Frases de Saudades de quem Nao Merece

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Não confunda a calmaria com a inércia, às vezes, o maior movimento é interno.

A liberdade não é a ausência de correntes, mas a decisão de não se submeter à vontade de ninguém.

A leveza não se encontra, ela é construída com o descarte de tudo o que não é essencial à sua jornada.

O silêncio não é vazio, mas a pausa necessária para reorganizar a desordem do universo interior.

A fé que me move não nasceu em templos, mas nas noites em que chorei até não restar voz, foi ali que descobri o Deus que me reconstrói em silêncio, não preciso vê-lo para saber que Ele me sustenta, sinto-o no lugar exato onde a dor tentava me matar.

Não se volta o ponteiro, mas se pode carregar o cheiro do passado no presente.

A vida é um circo, mas não podemos deixar que os palhaços roubem o espetáculo.

A felicidade é um estado de espírito que não se compra nem se vende, só se vive.

A resistência é o samba que não se cala, mesmo quando o tambor é proibido.

A melodia é a ponte invisível entre o que se sente e o que não se pode dizer.

O passado é um fantasma que só tem força quando o presente não tem graça.

A ternura é o único poder que não impõe, apenas convida a alma a se abrir.

A esperança mora no sorriso da criança que ainda não aprendeu a ter medo.

O infinito começa no ponto onde a nossa imaginação decide não mais parar.

O protesto é a canção que não precisa de rima para dizer a que veio.

Não há filosofia que explique a paz que mora no teu jeito de me olhar.

Há noites em que o passado é uma chuva lenta no rosto, cada gota desenha mapas de feridas que não cicatrizam. Ando pelas ruas da memória descalço, procurando um porto. Não encontro abrigo, encontro só sinais de onde fui naufragado. E aprendo a navegar com a fome como timão.

A esperança não é um fogo claro, é brasa enterrada. Só os que escavam com as unhas percebem o calor que resta. Nem sempre ressurge em clarões, às vezes é apenas um sopro. Mas esse sopro acende, pouco a pouco, a vontade de continuar. E eu sigo, carregando o pequeno lume como um sacramento.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

Falo com a minha sombra como se fosse confissão. Ela não responde com palavras, mas conhece meus segredos. Permanece quando todos os outros vão, como testemunha muda. Às vezes a abraço e sinto que as coisas podem voltar a ser. Outras, a empurro e desejo que se torne apenas um traço.