Frases de Deprê

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"Amo-te devagar.
Mas quero-te depressa"




Obedes Lobadias, no livro "Labiríntimos Ou Poemas Mal Escritos".

A tristeza,é um dos momentos
que nos permitem refletir,
voltar o olhar para dentro de nós
e reconhecer o que está errado "
(Martin Seligman)

A tristeza não vai fazer o universo conspirar a seu favor, mas sua atitude, sim.

Quanto mais dó tem de si mesmo, mais drama alimenta; quanto mais drama alimenta, mais triste fica.

Procuro aprender rápido com as decepções, para o tempo não levar minha vida.

Quando me sinto triste, estou apenas me iludindo com meu egoísmo em achar que sou o único que inventa tristezas na minha mente no planeta.

Prefiro os ignorantes, os mal-humorados, os rejeitados, os loucos, os depressivos, os humildes e os babacas do meu lado, não os sábios; os sábios não precisam de mim, até porque são "sábios"...

A velhice é uma tristeza,
para quem viveu de aparência;
e uma alegria,
para quem viveu de amor.

Poucos vão entender esse sentido...
Quando alguém morre, eu não fico triste, eu fico alegre, pois a morte está me mostrando que estou vivo, que eu não morro.

Aquela tristeza constante é só um aviso de que precisa mudar e aceitar a si mesmo.

Quanto mais profunda a tristeza, mais profunda é a paz que está negando; aceite o que acha ser tristeza, e verá que na verdade é a própria paz profunda.

Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.

Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.

Já fui engolido pela sombra da depressão, rendido a desistências repetidas, contudo, aprendi seus segredos. Hoje acendo faróis na noite de outros, ofereço a mão que me foi estendida, sei guiar por atalhos do labirinto onde tantas vezes me perdi.

Que a sua boca se torne a adega onde a minha alma bebe o vinho do esquecimento de todas as tristezas passadas.

A tristeza é o adubo necessário para que a alegria floresça sem ser superficial.

Há uma beleza triste em quem aprende a aceitar limites. Não é rendição, é sabedoria que se disfarça de resignação. Quem aceita limites encontra mais espaço interior. Porque o que cedia a excesso, agora descansa em medida. E essa medida devolve a paz roubada pela ilusão do tudo.

A tristeza tem territórios que eu ainda não visitei. Vou a pé, com uma lanterna de medo e coragem. Algumas ruas são estranhas e pedem licença para entrar. Outras me reconhecem e me oferecem cadeiras antigas. Sento-me e descubro que conversar com a dor é arte.

Certas tristezas não são visitas, são inquilinas. Trocam as fechaduras, instalam-se e passam a chamar o meu vazio de lar.

A depressão é um inverno que se instala na sala de estar e decide que não haverá primavera este ano, nem no próximo. A gente aprende a estocar lenha de poesia e a se cobrir com cobertores de memórias mornas, torcendo para que o gelo não alcance o coração.