Frases de poema

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⁠Alef ao Tav (ACRÓSTICO)


Amo a origem de todas as coisas
Lá aprendo a Tua sabedoria
Elohim de toda a Criação
Fariseu humilde e pequeno sou...

Aqui o passado vira o futuro
Onde as profecias se cumprem...

Tav é a última letra da salvação
Alef é a primeira letra da salvação
Vav é o homem a caminho da salvação...

Inserida por FrancisPerot

⁠Agonia

Nada acontece
como sempre
e também
parece que nada de mais acontecerá
Sempre esperando por algo
mas ao mesmo tempo
sabendo que no fim
nada vai mudar
O tédio reina
e se alimenta da angústia
resultando em pura agonia
Nada disso aconteceria
se algo fosse feito
Na verdade, o algo não existe
é uma ação sem efeito.

Inserida por bridget_o

⁠O oceano

Vivido brilho azul intenso
Em ti nasce e morre um Sol extenso;
Lindas são as tuas ondas
E mansos são os teus segredos;
Na imensidão das profundezas
Por onde andas os teus desejos;
Salgadas são as tuas águas
Doces são os teus manejos;
Sempre belo azul celeste
Na minha vista sempre o perco.


Carlos Mandetta

Inserida por CarlosMandetta

Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai sem cuidado
Dorme, que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter.

Vinicius de Moraes
A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

Nota: Trecho do poema O filho que eu quero ter.

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Inserida por viviane_1

⁠As coisas devem ser bem grandes
Pra formiga pequenininha
A rosa, um lindo palácio
E o espinho, uma espada fina.

A gota d'água, um manso lago
O pingo de chuva, um mar
Onde um pauzinho boiando
É navio a navegar.

O bico de pão, o Corcovado
O grilo, um rinoceronte
Uns grãos de sal derramados,
Ovelhinhas pelo monte.

Vinicius de Moraes
A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

Nota: Poema A formiga.

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Inserida por viviane_1

⁠Ela sorria demais
Até que mandaram ela parar
Ela amava desenhar
Até que ela não tinha mais inspiração
Ela gostava de ler
Até que ela fechou o livro
Ela amava '' sentir o amor''
Até que ela ficou sem uma válvula do seu coração...
Ela ainda escreve
Só que como vou dizer pra ela, que o lápis
Já está no fim também?

Inserida por viviane_1

Viena

Talvez... Talvez sim.
Talvez isso passe, olhe, veja,
que belos campos verdes,
Paciente é o tempo.

Paciência de um fim de tarde.
Paciência de um ponteiro que bate.
Paciência de um casal em um parque.
Paciência de brisa que assopra a árvore.

Talvez... Talvez sim,
talvez com paciência, isso passe.

Inserida por Guilhermerramosz

⁠esquece nosso amor, vê se esquece
pois toda dor que tu me causou não se esquece
esquece nosso amor, vê se esquece
esquece nosso amor, vê se esquece
pois toda mentira que tu me contou não se esquece
tu viu cada canto de meu ardor
esse teu olho não tem mais inspiração
teu olhar só me inspira aflicão

Inserida por gvlielmvs

⁠tanto quanto sacrossanto
enquanto se apresenta no espanto
entanto eu visto o manto
que reside em nosso recanto
canto este que nega todo meu pranto
esbanjo em meus banhos e seus acordes
amor do tipo "acorde"
desperte em si o asteroide de paixão
que vicie seu coração
como minha mente em um opioide

Inserida por gvlielmvs

"como acima, assim abaixo
como abaixo, então acima"
parafraseando a tábua de esmeralda
a tão vangloriar, hei de ser eternizada
como tu será, você de certo viu
como ao meu peito teu amor se infundiu
então o abriu, e lá permaneceu
em sua estadia floresceu
por isso falo eu:
o cometa vem raiar
transbordar todo meu adorar

Inserida por gvlielmvs

⁠Tudo outra vez

Da janela do meu quarto vejo o sol nascer
E se intristecer com o anoitecer
A lua por sua vez é toda pretensiosa
Com uma forma deslumbrante
Chega sempre a mesma hora

