Pode me chamar
de louca quando
cobiço a sua boca,
É claro que quero
te beijar como
quem consome um
delicioso Cambucá,
Não estou aí agora,
é a poesia quem está.
Somos um caminho cheio de indecisões, pormenores e loucuras. Somos feitos de mistérios e moramos nas entrelinhas do destino. Buscamos e criamos nossos sonhos dentro do silêncio de cada intervalo. Alcançamos sempre o nosso objetivo e a magia dele está no exato momento da pausa.
Não se acorda a loucura, nem se brinca com a saudade. Elas andam de mãos dadas e são parentes íntimas. Quando resolvem bagunçar toda a estrutura sentimental, o desastre é irreparável.
Dentro da minha louca e intensa vontade, ouço um chamado que não consigo identificar. Talvez, seja o teu, talvez, de um ser inabitável ou talvez, imaginações.
Entre o véu da insensatez e a loucura do tempo, mora o silêncio. É necessário adentrar para desvendar os mistérios ocultos e processar as verdades nele encontradas.