Fui

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M e T a M o R f O s E

Em um segundo,
Fui de herói a moribundo,
Perdi meu sorriso nas esquinas
E chorei até não poder mais.
Num outro segundo,
Alcancei-me fugindo de mim mesma,
perdida feito bêbado na madrugada,
calçando botinas para chutar a vida.
Fui capaz de atravessar as avenidas da loucura,
amar tudo e não amar ninguém,
ser infeliz na minha felicidade
e incapaz de me reconhecer na minha identidade.
Embebedei-me no fel de meus sentimentos
Fui megera de minha própria alma
Tornei-me ruína, fiz-me pó, evaporei.
Mas com tantos segundos nessa guerra,
fui capaz de acordar a minha fera
e ressurgir para vida que me espera.

Escolhi e fiz escolhas infeliz
Fui feliz e magoei muitos
Estendi e fui entendido
Escondi e fui descoberto
Aconteceu e deixei acontecer
Vivi e fui a vida
Esperei a espera
Me dissera muito e disse mais ainda
Escutei e fui mudo por muito tempo
Mudei e mudaram
É a vida é cheio de coisas parecidas
Com atitudes diferentes
O mesmo que você faz agora não pode fazer depois
Mais você pode ser justo sempre !

Fui levado de volta pra mim mesmo. Me reencontrei pra matar antigas saudades.

Antigamente fui encanto.
Vivendo, aos poucos, virei paixão.
E da paixão tornei-me amor.
O amor demais deixou-me preso.
Há algum tempo já sou pranto.
Vazio completo, da vida a dois, a solidão.
Até que ontem minha alma turva foi só dor.
E amanhã, depois do esquecimento, serei desprezo.

Eu tenho que dizer…

Eu nunca fui tão feliz quanto agora… Felicidade é algo invisível, mas é ela que eu uso pra levitar…

Que ar é esse que eu respiro que não é teu também?
Que roupa é essa, que não fui eu quem escolheu?
Que silêncio é esse, que não é cessado pela tua voz?
Que espaço é esse na minha cama, junto com aqueles cobertores emaranhados?
Que sorriso é esse, que, no momento, só posso ver através dessa foto?
Quem sou eu, se não estou com você?

Ontem fui feliz
Hoje nem lembro mais
No meio de tanta agonia
Busco um pouco de paz

Sinto falta de tudo como era antes, não entendo porque tinha que mudar tanto se eu sempre fui a mesma.A saudade machuca demais meu coração, quero meus amigos de volta quero abraços, sorrisos e brincadeiras, eu sei que me afastei de todos mais ninguém sentiu minha falta ninguém veio atrais de mim, eu quero apenas voltar a ser feliz porque na real, não aguento mais essa solidão que me consome e me faz pensar que ninguém se importa comigo e que eu poderia até desistir de tudo pois não faria nenhuma falta pra ninguém.

Já fui uma mulher decidida, que não deixava se abater, que sempre respondia ofensas e piadinhas a altura. Só que um dia essa mulher se apaixonou, se deixou levar por um sorriso lindo, acreditou em tudo que ele falava, aí ele a traiu, quebrou sua confiança e abalou sua autoestima, e hoje ela é só uma menina confusa e solitária que não acredita mais em ninguém, nem em si mesma.

Se eu ainda tento é pra não correr o risco de olha pra trás e ver que fui eu a covarde.

Prosa Patética

Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido... As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono... Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças... Sempre querendo, querendo... Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança... Do hálito quente do outro. A voz, o viço... Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão... Expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito... Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo... Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta... Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora... A mulher que engravida porque gosta de criança... Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: Madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido... E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada... Não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja... Nesse fim de século sem certeza? Eu quero que a solidão me esqueça.

Tenho sempre a impressão que quem errou fui eu.

Não sou
Boazinha coisa nenhuma.

Talvez
"EU" nunca fui.

Pois de boa
Nem mesmo o sobrenome

"EU" tenho.

Durante todos esses anos fui mais herói do que vilão, infelizmente as pessoas esqueceram do herói, e somente lembram do vilão.

Eu que por tempos fui calmaria, me afoguei em tempestade. Desencanto e hostilidade, fiz de incansáveis mágoas meu refúgio. Fui fiel, avassalador, virei destruição, busquei meu lado negro, te esqueci. Não sei quem mais amou nesse drama, quero não pensar e faço disso exercício.

Perdido já fui, não tenho vergonha de dizer, minha vida não deixei perecer, entender que o corpo é vulnerável, do extremo eu corri, percebi o quanto é desagradável, virar zumbi jamais, prefiro a paz da minha mente, nem carreira nem álcool me dará liberdade, a verdade é dureza, tem gente que foge pra longe, usando pra encobrir tristeza, o vício do adicto, sem controle sem freio, no desespero, dominado, angustiado, largado no mundão, no estatelo, perdidão, na caça da estrada de tijolo amarelo, amigo, olhe no espelho, fingindo ser feliz, me diz que a mente alucina, e a retina perdida, na sina. Sim eu sei,muito bem que tem, outra forma de viajar, é só mudar, saia do mundo cão, tenha a visão, a noção que esse mundo é bom, respeite a mente e o coração, isso te sustenta, não se submeta, com paciencia você consegue vencer, deixa a vida prevalecer, no futuro você pode entender, que sofrer não é a solução, nunca deixe sua mãe te ver deitado num caixão...

"Não podia levantar o braço na passarela. Arriei e fui dançando e cantando. Tinha os seios lindos naquela ocasião. Mostrei. Houve gritaria, escândalo, mas por quê? Os seios são a coisa mais linda na mulher."

"Eu já fui acusada de tudo. Eu era "negrinha" [a avó era negra], menina de rua, mas nada disso me atingiu porque eu não sabia o que era o mundo. Não tinha nem amigos. Passeava na rua e era perseguida com 7, 10 anos, porque o negro é perseguido há séculos."

Sorrindo, olhei nos olhos do Senhor e alegrei meu coração pois fui correspondido. Não sou digno que entre em minha casa, mas com uma simples palavra Tua em meu coração já me sinto amado. Me alimenta de fé, de ânimo e de amor, que ganho a certeza que meu dia será maravilhoso e cheinho de bons momentos, e assim peço que também o seja a todos.

Por duas vezes vi de perto a face da morte: quando fui torturada por dias seguidos, submetida a sevícias que nos fazem duvidar da humanidade e do próprio sentido da vida; e quando uma doença grave e extremamente dolorosa poderia ter abreviado minha existência. Hoje eu só temo a morte da democracia.