Pudesse eu desinventar o espaço para te entregar o orbe, mas como só habito o tempo, faço dos meus Cantares o chão onde o mundo, enfim, aprende a ser feliz.
Se for resumir o meu caminho, puxa uma cadeira que eu te explico como os tombos viraram técnica de esquiva e como as madrugadas com o controle na mão viraram gestão de crise.
A aflição de não poder responder e dizer que me senti da mesma forma.
Eu também não estava me aguentando de ansiedade de falar e dizer que fiquei tão destreinada a ponto de não saber mais nem como andar.
Tu me usas e eu permito, sem dizer nada.
Como se eu fosse outra pessoa que não notasse teus passos.
Eu te deixo ir até onde queres.
Dou-te corda.
E no final, tu mesmo te enrolas nela, e cais.