Genuíno
Meu Deus, porque sou tão triste? Será se foi o presente que a vida me deu.
Choro preciso chorar pra desabafar esse peito meu.
Será o destino meu de levar a vida pensando em alguém que não me pertenceu.
A ciência não é infalível, posto que está em constante evolução, mas sempre aponta para o caminho com menor probabilidade de erro.
O tempo...
O tempo é tudo aquilo que a gente tem e também que já teve.
O tempo se encarrega de tudo, leva as coisas ruins, traz as coisas boas.
Tem gente que gasto o tempo, outros aproveitam o tempo.
Alguns reclamam da falta de tempo, outros reclamam do excesso de tempo. O tempo pra uns é útil, pra outros é perda de tempo.
A palavra que não foi dita, o beijo que não foi dado, a oportunidade que não foi aproveitada, isso tudo o tempo levou. Foi-se embora para sempre.
O tempo não volta jamais, muitas vezes o que volta é a vontade de voltar no tempo. Fazer alguns ajustes, redefinir a rota e seguir por novo caminho.
Não vai dar tempo mais, passou, fizemos as escolhas, certas ou erradas, mas fizemos. O tempo não tem culpa, o tempo vai curar ou vai torturar, vai depender da sua sapiência em lidar com ele.
Quando fizer um exercício de consciência vai poder enxergar quanto tempo gastou e quanto tempo conseguiu aproveitar.
Por isso eu digo, aproveite bem o tempo, diga o que precisa ser dito, ame o que precisa ser amado, faça tudo que der vontade. Porque o tempo não foi feito para ser perdido, ele existe para ser bem usado.
Se todos soubessem o pouco tempo que o tempo tem, talvez perdesse menos tempo lamentado, e usasse mais tempo sendo feliz.
O tempo para uns é traiçoeiro, mas ele nada realiza. Todas as escolhas foram íntimas de cada um. O tempo não te deu nem te tomou nada.
Não seja torturado pelo tempo que perdeu, pelas palavras que não disse, pelas oportunidades que perdeu. Seja grato pelo tempo que você usou e pela maturidade que o tempo te deu.
O tempo é traiçoeiro, mas ele nada realiza. Porque o que causa lamento não é o tempo que se perdeu. Mas as oportunidades que se teve e não aproveitou.
O tempo é mesmo assim. Pode ser motivo de ótimas lembranças, mas também pode ser também um martírio. Porque cada um colhe no tempo futuro, tudo aquilo que plantou no tempo passado.
Não seja refém do tempo, seja feliz por ter o tempo que muitos gostariam de ter, e mais ainda, por usar bem o tempo que muitos desperdiçaram.
Foi o tempo que lhe permitiu fazer suas escolhas, mas ele não as fez para você. Você está hoje não onde o tempo te levou, mas onde suas escolhas te colocaram.
Por isso não seja refém do tempo. Faça tudo aquilo que lhe der vontade. Sorria mais, ame mais, brinque mais, viaje mais, aproveite os amigos, aproveite as oportunidades. Porque o tempo para muitos pode ser longo, mas para outros pode acabar amanhã.
Por José Márcio Sousa
Cabe formular esta lei que a paleontologia e a biogeografia confirmam: a vida humana surgiu e progrediu só quando os meios com que contava estavam equilibrados pelos problemas que sentia. Isto é verdade, tanto na ordem espiritual como na física.
(Livro "A Rebelião das Massas")
Quando viajo, o que mais me interessa são as pessoas, porque só falando com elas é possível conhecer o ambiente.
Desejos achados na estação da alma...
Neste final de outono tem árvores
em que as folhas resistem ao tempo,
não se deixando ir...
Tal e qual como as pessoas,
que não se deixam ir abaixo
na primeira dificuldade!
-- josecerejeirafontes
Há uma imensa sabedoria em viver cada dia como se fosse o primeiro e há imensa felicidade em viver cada dia como se fosse o último. As duas coisas são possíveis ao mesmo tempo.
