Frases de rock

O mundo é um hospício.

A caça pode ferir mortalmente o caçador.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica A perigosa aventura de escrever.

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Eu, vagando entre o real e o imaginário, suspiro a cada sonho.

Queria ser sobrenaturalmente forte, então eu endireitaria tudo o que está errado.

Todas as vezes que não ousas, todas as vezes em que não acreditas em ti, tu morres um pouco mais, vais deixando de viver.

Com muito pouco trabalho, seria útil; é negligenciada, e por isso torna-se daninha. Então arranca-se. Quantos homens se assemelham à urtiga! (...) Não há nem ervas más nem homens maus. Só há maus cultivadores.

Mulheres, sejam sempre pacientes e compreensivas com os homens: eles não sabem o que fazem.

Somos mais clarividentes no escuro, porque nele nossos olhos não nos podem enganar.

Uma ameaça não pode causar nenhum mal, se não for aceita.

Resignou-se pois. A resignação era doce e fresca. Nascera para ela.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Estar no topo do mundo não é nada, quando se sente a falta de alguém.

Eu estou aqui, você aí, e o aí não sabe a sorte que tem…

Quando estamos ou queremos estar bem, viver distrai. E pra mim, aprendi recentemente, viver é exatamente isso: se distrair do medo que dá pensar em viver.

É preciso não ter medo de criar.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Conversa descontraída: 1972.

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o excesso de riqueza, ri;
o excesso de alegria, chora!

Eu não tenho partido, sério. Mas estou com as pessoas que podem mudar alguma coisa, dou a maior força.

Remeta-me os dedos
em vez de cartas de amor

Carinho, com letra maiúscula, é uma das coisas em falta no mercado.

Essa criança vivia na ausência de afeição como as ervas daninhas que nascem nas covas.

Fico tão assustada quando percebo que durante horas perdi minha formação humana. Não sei se terei uma outra para substituir a perdida.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.