Galho
Relógio
Um anjo pousou no galho da árvore
E avistou um homem triste
E o perguntou: Amigo...
Você conhece o caminho da paz?
E o triste homem lhe respondeu:
Que caminho? Se quando eu nasci
Já nasci com uma algema no pulso
A algema do tempo.
Deus fez o galho seco florescer, o que não fará por nós?!
Era apenas um galho sem frutos, no meio do nada. De repente cortado e lançado ao chão. Certamente aquele galho sem entender nada, acreditava ser o fim, mas percebeu que uma mão o levou ao tabernáculo, o colocou junto a arca do testemunho e de repente uma presença gloriosa visita aquele galho seco pela madrugada e ele começa a florescer.
Talvez a gente não consiga entender o trabalhar de Deus, mas quando tudo está seco, quando não temos frutos, é nessa hora que somos levados ao tabernáculo, colocados perto da arca do testemunho e a presença gloriosa do espírito nos visita e nos faz florescer.
Tudo na vida, tem seu tempo de amadurecimento. E talvez por estarmos presos ao mesmo galho não vejamos as etapas deste processo!!
Segure firmemente na mão de Deus, faça como o pássaro, que não para de cantar, mesmo quando o galho se quebra porque sabe que tem asas!
Depois de uma certa idade, a gente fica igual a galho verde açoitado pelo vento: enverga, enverga, mas não quebra.
FRIO (cerrado)
Quem o contentar dirá destas noites de frio?
Corre no cerrado de galho a galho, arrepio
Dum vento seco e bravio. E eu, aqui tão só
Em queixas caladas, calafrios, é de dar dó
Recolhido na tristeza do invernado cerrado
Cheio de solidão, de silêncio e de pecado...
Que corrosiva saudade! Esquisita e estranha
Uma está lembrança forjada na entranha
Do inverno, caída de outrem, fluindo amargor
Onde, em sombrio sonho, eu vivendo a dor
Sem querer, na ingratidão, com indiferença
No vazio da retidão, da ilusão e da crença
Que acirrado frio, sem piedade, ofensivo
Que me faz reclusivo, neste cárcere cativo
Insano, em vão, duma melancolia lodaçal
Que braveja, me abraça e me faz tão mal...
Por que, pra um devaneador esta paragem
Que ouriça, e é tão deslocada de coragem?
Ah! quem pode me dizer pra que assim veio?
Se está tortura é passageira, assim, eu creio.
E a minha miséria aberta, escorre pelo olhar
Receio... e mais gelado fica em mim o pesar.
Uma prosa alheia, uma penitencia escondida
Se é só o frio, por que esta insânia homicida?...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
14 de julho de 2019
00’17”, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Ao meio de uma floresta, densa, vejo ela chorando, tensa, conversando com estrelas, deitada no galho mais alto, da árvore mais alta, dizendo de sua vida difícil e todas as belezas, que um dia ela viu ou sentiu, todas vezes que mentiu, todas vezes que caiu, todas vezes que sorriu, e então sumiu..
E eu me vi a bera de um lago, e vendo o reflexo da lua e todas estrelas, vi um mundo escuro com pontos de brilho, talvez seja esse o reflexo do mundo de hoje, a escuridão tomando conta e apenas umas pessoas de brilho próprio e verdadeiro que restaram, e então me vejo dentro de um cubo, onde a mesma menina da mata está, então conversamos, sobre tudo e todos, e optamos por continuar lá, no nosso mundo em cubo, com nossas loucuras e nossas verdades..
Afinal, o mais difícil de existir, e viver..
Então que seja em nossas loucuras.
Em politica, o termo "cada macaco no seu galho" não tem sentido, já que todos estão num único galho, o poder central.
A noite está tão escura, a cidade parece uma paisagem morta. Nem uma folha cai, nem um galho balança, chego a ter medo dessa paz, que se abriga em todos os quintais. Vagueio por minha mente buscando conforto,mas tudo que acho são apenas reflexões ruins que me deixam cada vez mais longe de mim. Paroe olho o mundo, ele esta passando, sinto que a vida me enganou me fez fazer o que eu nunca quis , me transformou num cara normal. Veio o medo me segurou pela mão cortou minhas asas e me impediu de voar. Boa noite
Hoje em dia é raro você encontrar um alguém pra chamar de seu. Pessoas andam pulando de galho em galho procurando a "pessoa perfeita" mas só que não existe ninguém perfeito, parem de enjoar fácil, comecem a dar valor...
CARTÃO DE NATAL
Busque um galho de sua existência
Nas forquilhas enfeite com determinação e coragem
Não se esqueça das bolas de diligência
Dos cartões amigos de boa mensagem
Aqueles envelopados no amor, carinho, reverência
Ilumine com lâmpadas de esperança
Pisca... Pisca... na malícia, advertência
Colorindo cada canto com detalhes de alegria e confiança
E no topo do galho a estrela guia da fé
Afinal é a razão da comemoração da lembrança
O nascimento do Deus Menino filho de Maria e José
O que veio para a aliança...
Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, Natal 2015/2016
Cerrado goiano
Antes de gastar seu tempo cuidando de galho seco, teste quebrando uma pontinha para ver se ainda tem seiva viva.
Vida curta e vã
Beleza e Alteza
Numa breve manhã
Galho selvagem
Estupendo rebento
Em espinhos tantos
Pétalas são alvas
Deslizando sob mãos
Sem tocar nos espinhos
Assim é a vida
Doçura e fel
Ventura e Desilusão
Rosa aventureira
Deste meu coração
Atravessa a vida
Ferindo o cultivo
Floresce tão amada
Fenece tão pisoteada...
Luiza De Marillac Bessa Luna Michel
