Genuíno

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⁠AS NOVAS ERAS TECNOLÓGICAS INTRODUZEM NOVOS PADRÕES COGNITIVOS E NOVAS FORMAS DE SOCIABILIDADE
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“Uma nova era tecnológica, como a das sociedades agrícolas do Neolítico, não é obviamente caracterizada apenas pela concretude dos instrumentos materiais, mas por toda uma tecnologia igualmente abstrata, por toda uma capacidade cognitiva que é introduzida e da qual os instrumentos são apenas a face mais visível. Os humanos neolíticos não são apenas construtores de instrumentos afiados e precisos de pedra polida e de vasilhames aptos a guardar os grãos produzidos pela prática agrícola. Eles desenvolvem novas capacidades, como a de compreender os processos cíclicos e naturais e, a partir daí, tornam-se aptos a aplicar uma nova capacidade de planejamento que envolve a semeadura, o cultivo e a colheita. Os humanos da sociedade agrícola são dotados de novas virtudes que se tornam imprescindíveis para a mobilização dos novos recursos tecnológicos que foram desenvolvidos, como a virtude da paciência de aguardar e respeitar os ciclos da natureza, e a empatia necessária para transformar lobos em cães.
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De maneira análoga, os humanos que teriam a incumbência histórica de criar as primeiras civilizações urbanizadas precisarão estar aptos à divisão de trabalho, a uma multiespecialização que incluía funções diversas a serem desempenhadas por diferentes grupos como os dos guerreiros, comerciantes, artesãos, sem contar a permanência daqueles que seguiriam desempenhando as tarefas agrícolas típicas da era anterior. Era ademais um mundo que exigia grandes aglomerações e impunha trabalhos coletivos, muitas vezes obtidos de forma compulsória com a introdução do sistema escravocrata. Viver em cidades, ademais, traz novas implicações, e um contraste possível entre a cidade e o campo. As moradias distanciadas do campo passam a ser confrontadas por um novo padrão de sociabilidade instituído por habitações urbanas próximas umas das outras. Ter um vizinho de porta requer outras habilidades sociais e estratégias de bem-viver que, como os camponeses, residir a léguas da família vizinha. Ademais, os espaços mais abertos dos campos passam a ser contrastados com os muros que se tornam necessários nesta nova forma de sociedade tipificada pelas cidades. A própria cidade, aliás, precisa ser alimentada pelo campo e estimula neste último a produção de excedentes agrícolas, de modo que podemos ver como se retroalimentam as duas melodias, a que canta as singularidades de um antigo mundo agrícola já estabilizado na era anterior, e a que faz ressoar os novos acordes das civilizações urbanizadas da Antiguidade. Por fim, há muitas práticas que fazem a ligação entre as duas eras: o uso dos metais – primeiro o cobre, depois o bronze e por fim o ferro – é introduzido ao final do Neolítico, mas se tornará realmente imprescindível para as civilizações urbanizadas”
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[BARROS, José D’Assunção (org.). História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.19-20].

