Fui
Eu? Correr atrás? Não. Já fui muito de fazer isso. Mas hoje não mais. Deixo ficar a vontade. Quer ir? Vai. Quer ficar? Fica. Implorar atenção não é pra mim não. Ficar mendigando pedaços de atenção não é pra mim. Ou é tudo, ou não é nada. Não obrigo ninguém a ficar do meu lado. Se quer ficar, que seja de verdade, que seja porque o sentimento por mim é verdadeiro. Não quero pessoas de mentira, porque eu sou verdadeira demais pra isso, sou intensa demais pra ter alguém aos pedaços.
Tentei ser rio, fui mar
Tentei ser pétala, fui flor
Tentei ser nuvem, fui céu
Tentei ser eu, fui seu
Se um dia você ouvir alguém falando mal de mim, entenda. Houve uma época que fui bom para essa pessoa e ela me achava o máximo! O problema é que ela não vai te contar isso.
VÍCIOS
Já fui viciada em palavras
E as palavras me impediam de sentir.
Já fui viciada em sentir
E sofria por coisas pequenas.
Já fui viciada em sofrer
E a auto-piedade me impedia de enxergar os outros
Já fui viciada em pessoas
E as pessoas me impediam de ser eu
Já fui viciada em mim mesma
E era chamada de egocêntrica por não pensar no mundo
Já fui viciada em mundo
E o conhecimento me privava da inocência
Já fui viciada em inocência
E esta me escondia a verdade
Já fui viciada em verdade
E buscando o sentido de tudo, me esquecia de
simplesmente viver.
Hoje sou viciada em vida
E acho que ainda morro disso!
Sempre fui o tipo de menina sonhadora. Aquela que assistia mil vezes cada um dos contos de fadas, usava os velhos vestidos da mãe para se vestir de princesa e criava um mundo de "faz de conta" na cabeça. Uma criança que vivia no mundo da lua, no mundo dos sonhos, da imaginação... Cresci, e continuei igual. Eu queria tanto, mais tanto, um casamento lindo e perfeito com tudo que tinha direito, inclusive, é claro, um príncipe para chamar de meu. Eu idealizei esse dia. Idealizei o casamento, a vida toda. E idealizava o príncipe também, perfeito, como nos contos de fadas. Pois nos contos o príncipe só vem para trazer a felicidade eterna. Hoje, faz UM ANO que estou casada. Bodas de papel. O dia oito de Junho foi inesquecível, um momento mágico para sempre. A realização de um sonho, a concretização de um momento ansiosamente esperado por quase todos os dias da minha vida. Lembro desse dia com emoção e com gratidão, por Deus ter me permitido vivê-lo. Pois bem, mais disso tudo, acho que todos já sabem. A pergunta que escuto quase todos os dias desde que casei é: "E ai? Como está a vida de casada?" É claro que nessas horas, eu resumo com um simples "vai bem". Mais a verdade é que em um ano, já tenho muito a dizer. A primeira é: Não, não é um conto de fadas. E também não, meu marido não é nenhum príncipe e nem consegui o meu "Felizes para sempre". Muitos dizem que o primeiro ano de casamento é uma constante lua de mel. Mais na realidade eu acredito que seja um dos mais difíceis. É difícil aprender a conviver com os defeitos e diferenças a cada dia, é difícil entrar em acordo com tudo que o outro decide, fala, pensa... E é difícil se acostumar com os problemas, responsabilidades e dificuldades que essa nova realidade traz. Mais é exatamente por não ser fácil, que é tão importante. Foi neste primeiro ano que vimos que precisamos um do outro para caminhar e para sermos felizes, que precisamos saber ouvir, nos calar muitas vezes, baixar a guarda, entender e aceitar as diferenças, respeitar as fraquezas, abrir mão de algumas coisas, aprender a gostar de outras... É como um barco, os dois tem que remar, sempre. Só assim o barco vai em frente. Em um ano, aprendemos o verdadeiro significado de amor. Amor não é gostar de alguém perfeito para nós. Não é ter alguém que te agrade sempre. Amar é quando conhecemos os piores defeitos de alguém, e mesmo assim queremos estar juntos. Amor é cuidado, é respeito, é construção. Uma construção que precisa de uma base forte e bem feita, bem trabalhada. Relaciono essa base a esse primeiro ano. Eu poderia escrever aqui um texto perfeito relatando só coisas boas e maravilhosas. Mais preferi descrever a verdade. A verdade é que tivemos momentos lindos e felizes, de alegrias, sorrisos e diversão. Passeamos, viajamos, fomos ao cinema, dormimos agarradinhos, comemos muito brigadeiro e pipoca na cama assistindo tv, brincamos, conversamos, desabafamos... Mas também choramos, discutimos, gritamos, discordamos.... Enfim, uma vida real, de um casal real, com protagonistas reais.
O que sou hoje não é o que fui ontem e, provavelmente, não é o que serei amanhã.
