Frases de Victor Hugo

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Victor Hugo (1802-1885) foi um dos maiores escritores românticos da França no século XIX, autor de "Os Miseráveis" e o "Corcunda de Notre Dame", entre outras obras célebres.

Os encontros temperados com um pouco de missa são os melhores. Não há nada mais mimoso do que uma olhadela que passa por cima de Deus.

Quero beber. Quero esquecer a vida. A vida é uma invenção hedionda não sei de quem. Parte-se o pescoço a viver. A vida é uma armação prestes a vir abaixo.

É erro não distinguir. Não são bons os ódios absolutos.

Os bons pensamentos têm os seus abismos, tal como os maus.

O seu prazer era passear pelos campos.

Senhor! Pusestes em tudo um negro mistério.

Nesta idade, os rostos dizem tudo. A palavra é inútil. Há jovens cuja fisionomia diz mais do que a boca. Olha-se para eles e fica-se a conhecê-los.

Na maioria dos casos o estado visionário abate o homem, e o embrutece.

Diz, fala, exclama cada um consigo mesmo, sem que seja quebrado o silêncio exterior. Há um grande tumulto; tudo fala em nós, excepto a boca. As realidades da alma, por não serem visíveis e palpáveis, nem por isso deixam de ser também realidades.

O vento é esse morcego invisível; quando não devasta, faz adormecer.

Só os grandes espíritos resistem. E ainda assim...

Vivamos, seja.
Mas façamos com que a morte nos seja progresso. Aspiremos aos mundos menos tenebrosos. Sigamos a consciência que nos leva para lá.

As crianças têm seu canto da manhã, como os pássaros.

Não pode pensar quem está em êxtase, como não pode nadar quem está numa torrente.

Quando o viram semear dinheiro, disseram: "É um comerciante; Quando o viram ganhar dinheiro, disseram: "É um ambicioso"; Quando o viram recusar honrarias, disseram: "É um aventureiro"; Quando o viram recusar a sociedade, disseram: "É um bruto".

A ninguém faltam forças; o que falta a muitos é vontade.

Os cemitérios aceitam o que lhes dão.

A fé, esse puro facho que aprisiona o temor, essa palavra de esperança escrita na última página, esse batel no qual pode salvar-se a tripulação...

Essa criança vivia na ausência de afeição como as ervas daninhas que nascem nas covas.

Com muito pouco trabalho, seria útil; é negligenciada, e por isso torna-se daninha. Então arranca-se. Quantos homens se assemelham à urtiga! (...) Não há nem ervas más nem homens maus. Só há maus cultivadores.