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⁠A POLIFONIA DAS REVOLUÇÕES TECNOLÓGICAS
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“Até aqui, a polifonia de revoluções vai se completando e se entrelaçando de maneira a integrar estes três ambientes – o rural, o urbano e o industrial – ao mesmo tempo em que adentramos decisivamente esta que ficou conhecida como Era Industrial. Por outro lado, sempre é preciso se ter em vista que a introdução de uma nova revolução no cenário do desenvolvimento tecnológico humano não cancela de forma alguma as revoluções anteriores. Ao contrário, uma nova revolução transversal até costuma impulsionar as linhas relacionadas às revoluções anteriores em novas direções. Assim, os desenvolvimentos da revolução industrial no século XIX renovaram em novas bases a velha revolução agrícola, pois trouxeram a mecanização ao campo – tanto sob a forma de invenção de novas máquinas, como os tratores (1890), como através da produção de novos insumos e materiais, como os fertilizantes, sem contar a dinamização do comércio e abastecimento agrícola que se tornou possível a partir dos novos meios de transporte proporcionados pelo desenvolvimento industrial. Da mesma forma, os efeitos da violência imposta pelas transformações da revolução agrícola são reeditados em novas bases pela agricultura mecanizada das sociedades industriais, incidindo sobre suas mais tradicionais vítimas: os animais.
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Enquanto isso, esta mesma revolução industrial também permitiria que a revolução urbana se reeditasse em novas bases. As cidades se redefinem no mundo industrial: tornam-se extraordinariamente populosas, ampliam-se até o limite das conurbações. Concentradoras de gentes – e particularmente de trabalhadores – elas interagem muito apropriadamente com o emergente mundo das indústrias. Os trabalhadores são convidados a habitar as áreas periféricas menos valorizadas ou os guetos de todos os tipos; as fábricas encontram seu espaço no centro, na periferia ou no espaço de intermediação com o campo, de acordo com o que produzem e com suas demandas específicas de matéria prima e de trabalho humano. A violência da revolução urbana se redesenha: as cidades industriais abrigam agora multidões de trabalhadores vivendo em condições ainda mais questionáveis do que nas cidades antigas, medievais ou da primeira modernidade.”
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[BARROS, José D’Assunção (org.). História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.24-25].

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⁠A REVOLUÇÃO DIGITAL NA TRAMA POLIFÔNICA DAS GRANDES REVOLIÇÕES TECNOLÓGICAS
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“A Revolução Digital se apresenta como uma nova melodia na grande polifonia das revoluções transversais que afetaram de maneira generalizada a civilização planetária (a Revolução Agrícola, a Revolução Urbana, as duas Revoluções Industriais, e, por fim, a Revolução Digital). O principal invento que possibilita a eclosão da Revolução Digital em meados dos anos 1990 – na verdade, um invento ainda elétrico e industrial – é o computador. Mas o nível científico que a torna efetivamente possível é o da mecânica quântica, uma vez que, sem essa, não teria sido possível o vasto e extraordinário conjunto de tecnologias proporcionado pela microeletrônica, o que inclui tanto o aprimoramento dos computadores de uso pessoal como uma extensa gama de novos dispositivos eletrodomésticos, sem contar os relacionados à telefonia celular (aspecto indispensável para a nova sociedade digital).
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De fato, a mecânica quântica permitiu que as versões industriais de diversos aparelhos – como os rádios, as primeiras TVs e os próprios computadores – fossem aprimoradas em direções surpreendentes, e que seu peso e tamanho se reduzisse cada vez mais, especialmente no caso dos computadores. O dispositivo básico utilizado nas primeiras TVs, por exemplo, eram as válvulas. Da mesma forma, os primeiros computadores, como o ENIAC, também funcionavam à base de válvulas e pesavam de 20 a 30 toneladas. Então surgiram os transistores, que exerciam a mesma função das válvulas com um tamanho bem menor e sem o inconveniente de esquentarem tão rapidamente. Logo foram desenvolvidos chips que passaram a conter centenas ou mesmo milhares de transistores. Os microprocessadores comerciais começam a surgir a partir da década de 1970 e, na década de 1980, são aprimorados a tal ponto que permitem o surgimento e aperfeiçoamento dos computadores pessoais – fáceis de carregar e com capacidade invejável para desempenhar uma multiplicidade de funções. Nos anos 1990 estes se disseminam ao se tornarem acessíveis a faixas mais amplas da população. Retomaremos, em um item posterior (I-4), os esclarecimentos sobre a passagem dos grandes computadores típicos do auge da Era Industrial para os computadores que prenunciam a revolução digital. Mas por ora queremos destacar que foi a mecânica quântica – com sua nova compreensão sobre o movimento dos fótons e elétrons – que permitiu a criação do primeiro transistor e todos os seus desenvolvimentos posteriores.
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A própria tecnologia de emissão e recepção de sinais por satélites – que torna possível a interconexão necessária aos celulares e eleva a interconexão de computadores a um novo nível, já que não mais dependente da fiação telefônica fixa e tradicional – é decorrente da física quântica e da compreensão do elétron simultaneamente como partícula e como onda probabilística. Ao lado disto, o outro alicerce de compreensão científica necessário à tecnologia de interconexões através de satélites é o da Teoria da Relatividade Geral da Einstein (1915). Esta teoria geométrica da gravitação aprimorou a compreensão de que não existe um tempo único e absoluto, mas sim diversos tempos locais interferidos pela velocidade e posição de cada objeto, sendo esta última afetada pelos efeitos da gravidade. Para a transmissão de sinais via satélite, o cálculo de uma posição de transmissão ou recepção na Terra acarretaria erros de muitos quilômetros se fossem ignoradas as previsões da relatividade geral com relação às variações e distorções de cada tempo local em função da velocidade e da altura do objeto conectado, o que inviabilizaria a eficácia da comunicação da telefonia celular, os sistemas de navegação de alta precisão, e o sistema de localização GPS. Com estes e outros exemplos importantes que poderiam ser dados, pode-se dizer que a revolução digital torna-se possível a partir do nível de conhecimento atingido por duas revoluções científicas paralelas, e ainda não unificadas: a física quântica e a física relativística”
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[BARROS, José D’Assunção (org.). História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.27-28].

