Frases de Salomão
A igualdade perante a lei perde seu significado quando a lei aprende a distinguir pessoas por suas crenças.
O Iluminismo foi um dos mais poderosos movimentos intelectuais da história, por transformar a razão crítica em princípio de investigação do conhecimento, da sociedade, do Estado e da própria condição humana.
O Iluminismo não foi necessariamente o movimento que produziu as ideias mais complexas da história, mas foi um dos que mais sistematicamente transformaram a razão crítica em projeto de reorganização da vida humana.
A liberdade começa quando a consciência deixa de obedecer às próprias limitações como se fossem leis da realidade.
Toda certeza que desconhece os próprios pressupostos já contém, em silêncio, a semente do dogmatismo.
O indivíduo somente compreende a extensão de sua liberdade quando percebe que toda escolha também modifica o espaço de liberdade dos outros.
A razão não é a ausência de limites; é a consciência capaz de reconhecer os limites que a própria razão possui.
Aquilo que parece imediatamente verdadeiro pode ser apenas uma ideia cujas mediações ainda permanecem invisíveis.
A liberdade sem consciência de suas consequências é apenas arbitrariedade com vocabulário filosófico.
O pensamento amadurece quando deixa de escolher entre os opostos e começa a investigar aquilo que produz a oposição.
Nenhuma instituição é racional apenas porque existe; sua legitimidade começa quando pode sobreviver ao exame da razão.
A neutralidade do Estado não exige neutralidade da consciência; exige apenas que nenhuma consciência seja convertida em medida obrigatória das demais.
A verdade não se torna mais verdadeira porque possui maioria, tradição ou autoridade; torna-se intelectualmente mais resistente quando suporta a crítica.
O homem é produto de circunstâncias que não escolheu, mas sua liberdade começa precisamente na possibilidade de interrogá-las.
A consciência é o lugar paradoxal em que o ser humano pode transformar a própria certeza em objeto de dúvida.
Toda forma de poder começa a revelar seus limites quando aquele que a exerce precisa justificar racionalmente sua existência.
