Fui
Foi assim, mansinho, quietinho, mineirinho e se apossou de tudo, quando fui ver já tinha me levado o coração.
Eu já tentei a liberdade algumas vezes.
Já brinquei de voar e fui tocada pelo vento –
Já abri os lábios para comer nuvens de algodão doce
E sentir o sabor tênue de lágrimas de chuva.
Mas o que faz meu coração ser realmente livre
É estar aprisionado ao teu som, impaciente pela casa;
É estar colorido dos matizes do teu riso, mesmo riso de mau humor depois de um dia cansativo no trabalho;
É saber-me tua, de algum modo.
É ter a lua bem debaixo dos pés no teu céu estrelado
– olhos semicerrados cantando-me cantigas de embalar o sono.
A vida só me leva para lugares aonde eu não fui, pois se me levasse a lugares aonde eu já fui,não seria vida.
Pedaços da Vida
Ao longo da vida fui deixando um pouco de mim em cada pessoa que conheci, em cada amigo que convivi, em cada amor que descobri, e em cada familiar que a vida deu sem muita escolha, mas sempre agradeci. Hoje por sinal não sou menos de mim que outrora fui, pois sem perceber arranquei para mim um pedaço de cada um desses anteriores, pedaços bons, pedaços ruins, mas são pedaços que hoje me formam para uma vida vivida no presente, de forma intensa e na maioria das vezes feliz.
Arte e Moldura
Pincel, e tinta fresca, com mãos leves e mente livre fui idealizando no papel a pessoa, o momento, o lugar, uns traços que fugiam ao comum, tintas que por vezes se misturaram, papel que ficou pequeno, nos lugares me perdi. Terminei a arte, fiz uma moldura e guardei no coração, é que nem no desenho consegui te colocar ao meu lado, percebi que nos traços mais firmes já havia outro personagem.
Como uma máquina manipulada por uma paixão arrebatadora,
Fui tomada de uma tolice inquestionável.
Meus olhos pareciam vendados pela minha idiotice.
Pois, mesmo quando me ofereceram tudo que uma mulher precisava,
Não fui sábia o suficiente e esnobei.
Vivi dias e noites a suspirar meus desejos,
A me sustentar em meus grandes sonhos,
Amando a esperança de ser amada da mesma maneira,
Sobrevivendo das promessas mesquinhas que me fazia,
Sentindo o coração dando saltos de euforia ao ouvir aquela voz cheia de suas meias verdades,
Verdades que povoaram meus dias, minhas noites, que regeram meus passos.
E foram essas suas verdades tão mentirosas que me decepcionaram como nunca antes,
Que doeram como ferida aberta no sentimento que ainda vivia em mim,
Que arderam como brasa, que me levaram ao pó, como em cinzas.
Só assim, diante da sua mediocridade e insensatez,
Pude enxergar o que realmente tem valor,
Hoje sou capaz de amar quem sempre me amou.
A você, só as sobras da minha indiferença,
Às suas infantilidades, só os risos da minha satisfação,
Às suas escolhas imbecis, só a raiva de saber que tudo era mentira.
E se você quer saber se hoje estou feliz, sim, estou!
Deixei de viver das suas migalhas,
Deixei de ser parte do seu joginho sujo,
Deixei de ser brinquedo de diversão.
Cansei de ser capacho dos seus caprichos,
Cansei de amar sozinha por nós dois,
Cansei de você,
Cansei de tudo que você nunca foi.
Prefiro o amor recíproco à esperança de um dia ser amada de verdade.
http://quandoaspalavrasfluem.blogspot.com
Nuca fui o protagonistas das histórias, mais sempre fui aquele personagem importante que aparece pouco
Fui ver o sol
antes que ele partisse.
Eu, lhe disse adeus.
Ele me respondeu:
"Adeus não, até amanhã."
Ontem eu fui feliz por está com você, hoje choro por não ter ter mais. E amanhã? Amanhã eu vou sair e buscar a felicidade novamente.
Esse corpo aqui nunca me pertenceu. O meu roubaram quando fui parir e deram essa coisa xexelenta aqui em troca!
E ASSIM NASCEM OS TEXTOS
muito cedo fui acordada por palavras
montes de letras, desordenadas, saltavam em minha cama
levantei afoita para colocar em ordem as danadas
tentei ajuntá-las, mas saltavam por entre os dedos
usei a autoridade de uma caneta para amainar a correria
ficaram mais calmas e assim começou a fazer sentido toda aquela agitação
foram se encaixando entre lacunas, lentamente, uma a uma
e foi então que resolvi chorar textos, tudo num só dia!
http://julianaescreve.wordpress.com
Hoje eu acordei, ainda estava com conjutivite. Comi um rango dos bons. Fui pro emissário ver a Anny e a Tats com meu amigo Alê e minha amiga Amanda. Fritamo logo o pastel que fiz. Ficamo como? Biruta.
Erro
Agora, fico desconsolado
Sabendo que agora eu poderia estar ao seu lado
Fui fraco de cabeça
Agora não há nada que faça com que eu esqueça
Estou pagando um alto preço
Estou pagando pelo o que mereço
O seu conselho não segui
Agora não consigo fingir
Que acabei com nosso coração
E tudo o que eu poderia dizer era um "não"
Quem sabe agora eu aprenda
A não aceitar mais dessa oferenda
Me sinto covarde
Mas agora é tarde
Se eu te deixei
Foi porque errei
E tudo o que eu te fiz
Foi para tentar te fazer feliz.
Quem eu sou? Quem eu sou?
Eu que não sei quem eu sou;
Eu que não sei o que fui;
Nem quem eu possa ser.
Eu tantas vezes tentei ser o
que não consigo ser, Nem o meu nome sei,
Nem a minha idade consigo
distinguir.
Não sei de que espercie sou.
Sera que sou um humano? Ou
um lagarto do espaço? Ou sou o que não sei!
Sera que sou tão imbecil
assim?
Tentei mas não consegui segurar meus sentimentos, agora estou aqui sofrendo, pois fui burra de não ter deixado como estava.