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⁠O amor pela excelência é um caminho construído diariamente, com atenção, dedicação e amor ao que faz.

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⁠O amor pela excelência éuma virtude que se caracteriza por realizar uma tarefa com atenção, carinho e amor, com o objetivo de satisfazer e fidelizar o cliente.

Inserida por ronaldo_jose_damaceno

⁠Nova versão 2025. Espero não ser mais do mesmo.

Inserida por JAugustoMaiaBaptista

O amor pela excelência

Amar o que fazemos significa colocar paixão em cada detalhe, buscar constante evolução e sempre oferecer mais do que se espera.

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⁠Domine os gatilhos mentais e transforme seu atendimento em uma experiência inesquecível

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Em nossa jornada pelo amor à excelência, fica evidente que o atendimento de alta performance vai muito além de processos bem executados.

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⁠Quando entregamos mais do que produtos ou serviços – quando entregamos experiências – alcançamos o coração do cliente, com resultados extraordinários.

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⁠A autodisciplina, considerá-la prescindível é um anacoluto.

Inserida por jose_valentim_junior

⁠O amor pela excelência

Quando amamos o que fazemos, personalizamos a ação, colocando um diferencial que acaba atraindoclientes.

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⁠O amor pela excelência

O amor nos ensina, o amor nos ajuda a construir, o amor nos faz suportar, superardesafios.

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⁠O amor pela excelência

O amor é o combustível da alta performance. Se você quer trilhar a jornada do sucesso, comece pelo amor. Descubra o porquê de ser feito e veja o quanto isso significaparavocê.

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⁠O amor pela excelência

O primeiro passo para amarmos o que fazemos, é descobrir o porquê precisamos fazer, seus perigos e riscos, assim como, sentir a importância por fazerbem-feito.

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⁠O amor pela excelência

A motivação é um fator intrínseco e necessita do amor ao que se faz paraserenovar.

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⁠Jornada do Sucesso

O sucesso é uma jornada que requer clareza, dedicação, disciplina e constância. É um processo de crescimento contínuo, que exige paciência e compromisso.

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⁠Jornada do Sucesso

Sucesso exige técnicas, métodos e mentalidade. Cultivar um pensamento positivo, resiliente e focado na solução é crucial. Além disso, ação é indispensável.

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⁠A desistência não faz parte dos nossos direitos. Sigamos!

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⁠Atuamos na fronteira do Conhecimento.
Onde todos chegaram, é de onde partimos.

Inserida por JAugustoMaiaBaptista