Genuíno
Sou um assíduo leitor dos clássicos da literatura e cheguei a conclusão de que não preciso procurar por um livro sagrado, mas sim, procurar pelo sagrado em todos os livros, isto é ascensão, isto é amplitude, isto é espiritualização; aprendizado sempre e para sempre.....
Num momento sou um barco no oceano, no outro sou o próprio oceano. Que estranha aventura essa de ser, a um só tempo, o sonho que pulsa e o dente que dói.
E então, de repente, sem rufar de tambores ou troar de trombetas, chega o dia em que somos compelidos, não por Deus, mas pela consciência, a prestar contas dos talentos que nos foram confiados. Uma estratégia é tentar se convencer de que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena". Mas nem sempre funciona.
Alguma coisa deve estar muito errada com uma sociedade em que as pessoas têm sempre tantas explicações e tão poucas dúvidas.
Em interação com o cerrado o vento uivava no alto do morro e no mais completo silêncio, no horizonte, o astro rei se punha.
Seguir o coração, sim, sempre, com certeza. Mas não sem antes trocar um dedo de prosa com ela, Dona Razão.
A inteligência humana...
Convive muito mal...
Com a incoerência...
Maldade ou ingratidão...
O que resta ,é o vazio...
Dos perdidos,solitários ...
E ávidos de bom coração...
Quando a vida termina? Conforme a definição médica mais aceita, é quando ocorre a morte cerebral. Já eu, embora sem qualquer comprovação científica, acredito que morremos quando deixamos de sonhar.
Que bom seria se a sabedoria da Humanidade fosse cumulativa. Mas cada geração precisa conhecer o horror da guerra com os próprios olhos, sentir o dor do látego com a própria pele, descobrir o valor da Liberdade à custa das próprias perdas. Deveríamos aprender as coisas ruins nos livros e as boas, estas sim, vivendo-as intensamente. Porém, por mais lições que nos traga a História, em larga medida não somos mais do que aprendizes daquilo que já deveríamos saber.
Conforta-nos acreditar que estamos no comando, mas a verdade é que, nesta vida, mais somos levados do que levamos. Presunçosos, fazemos planos para as próximas semanas, meses e anos, mas não podemos contar sequer se nos será dado terminar o livro que começamos a ler.
O que os outros dirão não importa. Os outros são livres para pensar e dizer o que quiserem. Não conhecem nossos motivos e por isso, geralmente, são injustos em seus julgamentos. A pergunta a ser feita sempre, diante de uma decisão difícil, é uma só:
o que minha consciência dirá?
A pior saudade é aquela que sentimos do sucesso que não tivemos, dos lugares que não conhecemos, dos sonhos que não realizamos, das pessoas com quem não convivemos. Cabe a nós aceitá-la e deixar que nos deprima, ou chutá-la para longe e lembrar de todas as coisas boas e reais que marcaram nossas trajetórias de vida, apesar de nossos erros, hesitações e fracassos.
Não cabe esquecer que a Universidade opera na faixa específica da cultura universalizante, que se propõe como ciência ou arte se exibindo para o mundo. De seu ponto de vista, o saber popular vale apenas como objeto de estudo
A UNIVERSIDADE EM RITMO DE BARBÁRIE
A maioria das aulas e pesquisas fabricadas numa Universidade se reduz a mero ritual que alimenta um organismo em profundo estado de coma
A UNIVERSIDADE EM RITMO DE BARBÁRIE
Basta lembrar que, em geral, na Universidade não vige a regra de que a ausência corresponde a uma falta, pois, se o professor deixou de dar aula, foi porque foi chamado por missões ainda mais sublimes
A UNIVERSIDADE EM RITMO DE BARBÁRIE
Pelo menos uma vez por ano, deveríamos apagar todas as luzes da cidade e sair às ruas para admirar as estrelas.
Aprendi a amar em voz alta. Verbalizar o amor. Sussurrá-lo para a pessoa amada. Gritá-lo para as estrelas e o infinito. O amor se alimenta de palavras. É grandioso demais para ser vivido em silêncio.
