Frases de rock

"Aquele que se expõe a perigos desnecessários morre vítima do demônio."

O pensar que não nos leva a lado nenhum leva-nos
a todo lado; todo o outro pensar é feito sobre
trilhos e, por muito longo que seja o percurso,
no fim ergue-se sempre (...) a rotunda de recolha.
No fim há sempre uma lanterna vermelha que diz:
Pare!

Cada vez que sofremos, somos levados a acreditar que a dor presente é a dor maior.

Ah! felicidade
Em que vagão de trem noturno viajarás?

Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa...

É porque estou muito nova ainda e sempre que me tocam ou não me tocam, sinto – refletia.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.

Assim, vou sobrevivendo a cada um dos tombos e tropeços em meio a ventania dos últimos tempos. Uma coisa é certa: tenho conseguido vencer o desafio de me manter em pé a cada folha que caiu...

Cansado, cansado. (...) E não consigo tirar você da cabeça.

A decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.

Cada mudança, cada projeto novo causa espanto: Meu coração está espantado.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Se quiser ser amado, ame.

Receio estar vivendo num tempo
em que para amar uma alma feminina terei de namorar um homem
e que para demonstrar masculinidade
terei de agir como mulher...

Para que vieste / Na minha janela / Meter o nariz? / Se foi por um verso / Não sou mais poeta / Ando tão feliz.

Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter.

Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Sabe aquelas pessoas que disseram pra desistir de você e que você não valia a pena? Pois é, eu mandei elas calarem a boca.

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Olha: foi bom demais te conhecer. Me deu uma fé, uma energia. Sei lá...

A noite acabou.
Talvez tenhamos que fugir sem você.