Frases de Jorge Amado
Eu escrevo como me agrada; não há escritor mais livre neste país. Não tenho compromissos senão comigo mesmo: nem com modas, nem com escolas, nem com circunstâncias, nem com academias, nem com editores, nada. Tenho um único compromisso: com o povo.
Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.
...MaisEu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura tem uma grande importância.
É necessário que os países do Primeiro Mundo entendam que é preciso preservar também cidades como Salvador, não apenas Roma ou Paris.
Para fazer uma coisa que não me diverte tenho que fazer um esforço muito grande.
Tem certas flores, você já reparou? que são belas e perfumadas enquanto estão nos galhos, nos jardins. Levadas pros jarros, mesmo jarros de prata, ficam murchas e morrem.
Quando você morre em um país sem memória, imediatamente eles te esquecem. Quando eu morrer, vou passar uns 20 anos esquecido.
Eu acho que o escritor verdadeiro é aquele que escreve sobre o que ele viveu.
O Brasil é um país com uma força enorme. Nós somos um continente, meu amor. Nós não somos um paisinho, nós somos um continente, com um povo extraordinário.
Eu tive mais da vida do que mereci, do que pedi. Sou um homem muito feliz com a vida.
Penso que o escritor que um dia se considere realizado, se não for um idiota (e deve ser) tem o dever de deixar de escrever, pois já se realizou.
Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.
...MaisSou, creio, um homem a quem a vida muito tem dado, mais do que mereço. Tenho alegria de viver, amo a vida e sempre a vivi ardentemente.
Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.
...MaisInspiração para mim é a ideia, é o amadurecimento interior – eu prefiro a palavra vocação: você nasce ou não para escrever, e acabou.
Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.
...MaisSó escrevo aquilo que nasce e cresce dentro de mim.
Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.
...MaisPedro Bala se deitou na areia e mesmo de olhos fechados via Dora. Sentiu quando ela chegou e deitou a seu lado. Disse:
– Tu agora é minha noiva. Um dia a gente se casa.
Continuou de olhos fechados. Ela disse baixinho:
– Tu é meu noivo.
Mesmo não sabendo que era amor, sentiam que era bom.
