Genuíno
Na vida do Homem, tarde será sempre aquele momento em que, pela lei da morte libertado, à vida já não deve qualquer pedido de desculpa.
Imperfeição
Eu quero é ser imperfeito!
Ser errado em minhas convicções,
fazer idiotices,
rir de mim mesmo ao ponto em que a gargalhada me satisfaça e
que a ideia do cômico, me absorva...!
Sou eu assim sem temperos,
feito água de cachoeira que migra
de pedra em pedra e se esvai!
José Ricardo de Matos Pereira: 11.04.2020 - 8:25h
"O segredo da jornada da vida não é você se tornar alguém, mas sim, descortinar o véu da ignorância e dar um propósito a tua existência no curto espaço-tempo de que ainda dispõe."
"A arte de ensinar reside na humildade em aprender, aprimorar constantemente os saberes, compartilhar o conhecimento, ser mais um entusiasmado facilitador das idéias do que um mero e pretensioso mentor.”
"De que vale ter tido a oportunidade de nascer, sobreviver e viver cada dia de nossa existência se nos faltar a humildade em reconhecer que fomos agraciados por Deus com o maior de todos os milagres, o milagre da vida?!”
Energia, frequência e vibração, eis o segredo do multiverso, da física quântica, da essência da vida!
Parabéns a todos(as) aqueles(as) que compartilham o que sabem, agindo enquanto facilitadores(as) do processo de aprendizagem, catalisadores(as) dos saberes, buscadores(as) do conhecimento, contribuindo assim, anonimamente, para que seus alunos(as) de hoje sejam os(as) profissionais e cidadãos(ãs) de amanhã!
Vender é 50% ciência, 50% arte. Ciência para compreender o perfil do consumidor, arte para encantar e faze-lo comprar.
“Nada acontece por acaso, tudo tem um propósito, uma razão de ser; quando, por exemplo, recebemos a visita inesperada de um passarinho nos agraciando com seu belo gorjear, seria isso mera obra do acaso ou um pequeno milagre de Deus?! Prefiro ficar com a última opção.”
“Muitas vezes o ciclo virtuoso da vida se inverte pregando peça nas gerações mais jovens, que ao não valorizarem as benesses recebidas através do berço, educação ou herança, colocam tudo a perder em fugazes ilusões.”
“Sentimento que exprime nossa incapacidade de lidar com algo que aparentemente foge ao nosso controle, que nos causa desconforto, inquietude, e sofrimento.”
Poema "Mar..."
Mar…
És fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Mar…
Palácio com imensos peixes,
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
Mar…
Sinónimo de imensidão
Acalma o meu coração
Faz-me viver
Em constante emoção.
Mar…
Pérola do mundo
Mesmo ali no fundo
Para um oceano a encontrar.
Mar…
Gestos e imperfeições
Barcos a remar
Navios a flutuar.
Mar…
Largo de imaginações
Presença ondulada do infinito
Em constantes transformações.
Mar…
É o pai de todos os rios
Que nele vão desaguar
Cada um em seu lugar!
Mar... simplesmente MAR.
Poema adaptado da obra da escritora Rosa Luísa Gaspar - "Os segredos de um búzio"
Os segredos de um búzio
Linda, menina de muitas aventuras,
Um lindo sorriso espalhava
Junto ao mar fazia caminhadas
E do amigo Poncho
Nunca se separava!
O seu avô que fora pescador
Homem de histórias e pescaria.
Linda não entendia
Sua tamanha melancolia!
As histórias que o avô contava
Mostravam que adorava o mar
Mas Linda, por vezes, sentia
O avô numa aparência sombria!
Linda gostava do mar,
De nadar com aroma
E cor a maresia,
Por isso estava preocupada
Com o que ao avô afligia!
Certa noite em especial,
Quis ficar bem acordada
Pois queria descobrir
Com o que o avô se preocupava.
Ambos na soleira da porta se sentaram
E o avô sem demoras
Fez uma simples questão:
- E se o mar desaparecesse então?
Com a pergunta
Linda confusa ficou.
Procurou respostas no céu…
E de um búzio se lembrou.
Lembrou-se do búzio
Que o avô lhe dera
Onde aprendera a ouvir
O que o mar lhe queria dizer
Mas será que ele sabia a resposta?
O avô percebeu a sua aflição
E disse-lhe que a sua tristeza
Era porque o mar
Já não é o que era.
Mar fonte de sal
Que tempera a nossa vida
De forma especial.
Palácio com imensos peixes
Que habitam dentro dele
Querem que tu os deixes.
O avô pediu-lhe então
Para ouvir o búzio que lhe dera
Pois o búzio sabia
Tudo o que o mar já foi e era.
O que afinal afligia o avô
Era o desmazelo das pessoas
Que desrespeitavam o mar, a natureza…
E toda a sua beleza.
A Linda descobriu então
Que precisava de planos fazer
Para agir com cuidado
O mar e a natureza proteger!
TEMPOS DIFÍCEIS E ESTRANHOS ...
A humanidade vivencia tempos difíceis e estranhos, a maior provação coletiva desde a segunda guerra mundial, superando em muito as epidemias do passado, as crises econômicas e até mesmo a grande depressão financeira de 1929 nos E.U.A. Vivenciamos tempos que nos remetem a FÉ, a reflexão e a solidariedade. Um momento que nos mostra quão pequenos e frágeis somos diante de um simples vírus (COVID-19) e ao mesmo tempo quão grandes e fortes nos tornaremos se nos UNIRMOS em prol do amor ao próximo, da compaixão e do bem comum!
Quanto tempo tem que nos amamos?
Quanto tempo tem que nos encontramos?
Quanto tempo tem que nos beijamos?
Quanto tempo tem que nos acariciamos?
Quanto tempo tem? Quanto tempo!
O tempo é maldito e angustia meu ser. Rouba, aos poucos, a seiva da essência que me faz viver.
O tempo é severo quando acelera tornando curtos os belos momentos e demoradas as grandes desgraças.
Então, para que serve o tempo?
Tempo para me despir e sentir saudade do teu corpo nu.
Tempo para me distrair e perceber que cada sonho foi uma ilusão. Ilusões mal navegadas e ancoradas no cais do sofrimento que jamais desprenderá do gancho das correntes firmes do pensamento mesquinho e egocêntrico.
Tempo para que?
Eu adoro o tempo por me propiciar espaço de felicidades, em que o mar em sua dimensão e magnitude é apenas uma gotícula neste sentimento prazeroso.
Eu odeio o tempo por me tornar escravo das reminiscências e não massagear meu ego sofrido pelo tombo da escuridão.
Eu adoro o tempo!
Eu odeio o tempo!
Adorar! Odiar! Não importa porque o tempo não existe.
É apenas uma miragem construída pelos desesperados que não tem coragem de assumir o seu desejo.
Afinal, o que é o tempo?
O tempo?
O tempo é o tempo!
Ele não existe e jamais existirá!
O tempo?
O tempo é o tempo!
Ele existe e está presente e ausente...
O tempo...
Ilheus, 2010, num momento de reflexão.
