Frio

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Clareira no Fim da Sombra


Há um túnel que a noite tece,
De asfalto frio e ar que pesa,
Onde o eco de um pranto crepita E a dúvida,sinistra, visita.


Os passos são de chumbo e pó,
Cada instante um eterno só.
O ar,um véu de algodão cru, E o silêncio,um pesado atlas mudo.


Mas segue, alma, não cries morada Nesta galeria escura e alongada.
Pois mesmo onde a visão se apaga,
A esperança,sutil, não se afasta.


Ela é o fio de luz que não se vê,
A respiração do chão sob os pés.
É o grão de areia que teima em brilhar No granito mais duro a sussurrar.


Não é um clarão, um sol repentino,
É antes um trabalho pequeno e divino: É a gota que a rocha fende,
O fio de voz que te diz:“Espere.”


É a flor que racha o concreto,
O abraço no desamparo completo.
É a cor que volta ao branco e preto,
É o mapa quando estás desacerto.


Avista! Lá adiante, um ponto, um grão, Não é ilusão,não é traição. É a certeza de que a noite é fase, E a claridade encontrará sua estase.


Não é o fim da caminhada, não,
É a clareira após a escuridão.
É a prova,calma e serena,
De que a luz,por mais que doa, é plena.


Então respira fundo o ar que avança, Cada passo é uma nova esperança.
O túnel termina,a luz te banha,
E a alma encontra a sua própria montanha.

Gosto do serrado, onde tem muita neblina; gosto do tempo de frio, assim como eu me arrupeio, sei que algo tocando ⁠em mim, bem provável que meu anjo da guarda me protege, que dá aquele frio

O gelo pode ser frio, mas nas mãos certa vira escultura...

Deus é tudo que você vê...
A água na torneira
O vento
O Sol e o calor
O frio e a Chuva
As árvores e os animais
As coisas mais simples da vida vem dele porque Deus é simples...

⁠Houve um dia em que eu acordei fui tomar o café do dia anterior e ele estava frio, esquentei o café e percebi que ele não era mais o mesmo.

Essa frase não tem nada haver com o café; Isso é sobre amor quando o amor esfria não adianta querer esquentar ele não vai ser mais o mesmo e vai queimar o seu coração assim como o café queimou a sua língua.

Olá, eterna melancolia.
Semelhante a um pranto frio,
Que espanta toda alegria
Deste amor sóbrio e vazio.


No caminho sem razão,
Perdendo-se dor
Manchando a visão
De um olhar sonhador

É tudo vaidade, e no fim só nos resta um buraco frio e talvez umas três memórias onde possamos morar.

Quando o mundo parecer vazio e frio, lembre-se: o silêncio também pode florescer. Basta permitir que o Espírito Santo sopre esperança e gratidão dentro do coração. Então, tudo volta a viver.

Setembro

Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.

Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.

Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.

Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.

Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.

E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.

Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.

Beatriz D’ Aquino

O manual de sobrevivência do investidor é ter reservas de valor ao alcançe, ser frio na incerteza, ter coragem de se reinventar.


@ManualDoInvestidor

“Não é frio quem não se apega fácil; é sábio, pois aprendeu que sentimento sem reciprocidade é desperdício.”

Eu sou como uma chuva um dia eu te molho e te faço sentir frio, outro dia eu venho te molhando Refrescando seu corpo e limpando sua alma.

Ódio abafado, frio e pesado.


Eu sinto meus olhos pegarem fogo e lágrimas evaporarem, eu sinto uma mão negra sair da minha garganta, sinto meu corpo ficar envolto em escuridão líquida, eu posso ver meu rosto desfigurado pelo ódio sem fim que sinto, eu posso sentir a carne dos culpados despedaçando nas minhas mãos, e eu amo isso, eu amo fazer a justiça, eu amo matar todos aqueles que merecem morrer.

E no final você verá que o vento acalma, que por mais longo que tenha sido o inverno o frio passa, que devagarinho a chuva volta, a primavera chega, o verde se sobrepõe às folhas secas e a vida em toda a sua exuberância de cores e perfumes renasce junto com as flores.

deitei
não levantei


o café ficou frio
as palavras ficaram presas


não fiz o que tinha que fazer
não disse o que devia dizer


fui pela metade e esqueci
de ser inteiro


não terminei
nem comecei direito

Amor Mortal

Ouvi um raio —
tremeu…
a alma, os cílios.

Raio contundente,
frio,
escuro…
e ao mesmo tempo, divino.

Um gostar de sentir calafrio,
ausências,
inseguranças,
frio na barriga.

Isso é amor?
(pelo menos, para mim, é).

Insuportável, a harpa angelical
dos casais tão simples!
— “Oi, amor!”
— “Bom dia, amor!”
— “Durma bem, amor!”
E eu penso:
morro em vida.

Uma sombra…
sussurros…
Ela — só ela.

Sinto arrepios,
fico surdo,
estático,
só admirando aquela
figura magra
e gélida.

Ela se despe —
vestida de ossos pontudos!

Como não desejar
sua morte?

"Entre o frio que rengueia e o sol de verão,
o gaúcho encontra calor na tradição.
Chimarrão ao amanhecer,
e a vida inteira para agradecer."

Dois polos,
Jovem e velho,
Quente e frio,
Quem te viu?


Vazio preenchido,
Antônimos,
Não são estranhos, senti-los.


Ontem iluminado,
Pelo Sol, machucado,
Pela Lua, curado.


Hoje calmo,
Não corro mais,
Caminho olhando.


Hoje acordei calmo,
Investindo em pensamentos,
Pensei, chorarão amanhã?


Imprevisível como o amor,
Amanhã,
Certo como a morte,
Hoje.

..Não gosto do Outono
Porque folhas caem
Pessoas morrem
Faz frio lá fora
E esse frio corta
Dá um nó na garganta
Desfaz a esperança
De um novo amanhã
Entra com pezinho de lã
Parece fazer sol
Mas é sol de pouca dura
Porque logo ele vai embora
As nuvens cedem à secura
Bebem as lágrimas que se fazem sentir
Agora com mais força
A cair do céu
Que a primavera me ouça
Ou até mesmo o verão
Para transformar este céu cinzento
Numa nova onda de calor
E logo quando o sol se pôr
Surgirá uma força interior
Acompanhada de um anjo protetor
Com suas asas proteger-me-á
Do mal que se avizinha
Da dor que não nasce sozinha
A dor do outono tem dono
Cabeça, tronco e membros
É o Mês de Dezembro que se advinha
Árvore de natal só tem enfeite
Não dá luzinha
Não tem quem espreite
Antes espreitada de empreitada
Hoje este natal não é nada
Hoje este outono é uma estação amaldiçoada
Outono mata
Outono não é ouro
Outono não é luz
Outono não é prata
Outono não é tesouro
Outono não reluz
Outono que leva a alma
Outono que vá para o raio que o parta

Amor Mortal

Ouvi um raio —
tremeu
…a alma, os cílios.

Raio contundente,
frio,
escuro,
e, ao mesmo tempo, divino!

Um gostar de sentir calafrio,
ausências e inseguranças,
frio na barriga…

Isso é amor?
(pelo menos, para mim, é.)

Insuportável a harpa angelical
dos casais tão simples:
“Oi, amor!”
“Bom dia, amor!”
“Durma bem, amor!”
Penso que morro em vida.

Uma sombra… sussurros…
Arrepios…
Fico surdo,
estático,
só admirando aquela figura
magra e gélida.

Ela se despe —
vestida de ossos pontudos!

Como não desejar sua morte?