Frases da Seicho-No-Ie
Volta pra cá
Eu sei que errei, as palavras doream. O silêncio cresceu mais a amizade não morreu. Volta pra cá, sem medo, sem pressa Quero teu risos de volta, e te dá meu ombro outra vez.
Inquieto
Amo ser inquieto.
Não sei viver parado.
Preciso do movimento,
porque mover-me
é lembrar ao coração
que ainda pulsa.
A vida é uma engrenagem
que nunca deixa de girar.
Enquanto me movimento,
sei que estou vivo.
Nereu Alves
O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.
Ao olhar uma estrela cintilante, não sei se seu brilho é verdade ou apenas a memória de uma luz extinta, que há muito deixou de existir. Talvez não seja ela que se perdeu, mas eu, que permaneço no lugar errado.
Aos poucos vou me reconstituindo, tentando colar os pedaços de mim que a vida esfarelou, mas sei, com uma dor que queima por dentro, que nunca serei inteiro. Sempre restarão fendas abertas, buracos que sangram lembranças e ausências que me rasgam por dentro.
Meus limites foram redesenhados pela prática, hoje sei até onde posso rasgar sem perder a trama, a ousadia ganhou contorno seguro.
As manhãs me recebem com perguntas que não sei responder. Então respondo com pequenos atos: água, roupa, café. A rotina vira tábua de salvação nas ondas das incertezas. E quando a coragem retorna, ela vem na forma de hábito. Pequenas repetições fazem com que eu me reconheça novamente.
Eu me reconstruí tantas vezes que já sei montar meus próprios escombros, sou especialista em renascimentos, e isso me dá orgulho, viver é arte contínua.
Não temo mais minhas falhas, elas moldaram minha identidade, sei onde piso porque já caí lá, sei quem sou porque me quebrei, e sei o que quero porque sobrevivi.
Vivemos acorrentados ao que já sabemos. O dia em que você disser "Eu sei de tudo" é o dia em que você parou de viver, começou a estagnar.
Carrego tempestades no olhar, mas é nelas que percebo que ainda sei sentir. A lágrima não denuncia fraqueza, denuncia existência. É a prova de que o coração, apesar de cansado, não desistiu de pulsar. E quem sente, ainda está vivo, mesmo que a vida doa.
O riso escapa às vezes como quem rouba um remédio proibido. Dói o riso quando sei o preço que ele tem: esquecer por instantes. Mas prefiro esses lapsos de luz a um cotidiano contínuo de negrume, pois há beleza mesmo nos intervalos em que a alma consegue respirar.
Fiz da ausência um hábito, depois um vício e, por fim, meu próprio nome. Já não sei quem eu seria se o vazio me deixasse.
