Frases Zoeira Pobre

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O amor dá-se mal nas casas ameaçadas de pobreza. É como os ratos que pressentem as ruínas dos pardieiros em que moram, e retiram-se.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Anos de Prosa, 1863

A economia, que é uma virtude, é uma necessidade na pobreza, um ato de juízo na mediania, e na opulência um vício.

Não há vergonha nenhuma em se ser pobre, mas é deveras incómodo.

Os pobres divertem-se com pouco dinheiro, os ricos enojam-se com muita despesa.

Embora a avareza impeça um homem de se tornar necessariamente pobre, geralmente torna-o demasiado timorato para enriquecer.

Humildade não é ser pobre, é ser digno.

Na medida em que aumentam seus poderes, o homem se torna cada vez mais pobre.

Tarefa perigosa é falar aos pobres de espírito
porque são habilidosos em distorcerem aquilo que ouvem
de modo que basta que você diga uma única palavra
para que eles saiam a espalhar que você falou um livro inteiro exatamente oposto àquilo que você verdadeiramente disse.

Beijos d'amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!

Ninguém é pobre quando ama.

Mais que comum dos dias,
olhei o mais que pude os rostos
dos pobres, gastos pela fome,
esmagados pelas humilhações,
e neles descobri teu rosto,
Cristo Ressuscitado!

Há uma espécie de satisfação em saber que somos pobres, que somos sós e que ninguém, absolutamente ninguém, se preocupa conosco.

Você é o brinquedo caro e eu sou a criança pobre.

A terra tão rica
e – ó almas inertes! –
o povo tão pobre...
Ninguém que proteste! (...)

"Pobre é o amor que pode ser contado".

Tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Pertencer.

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Quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro – existe a quem falte o delicado essencial.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Acaso pode esquecer a alegria da primeira frase dita a pobre criança muda que trabalha por fugir a sua prisão silenciosa, onde não chega o canto de um passarinho, uma nota musical, nem uma sílaba de amor?

⁠Não tem nada que mexa mais com o psicológico de um pobre. Não é: “Ah, será que existe vida após a morte? Será que Deus existe?” Nada dessas perguntas mexe mais com a cabeça de um pobre do que num dia frio, 6h30 da manhã, ele ir num varal, pegar uma roupa e pensar: “Tá molhado ou tá gelado?”

Inserida por pensador

O grande vazio em mim será o meu lugar de existir; minha pobreza extrema será uma grande vontade. Tenho que me violentar até não ter nada, e precisar de tudo; quando eu precisar, então eu terei, porque sei que é de justiça dar mais a quem pede mais, minha exigência é o meu tamanho, meu vazio é a minha medida.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.