Horas se passam
E logo amanheceria
Dando lugar a um novo dia
O galo vai cantar sua linda melodia
E vai repetir tudo outra vez

Inserida por Gabrielaportugal

⁠É o que temos,
Vamos viver.
Hoje eu.
Amanhã você.
Depois nós.
E depois nunca mais.
Pra sempre.
Pra sempre.
Em sua vida.
Em minha vida.
Enquanto houver vida.
Eu me levantei.
Eu te levanto.
Para sempre, para sempre.
Em vida.
Vida, vida.
Sempre, sempre.
Todos os dias, todos os dias.
Sempre, sempre.
Levante-se, levante-se.
E só.

Inserida por MarcosTatsuoAIHARA

⁠Lembrança?
Depois.
Pouco.
Coletivo.
Um suspiro.
Mas estarei lá.

Pouco importa.
Memória passageira.
((F...-..) palavrão).
Nunca me importei.

Para futuro todos.
((F...-..) palavrão).
Nunca me importei.

Para sempre todos.
((F...-..) palavrão).
Nunca me importei.

O que temos pra jantar?

Inserida por MarcosTatsuoAIHARA

⁠CHORO

Cachoeira salgada
Delicado declínio
Se forma pingada
Me afoga em fascínio.

Cada alma que escorre
Na saliência do rosto
Num lenço se morre
Cada uma a seu gosto.

São almas que saem
É corpo que fica
Na mente que moro.

Lágrimas caem
Lembrança é rica
E por isso choro.

Inserida por ManuelOvelha

⁠⁠A CARECA

Brilhante obra alva
Do vácuo feito em novelos
Grande cabeça calva
De ideias e de cabelos.

Universo velho sisudo
Cabeça nova p3lada
Ele abraça tudo
Ela reflete nada.

A careca não tem vista
Nem orelha
E nem língua.

Ela é a dor do artista
Da centelha
Que só míngua.

Inserida por ManuelOvelha

⁠RECURSOS NATURAIS

Somos podados todos os dias.
Arrancam os nossos frutos
E não nos dão nem um pedaço.

Somos podados todos os dias.
Sugam toda a nossa seiva
E deixam nossas feridas abertas.

Somos podados todos os dias.
Destroçam as nossas raízes
E nos vendem em pedaços.

(Guilherme Mossini Mendel)

⁠MUITO ALÉM DO OLHAR

Quando eu era pequeno,
assim que acordava,
permanecia de olhos fechados,
vislumbrando estradas
que se (me) confundiam.

Naquele tempo, não sabia
qual caminho escolheria.
Tudo me parecia
confuso e distante...
(E ainda me parece!)
Nesta tortuosa travessia
denominada vida.

(Guilherme Mossini Mendel)

⁠BIOGRAFIA

Nasci em um lugar qualquer,
Compondo versos para velhos conhecidos.
Vendi mil livros para a Terra de Ninguém.
Fui premiado com o Troféu Abacaxi.
Fundei a Academia de Letras
Do povoado Cafundó do Além.
Fui traduzido para todas línguas mortas
E lido por fãs imaginários.

(Guilherme Mossini Mendel)

⁠AINDA SOU UMA CRIANÇA

Ainda sou uma criança com medo,
Escondida em um corpo de adulto.
O tempo passou por mim
E eu não percebi.
Não me tornei um jovem,
Nem me tornei adulto.
Permaneci o mesmo –
Invariável presença do ser.

Ainda sou uma criança com medo,
Essencialmente eu.

(Guilherme Mossini Mendel)

O QUE HÁ LÁ NO ALTO?

As nuvens brincam
De adivinhação
Quando as crianças
Olham para elas.

Assim, viram ovelhas,
Viram vacas,
Viram tudo aquilo
Que você imaginar.

Mas elas choram
Quando essas crianças
Não brincam com elas.
É o medo da solidão.

É o que acontece quando chove.

(Guilherme Mossini Mendel)