Nem sempre o silêncio é vazio. Às vezes ele carrega mais respostas do que mil vozes tentando explicar o que não tem explicação. Aprende a ouvir o que não é dito — é lá que mora a verdade.
O silêncio da oração não pede respostas, apenas abre portas invisíveis; e quem atravessa esse limiar descobre que o divino não está acima nem fora, mas pulsa no âmago de cada instante, como um segredo que se revela apenas a quem desaprende o mundo.
O sentido não se encontra nas respostas fáceis, mas na inquietação que corrói o peito; é na dúvida constante, na marcha hesitante entre luz e sombra, que o ser percebe a extensão silenciosa de sua própria mortalidade.