Frases Conservadoras
O Estado laico é a forma política de reconhecer que a consciência não pode receber sentença estatal, sobretudo sobre questões que permanecem abertas à razão humana.
Toda mensagem possui uma gramática explícita e uma política implícita: diz alguma coisa e distribui posições entre quem fala e quem escuta.
No Brasil, a liberdade acadêmica protege a investigação contra o dogma religioso, político e também contra a certeza científica que se tornou impermeável à própria crítica.
No Brasil, transformar pseudociência em política pública não é apenas um erro intelectual; pode produzir consequências concretas sobre direitos, recursos e vidas.
No Brasil, uma política pública pode ser inspirada por valores religiosos, mas sua legitimidade jurídica não pode depender exclusivamente da verdade de uma doutrina metafísica.
O Brasil precisa de políticas públicas orientadas por evidências sem transformar a evidência científica em uma nova teologia estatal.
O costume transforma o improvável repetido em realidade psicológica e, depois, a realidade psicológica em dogma.
Há leis que protegem a liberdade e leis que apenas conferem aparência jurídica aos costumes de uma época
O poder político deve ser suficientemente forte para proteger a liberdade e suficientemente limitado para não se tornar seu proprietário.
O poder político não pertence pessoalmente ao governante; é uma responsabilidade confiada para proteger direitos que não foram criados pelo próprio poder.
A sociedade política não deveria apagar os direitos que os indivíduos possuíam antes do Estado; deveria criar mecanismos capazes de protegê-los contra a arbitrariedade.
O consentimento transforma indivíduos dispersos em comunidade política e impede que a autoridade seja confundida com simples capacidade de mandar.
A liberdade política começa quando o indivíduo deixa de ser tratado como propriedade do governante e passa a ser reconhecido como sujeito de direitos, consciência e autonomia.
O contrato social transforma indivíduos dispersos em comunidade política quando a convivência deixa de depender da força e passa a depender de regras reconhecidas como comuns.
A liberdade política exige que o cidadão não seja apenas destinatário das leis, mas parte da comunidade que participa de sua formação e reconhece nelas uma expressão da vontade coletiva.
Uma sociedade é politicamente livre quando o cidadão não vive simplesmente sob a vontade dos governantes, mas reconhece na ordem jurídica uma expressão legítima da vontade coletiva da qual também faz parte.
Quando o poder precisa escolher entre ser amado e ser temido, a prudência política reconhece que o medo pode ser mais previsível que o afeto, desde que não se transforme em ódio.
Na política, os homens frequentemente julgam aquilo que conseguem enxergar antes de investigar aquilo que realmente existe; por isso, a aparência também se transforma em instrumento de poder.
Nenhum poder politicamente estável deveria depender exclusivamente da benevolência alheia; aquilo que não pode ser protegido por instituições permanece vulnerável à mudança dos interesses.
As circunstâncias mudam, e a inteligência política pertence àquele que consegue transformar sua conduta sem abandonar o propósito que orienta sua ação.
