito

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Não me contento com pouco, felicidade para mim tem de ser no plural.

⁠Veni ad me, vinde a mim, vem a mim, vem para mim, vem pra mim.

Você é mais do que um amor para mim. Você é a minha inspiração diária, aquela que me faz refletir sobre o verdadeiro significado do amor e da gratidão. A cada momento que passamos juntos, percebo o quanto você é essencial na minha vida, sempre presente nos momentos bons e ruins. Você se tornou parte de mim, preenchendo o meu coração com um amor genuíno e profundo. Sou imensamente grato por ter você ao meu lado, por sua compreensão, apoio e carinho incondicional. Quero que saiba que eu, Rafael, amo você mais do que palavras podem expressar.

Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.

Manoel de Barros
Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1996.

⁠Eu amo desembrulhar os presentes de Deus para mim, porque são todos milagres... As pessoas que Ele coloca em meu caminho são fundamentais para que me ajudem em minha caminhada; aquelas das quais me afasta me faz ver o Seu cuidado comigo, sabe que os tropeços poderiam me atrapalhar na busca dos meus sonhos e simplesmente tira de minha vida...
Os sorrisos, felicidades e alegrias que Ele planta em meu caminho são importantes, mas as dores e lágrimas que Ele permite também são, o importante é que Ele enxuga toda e qualquer lágrima e cura as minhas feridas...
Os caminhos d’Aquele que me criou são sempre os melhores, fico grata por me fazer enxergá-los e por me proporcionar caminhos tão melhores do que aqueles que eu, ingenuamente, seria capaz de escolher...
Agradeço a Deus por cada pequeno milagre, pois consigo enxergar o Seu cuidado comigo nos detalhes... E quem se ocupa dos detalhes nunca será capaz de esquecer-se de todo o resto... Em tudo, Deus sempre se dedica em me dar o Seu melhor, mesmo que eu não mereça, e eu sei que eu nunca mereço...

Apesar de eu gostar de estar sozinha, tenho muito amor em mim, e seria egoísmo não distribuí-lo.

Como fugir de mim mesmo? Como fugir dos meus próprios pensamentos? Para onde eu for, eu estarei lá, e esse é o problema.

- Priscila de Arau

A dor da saudade em mim, ordena-me silêncio, reflexão e as luzes apagadas.
Tudo no escuro...




Carlos De Castro

Por muito tempo estive ausente.
Não digo ausente dos outros, mas de mim.
Nesta viagem onde me ausentei, a leitura das paisagens que vi foram leituras trágicas,fatalistas,teleológicas.
Uma nevoa sobre a angustia(kierkegaardiana) que depressivamente parecia angustiada, a esperança se desesperando na desesperança(Adorniana).
A vida se resumindo na existência facultativa temporal enquanto durasse a resina liquefeita de um material espesso e tóxico amarelo verde dentro de uma garrafinha pet levada pela mão direita esquelética a boca do meninolixo, segurando na outra mão um rodinho cuja a espuma embebecida gotejava no asfalto quente. Mesmo fora de época o menino parecia desfilar como mestre salas entre automóveis e buzinas e fumaças de cigarros da industria capitalista da morte e gás carbônico dos pulmões dos Volvo e Mercedes Bens.
Enquanto sonho com a educação, o mundo não dorme ! a roda gira, a lamina do punhal solar corta a carne não friboi do coitado,jogado e esquecido do lado de fora de um albergue."... son las personas en el comedor, a estas personas en el comedor, están ocupados nacer y morir ...",em outro desdobramento da paisagem se percebe que na rua 25 de março um comerciante vende a uma legitima provinciana oriunda do extremo leste paulista (não menos europeu por sua etno cultura exótica de devorar "baiões de dois" e "escondidinhos" e sonhar em formar um bloco econômico igual aquele do G8 e G20 no sertão do nordeste) uma bolsa feminina do Paraguay de pseudagrife.
No retorno desta minha ausência sonífera me surpreendo ainda com uma paisagem surreal...minha docência é tragada pelo vácuo, a medida que me torno volátil('in'matéria)meu corpo se dissolve textualmente como num recorte discursivo e dialeticamente concluo que a redenção pela educação acontece no centro do altar do holocausto

Tá mais fácil um cachorro mim entender do que um ser humano mim compreender.

Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.

Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.

Um internado num manicómio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicómio sem manicómio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos
Estou assim...

Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu tecto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.

Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,

Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!

A minha personalidade não muda. A quem quero enganar? Só engano a mim mesma!

⁠EM MIM

Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)

Um pouco de mim
Um tanto de você
Um montão de nós.

Na morte, desejo me desprender de mim — partir, enfim, para reencontrar minha mãe

Se eu não me conhecer bem, vou acabar responsabilizando alguém, bem próximo a mim, pelas minhas mazelas!

Alma perdida

Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos

Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim

Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada

Lembro-me claramente como era a dor...
A tal insuportável "dor" causada somente por mim a outra pessoa a pessoa que devia ser a única que nunca seria machucada por mim.


Falando assim mesmo ferida~
Ele seguiu sua vida tão fácil porque não poderia fazer o mesmo.


Mais o tempo não permitiu eu teria que passar por aquelas memórias da dor insuportável.

como amei?
se nem a mim mesma amava, quase impóssivel de ser verdadeiro esse amor, por isso magoado foi.

aquilo que nem deseja a ti mesmo como desejas ao teu próximo?

Não houve band-aid que fizesse curar o dodói aberto em mim. Busquei, de todas as formas, sarar. Mas o beijinho que faria tudo passar está tão longe. Longe, junto de todos os outros beijos importantes: os beijos de chegada, de partida, de reconciliação e, principalmente, os beijos de amor.⁠