Frases do Marquês de Maricá
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Há povos que são felizes em não ter mais que um só tirano.
Os velhos tornam-se nulos e inúteis à força de prudência e circunspecção.
Os pequenos inimigos, ainda que menos danosos, são sempre mais incómodos que os grandes.
Dos especuladores em revoluções muitos se perdem, e poucos prosperam por algum tempo.
Os homens não sabem avaliar-se exatamente: cada um é melhor ou pior do que os outros o consideram.
Não se apaga o fogo com resinas, nem a cólera com más palavras.
Há pessoas que ganham muito em ser lidas, e perdem tudo em ser tratadas: escrevem com estudo e vivem sem ele.
A vida humana seria incomportável sem as ilusões e prestígios que a circundam.
Os povos, como as pessoas, variam de opiniões e gostos, e na sua inconstância passam frequentes vezes de um a outro extremo.
É mais difícil sustentar uma grande reputação que granjeá-la ou merecê-la.
Há muita gente que procura apadrinhar com a opinião pública as suas opiniões e disparates pessoais.
A virtude é o maior e mais eficaz preservativo dos males da vida humana.
A sabedoria indigente é menos invejada que a ignorância opulenta.
A vaidade é talvez um grande condimento da felicidade humana.
Os arrufos entre amantes podem ser renovações de amor, mas entre os amigos são deteriorações da amizade.
Como os sábios não adulam os povos, estes também não os promovem.
Viver é doce; viver é agro: nesta alternativa se passa a vida.
A vida humana parece de algum modo tríplice, quando reflectimos que vivemos e sentimos em três tempos, no pretérito, presente e no futuro.
A filosofia não entorpece a sensibilidade, quando muito pode chegar a regulá-la.
A harmonia da sociedade, como da natureza, consiste e depende da variedade e antagonismo dos seus elementos e carácteres.