Gosta de Mim do meu Jeito
DESPEDAÇADO
Vejo os cacos de mim, cá derramado no cerrado
Enrabichado, me perdi, nem mais sei quem sou
Na poesia, o pesar é vivo, e se vivo ainda estou
Me restou o sentimento no pedaço despedaçado
É o desejo quebrado, e uma solidão tão gigante
O meu sussurrar de paixão não pode ser ouvido
São tantos suspiros que no coração foi perdido
Que a inspiração emudece numa aflição falante
Oh, sedutor amor, custoso, se acaso você existe
Dá-me a paciência e a tranquilidade dum aporte
Pois, cá na emoção me esgotei de estar tão triste
E do viver, a melancolia é o meu pesado motivo
Frágil, manso, suxo e duma ilusão não tão forte
Sou só um poeta sonhador que do amor é cativo
© Luciano Spagnol poeta do cerrado
02 outubro, 2021, 05’27” – Araguari, MG
Amor verdadeiro
Carrego o seu oração dentro do meu coração e deixo contigo um pedaço de mim. Para que saiba que nunca estará sozinha sei que estamos ausente mais onde você estiver estarei com você e você comigo. Viva a vida com paz e harmonia, nunca esqueça sua paixão pela vida.
Viva.
Só se vive assim!
- Meu ser!
Tenho dentro de mim
Um sentimento que não sei explicar
Ultrapassa todos os limites...
Limites da razão e emoção
Sou fora de órbita,
Literalmente fora de órbita...
Giro num sentido inverso,
Voo com os pés fora do chão
Sou louca, sou poeta!
Se acaso fosse subitamente simples para mim ou estivesse ao meu alcance aquilo que estou lhe pedindo, certamente não lhe pediria.
Não acha?
De Mim podes pedir 666 trilhões de provas.
Que,num instante vou te dar.
Vê,ai,os Meu scraps:
Todos eles vão provar.
10/09/2009/ quin..fª 14:13 pm
Lord Jon Dark 666 Gothic
O que Eu Tenho em Meu Viver,
Por nada e por ninguém te trocaria.
Para Mim,me basta ter
O Amor infinito que tenho popr VoCê.
10/09/2009/ quin..fª 14:26 pm
Lord Jon Dark 666 Gothic
Os Três Mal-Amados
Olho Teresa, vejo-a sentada aqui a meu lado. A poucos centímetros da mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por que essa impressão de que precisaria de quilômetros para medir a distância, o afastamento em que a vejo nesse momento?
Olho Teresa como se olhasse o retrato de uma antepassada que tivesse vivido em outro século. Ou como se olhasse um vulto em outro continente, através de um telescópio. Vejo-a como se cobrisse a poeira tenuíssima ou o ar quase azul que envolvem as pessoas afastadas de nós muitos anos e léguas.
Posso dizer dessa moça a meu lado que é a mesma Teresa que durante todo o dia de hoje, por efeito do gás do sonho, senti pegada a mim?
Esta é a mesma Teresa que na noite passada conheci em toda intimidade? Posso dizer que a vi, falhei-le, posso dizer que a tive em toda intimidade? Que intimidade existe maior que a do sonho? A desse sonho que ainda trago em mim como um objeto que me pesasse no bolso?
Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto. Ainda sinto a onda chegando à minha cama. Ainda me volta o espanto de despertar entre móveis e paredes que eu não compreendia pudessem estar enxutos. E sem nenhum sinal dessa água que o sol secou mas de cujo contacto ainda me sinto friorento e meio úmido (penso agora que seria mais justo, do mar do sonho, dizer que o sol o afugentou, porque os sonhos são como as aves, não apenas porque crescem e vivem no ar)
Teresa aqui está, ao alcance de minha mão, de minha conversa. Por que, entretanto, me sinto sem direitos fora daquele mar? Ignorante dos gestos, das palavras?
O sonho volta, me envolve novamente. A onda torna a bater em minha cadeira, ameaça chegar até a mesa. Penso que, no meio de toda essa gente de terra, gente que parece ter criado raízes, como um lavrador ou uma colina, sou o único a escutar esse mar. Talvez Teresa...
Talvez Teresa... sim, quem me dirá que esse oceano não nos é comum?
Posso esperar que esse oceano nos seja comum? Um sonho é uma criação minha, nascida de meu tempo adormecido, ou existe nele uma participação de fora, de todo o universo, de uma geografia, sua história, sua poesia?
O arbusto ou a pedra aparecida em qualquer sonho pode ficar indiferente à vida de que está participando? Pode ignorar o mundo que está ajudando a povoar? É possível que sintam essa participação, esses fantasmas, essa Teresa, por exemplo, agora distraída e distante? Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar?
Donde me veio a idéia de que Teresa talvez participe de um universo privado, fechado em minha lembrança, desse mundo que através de minha fraqueza eu me compreendi ser o único onde será possível cumprir os atos mais simples, como por exemplo caminhar, beber um copo de água, escrever meu nome, nada, nem mesmo Teresa.
Se de Mim queres Ter,
Do Meu Amor infinito que Tenho por Ti,
Eu Te darei,podes crer,
Com apenas um Beijo Sentirás.
O que posso,faço agora,
Não há o "depois" para Mim.
Pela Minha vida a fora
Eu fui e Siempre serei assim:
Quando a saudades é sentida,
Dá vontade de chorar...
Tantas são as saudades que Eu bem sinto
Dos 666 mil sonhos que sonhei...
Falo a Verdade,não minto!
Foi apenas neles que te Beijei.
10/09/2009/ quin..fª 13:18 pm
Lord JOHN Rebello de Carvalho Gothic Metal
Ha um pouco de mim em você, minha fé, meu amor, minha vontade de mudar o mundo, ou simplesmente minha dor...
“Neste sentido, e por entender que aquilo que me proponho a dizer vai além de mim mesmo: do meu coração pretensioso à minha razão raquítica; e, mais ainda, do esforço em traduzir por palavras o que me incomoda e desafia, arrisco-me na tentativa de dizer e de, ao fazê-lo, buscar, pesquisar e encontrar a minha própria palavra. Porém, ao dizer isso, não estou advogando ou afirmando que dizer a própria palavra seja converter-se, necessariamente, em um Adão inaugural, inventor de algo que ainda não foi dito ou visto ou mesmo experimentado, como se houvesse a possibilidade do meu texto ou de algum outro ser de geração espontânea ou cujo desejo de ineditismo pudesse esconder ou negar sua intertextualidade. Desejo simplesmente que minha busca e o meu dizer, que podem confundir-se, contem das minhas dores e ardores; dos meus incômodos e angústias; das minhas dúvidas e do movimento em arriscar-me a dizê-las para poder enfrentá-las.”
Que queres amada minha,
de mim? Dar-te-ei meu viver,
o meu ser te proponho como
penhor do que carrego no peito.
Desejas algo mais?
Não vedes o empenho daquele que,
com labor te oferta, não só a vida,
mas tudo quanto tem?
Me perdoe se, não consigo
com louvor, suprir tua necessidade, isso
que é meta em meu breve crepúsculo.
Peço-te, no entanto, tua piedade,
dá-me mais um amanhecer, em teu tempo,
pois sei que de mim terás o esperado.
Por ter me dado a vida, minha Mãe nada mais precisava fazer por mim para ser credora do meu amor e do meu respeito
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