Eu quero te amar loucamente. Eu não quero palavras, mas gritos desarticulados, sem sentido, do fundo do meu ser mais primitivo, que flua de minha barriga como mel. Uma alegria perfuradora, que me deixa vazia, conquistada, silenciada.
Sou viciada em loucuras
Sou filha da tristeza
Já estive aqui muitas vezes antes
Fui abandonada e estou com medo agora
Não posso lidar com outra queda
Sou frágil, e apenas me deram as costas
Eles me esquecem, não me veem
Quando eles me amam, me deixam
Durante algum tempo, esses devaneios proporcionavam uma válvula de escape à sua imaginação; eram uma sugestão satisfatória da irrealidade da realidade, uma promessa de que o rochedo do mundo se apoiava com segurança sobre uma asa encantada.