O amor é um vício como qualquer outro, quem se entrega perde a noção, e quem o deixa está sujeito a uma recaída. Mas dentre todos os vícios o amor é o mais covarde... por nos pegar desprevenidos, e por não depender só da pessoa para deixá-lo.
Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta. Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia.
Procuro nunca fazer das minhas fraquezas um vicio de piedade e súplicas... sofro constantemente calada e sozinha, até que vez ou outra ocorre uma explosão que eu não consigo controlar.