Frases Conhecidas

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⁠O menino e o milagre

O primeiro verso que um poeta faz é sempre o mais belo porque toda a poesia do mundo está em ser aquele o seu primeiro verso…

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

⁠Da condição humana

Se variam na casca, idêntico é o miolo,
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.

Inserida por pensador

⁠Sempre

Sou o dono dos tesouros perdidos no fundo do mar.
Só o que está perdido é nosso para sempre.
Nós só amamos os amigos mortos
E só as amadas mortas amam eternamente…

Inserida por pensador

⁠Verão

Há sempre, afastada das outras, uma nuvenzinha preguiçosa que ficou sesteando no azul.

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

⁠Com H se escreve HOJE
Mas “ontem” não tem H…
Pois o que importa na vida
É o dia que virá!

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

⁠Canção de vidro

E nada vibrou...
Não se ouviu nada...
Nada...

Mas o cristal nunca mais deu o mesmo som.

Cala, amigo...
Cuidado, amiga...
Uma palavra só
Pode tudo perder para sempre...

E é tão puro o silêncio agora!

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Do eterno mistério

“Um outro mundo existe... uma outra vida...”
Mas de que serve ires para lá?
Bem como aqui, tu’alma atônita e perdida
Nada compreenderá...

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Ah, nunca a vida fez uma história mais triste
Que a de um caminho que se perdeu...

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.

Nota: Trecho do poema Uma simples elegia.

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Inserida por pensador

⁠Da arte de escrever

O mais difícil da arte de escrever é quando temos que redigir as dedicatórias.

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

⁠Guerra

Os aviões abatidos
são cruzes caindo do céu.

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

Delícia de olhar, no céu, os v v v dos voos distanciando-se…

Mario Quintana
Caligrafias. In: A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
Inserida por pensador

⁠A oferenda

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio.

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Parênteses

(Em meio ao turbilhão do mundo
O Poeta reza sem fé)

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Do belo

Nada, no mundo, é, por si mesmo, feio.
Inda a mais vil mulher, inda o mais triste poema,
Palpita sempre neles o divino anseio
Da beleza suprema...

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Da indulgência

Não perturbes a paz da tua vida,
Acolhe a todos igualmente bem.
A indulgência é a maneira mais polida
De desprezar alguém.

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

⁠Silêncios

Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
... e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Os pés

Meus pés no chão
Como custaram a reconhecer o chão!
Por fim os dedos dessedentaram-se no lodo macio,
[agarraram-se ao chão...
Ah, que vontade de criar raízes!

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠O espetáculo predileto dos pobres: observar os ricos.

Inserida por romuloalbuquerque

"Pus meus sapatos na janela alta, sobre o rebordo.
Céu é o que lhes falta pra suportarem a existência rude.
E lá, imóveis eles sonham
Que são dois velhos barcos abandonados
À margem tranquila de um açude."

Inserida por rapha777

Acima de tudo sê fiel a ti mesmo,
Disso se segue, como a noite ao dia,
Que não podes ser falso com ninguém.