Estou em constante transformação e meus dias são de mudança, descoberta e renovação.
Nunca mais fui a mesma depois que te conheci. Antes pulava de paraquedas, hoje deduzo os riscos do carrinho de bate bate. Tinha as unhas feitas, ultrapassava os carros pela direita e ia ao shopping pensando só em mim...
Justamente quando eu achava que tinha controle sobre tudo, você veio para me dizer que não controlo nada. Quando eu acreditava que já tinha amado demais, você me faz sentir uma aprendiz em matéria de amor. Quando minha casa se tornou modelo de perfeição e assepsia você invadiu mudando tudo de lugar, sujando as paredes e estofados com seus dedinhos melados, restos de pipoca e confetes coloridos, agregando aos ambientes cadeirões, cercadinhos, bicicletas e skate. Quando achei que era capaz de racionalizar tudo, você me fez adquirir o 6o. sentido, ser mais intuitiva e capaz de expressões como "coração de mãe sente..."
você me magoou e
eu fui me afastando
sem fazer muito barulho
talvez você nem tenha
notado que eu já não
estava mais aí
Querer a felicidade de alguém mesmo que isso vá contra a sua, é algo muito difícil, e eu fui capaz de esperar o tempo passar até chegar a minha vez para poder gostar de verdade, de alguém que sempre esteve por perto.
Dália
Só queria te pedir desculpas...
Desculpa ter errado tanto
Desculpa se não fui forte o bastante
Mas achei que nosso amor fosse suficiente
Desculpa se não tive coragem de dizer tudo que sentia
Desculpa por todas as vezes que eu gritei, briguei e fingi não me importar
Desculpa por não ter te ligado, não ter te procurado
Desculpa as vezes que você esperou, as vezes que você tentou.
Me desculpa se eu te magoei, se eu te fiz chorar, se eu fui a causadora da tristeza em seu olhar
Desculpa se eu fui embora e não me despedi
Se eu pudesse voltar no tempo, não teria partido seu coração
Desculpa se eu não estava aqui quando você precisou
Se eu não enxuguei suas lágrimas quando você chorou
Se eu não te abracei quando você estava com medo
Desculpa por não ter estado ao seu lado
Onde quer que você esteja
Todos os dias
Por todo meu caminho
Cada passo que eu dou
Eu sinto sua falta
Daria qualquer coisa para ouvir sua respiração
Todas as noites eu rezo por você
Sei que você ainda vive após sua morte
E em algum lugar você está olhando por mim
E todos os dias eu irei sentir sua falta.
Fui uma criança chata.
Fui uma jovem rebelde.
Sou uma mulher contestadora.
Serei uma velhinha se Deus decidir me castigar.
Ninguém é perfeito, vivemos de erros e aprendizados.
Na escola da vida, já fui reprovado várias vezes.
Deus, obrigado por me ensinar e não desistir de mim.
“E esse tempo todo que eu sumi e você me esqueceu, eu estava distante, eu fui embora, mais continuei pensando em nós, e torcendo para que um dia você se lembrasse e pensasse em mim, pelo menos uma vez”
Tudo bem, eu sempre fui uma pessoa confusa, talvez meio desequilibrada e desligada, mas dessa vez estou pirando, meu pensamento está pouco a pouco me deixando louca. Eu prometi que iria parar de pensar nisso, mas não adianta, é inevitável não pensar, parece maldição. Tentei escrever sobre qualquer coisa, falar sobre a vida, a política, a violência; e quem disse que consigo? Estou pensando em dizer uma infinidade de palavrões bem feios pra esse meu ‘problema’, pode ser a solução certa, ou mandá-lo sair da minha mente. Começo a contar até 10 pra não falar nada, respiro, me controlo, respiro de novo e a vontade insiste.
Um grande fracasso, fui tentar me ocupar, tentei de todo jeito: lendo, escrevendo, dormindo, estudando e comendo feito uma obesa, e não dá, não fico mais culta, só fico mais gorda. Agora me diz, qual foi o feitiço? Será que fui tão pecadora assim, é castigo não é? Poderia ser uma escolha, poderia ser diferente, poderia ser com outra pessoa, por que tinha que ser justo comigo?
Sendo assim, aos poucos fui relaxando e aprendendo que somos aptos a amar muitas vezes, de formas diferentes. Amamos A, amamos B, amamos C, e por alguns nem era amor, e sim entusiasmo, e sabe- se lá de quantos entusiasmo somos capazes. Melhor desse jeito, amar com movimento, amar com todas as capacidades, amores pequenos, amores tortos, amores retos, amores para sempre, até a segunda ordem.
Eu que sempre fui tão corajosa, tão determinada e guerreira, fiquei frágil como uma asa de passarinho quando você me disse: Eu te quero.
Eu te dei todas as chances de ser um bom rapaz, mas fui vencida pelo cansaço, nosso amor foi enterrado e descansa em paz.