Viva cada dia intensamente.
Ainda sou do tempo, dizia ele, em que não havia tempo. Todo o tempo era meu. Tinha todo o tempo do mundo para mim. Para ti. Para nós. Dizem, agora, que o tempo foge. Que não há tempo. Que seria preciso mais tempo ao tempo. Que o tempo não chega. E chega então o tempo do fim do tempo. Trata-se o tempo como um inimigo. E o tempo só existe no tempo que lhe dás. Eu e tu existimos porque o tempo nos deu o tempo de viver.
Vive. Ainda vais a tempo.
Clausura
Sentado na ponta da mesa
Eu e minha habitual taça de vinho
Recluso, angustiado...
A cidade escura e tímida
As calçadas vazias, sem passos,
Sem alma
De súbito, todos se foram.
No outro continente: dor e choro...
Nos jornais, o mesmo refrão...
A humanidade chora.
Dias turvos...
Na playlist toca
“Estamos quase sempre otimistas
Tudo vai dar quase certo...”
Estás triste poeta?
Pela janela, a beleza do luar e do céu estrelado.
Os lábios untados de Merlot
Oro para que esse pesadelo acabe
Para que possamos sair da clausura
abraçar, beijar, cantar, dançar no ritmo e no enlace dos corpos
Por ora, deixa arrelvar tua alma de carícias, para que eu possa me manter longe das sombras...
As trombetas alarmam, sim,
Mas ainda temos a ciência, a fé e a esperança!
E nossa quota de versos para dar alento e alegria pro futuro!
Casa desarrumada
Pior que uma casa desarrumada é não ter um lar.
Não quero desarrumar nada, só digo uma coisa:
A alegria de viver é o que importa!
Ser alegre, mais que tudo, é saber que a casa não tem dono.
O dono? É tudo que enche de vida:
a chama no fogão, aquecendo o leite;
a cadeira de balanço ressuscitando lembranças;
os livros na estante provocando a beleza das ideias;
o amor prestes a acontecer no embalo de uma valsa;
o assoalho da sala sem brilho mostrando o movimento de gente;
o rosto alegre de um cão que, pela idade avançada silenciou o latido;
a doce voz de uma mulher reclamando "amor".
Uma casa de cheia de poucos amigos.
Desarrumada, assim como minhas certezas, é minha casa.
Cada segundo vivido é um milagre que nos é concedido,uma dádiva! Portanto não devemos reclamar da monotonia de um dia; pois muitos gostariam de ter esse tempo que simplesmente renegamos..
Março, é Outono
É março de dois mil e vinte
É outono no Brasil
O verde se funde ao vermelho castanho
Nuanças gradativas, nada linear
A tarde arde
A brisa do entardecer refresca, causa arrepios
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Meu coração se aquece com as lembranças dos beijos cálidos e do olhar sereno e doce dela
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
As flores se desprendem e caem lentamente...
Dançam como bailarinas, suavemente, até encontrar a superfície
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
As ruas estão vazias
As famílias se reúnem em torno da mesa
Já não somos os mesmos e
temos medo até de respirar...
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Temos que abdicar dos abraços, dos beijos...
aguardando para demonstrar afeto...
Por hora, sinta a poesia que alimenta a alma
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Apesar da solidão, tudo é intenso, pensamentos caem na alma
Observo a liberdade dos pássaros
E preso a esse papel, escrevo!
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Vamos lá poeta
Soou a trombeta para humanidade
A solidariedade agora é ficar
Observar de longe teu riso nos jardins
Sei que ficaremos bem
Juntos seremos um só novamente
É março de dois mil e vinte
É Outono no Brasil
Não teremos despedidas
Nem agradecimentos pela companhia
Nossa luz permanecerá acesa, tenha fé!
Mais alguns dias e a primavera virá
E tudo voltará a florir...
