Frases Estranhas
É estranho como o coração demora tanto para entender o que os olhos já cansaram de ver: que o nosso 'nós' virou apenas saudade acumulada.
Estranha é a moralidade que se escandaliza com o atabaque e com o santo, mas se cala diante da exploração e do falso testemunho de quem usa o nome de Deus para benefício próprio.
É estranho ver um rebanho que teme o lobo, mas se cala quando o pastor usa o avental de outra irmandade sob a túnica da fé.
Há quem classifique a ausência de amizades como um sinal de personalidade complexa ou estranha. No meu caso, o motivo é a cautela ao selecionar em quem confiar.
Algodão doce
É estranho tocar as nuvens e sentir o seu doce na ponta dos dedos,
O cheiro e os formatos dão uma sensação de insanidade, pois são insaciáveis,
Não sei se entre estas nuvens me pareço um anjo ou um consumidor frenético.
A vida é estranha. Você chega sem nada, passa a vida inteira correndo atrás de tudo e ainda assim sai de mãos vazias.
Certifique-se de que sua alma conquiste mais do que suas mãos.
"O estranho que habita em mim ainda não é o mesmo que vive lá fora. O de dentro carrega a verdade de sua estranheza, e o de fora busca a aceitação, na esperança de que um dia os dois se encontrem"
Umbigo
A ambiguidade não chega,
ela nasce conosco.
Mora no centro do corpo,
onde a vida começou
e nunca se desfez.
Entre o que somos
e o que mostramos,
há esse ponto silencioso
que tudo sente.
Ser humano
é viver assim:
ligado, rasgado
e inteiro ao mesmo tempo.
Uma vontade louca de viver me visitou
Eu estranhei, acostumada a engolir tanta dor
Poeira, eu me sentia pó
Menor que um grão de areia
Depois de esvaziar
Vontades e desejos
Cavar até o fundo
Pra encontrar si mesmo
E descobrir
Uma vontade louca de viver
Mais forte que eu
"Se você for um estranho para si mesmo, passará a vida mendigando o reconhecimento de rostos que mal sabem o seu nome. Aprenda a se reconhecer no escuro."
A pior rejeição não vem de estranhos, nem de amigos ou amores perdidos… ela nasce de dentro de nós, quando nos negamos, nos censuramos e nos afastamos do que poderíamos ser.
O corpo fala em dialetos estranhos: tremores, ruídos, calafrios. Os médicos catalogam os sintomas, eu invento histórias para eles. Entre a ciência e o sentir, escolho o que me dá abrigo, uma xícara, um acorde, o barulho de passos que não me deixam sozinho.
Há noites em que a esperança veste roupas de luto. Parece estranho, mas existe beleza até nisso. Aceitar o luto como parte do caminho é bem-vindo. Porque nele às vezes surge um novo broto. E o broto é o começo de outro começo.
Meu maior receio é a domesticação da dor, o dia em que eu parar de estranhá-la e passar a chamá-la de rotina.
