Frases sobre ciência para celebrar o conhecimento e a descoberta

A ciência descobre correlações; o Direito decide quando uma correlação pode produzir consequências jurídicas; o agnosticismo lembra que correlação não é explicação completa.

A ciência pode informar o Direito sobre riscos biológicos, climáticos ou tecnológicos; o agnosticismo lembra que modelos científicos também possuem margens de incerteza.

A ciência pergunta “qual é a evidência?”; o Direito pergunta “qual é a consequência?”; o agnosticismo pergunta “sabemos realmente o suficiente para afirmar isso com certeza?”.

Ciência baseada em evidências e Direito baseado em fundamentos possuem algo em comum: ambos deveriam desconfiar da autoridade desacompanhada de justificação. O agnosticismo acrescenta: desconfie também da própria certeza.

A ciência não precisa matar o mistério; basta impedir que o mistério seja falsificado como conhecimento.

A ciência cresce não apenas quando descobre o verdadeiro, mas quando aprende a reconhecer o falso.

A ciência começa onde a autoridade deixa de ser suficiente e a evidência passa a ser necessária.

A ciência pode explicar o mecanismo das estrelas sem extinguir a noite; compreender uma coisa não significa necessariamente destruir seu mistério.

Reconhecer os limites do conhecimento científico não significa rejeitar a ciência. Significa, justamente, levar a sério a distinção entre evidência, hipótese, interpretação e aquilo que permanece desconhecido.

A ciência deve ser respeitada por sua capacidade de produzir conhecimento verificável, mas não deve ser utilizada para responder, por decreto, perguntas que pertencem a outros domínios epistemológicos.

A ciência investiga aquilo que pode ser demonstrado; a sabedoria começa quando reconhecemos aquilo que ainda não pode.

O Direito procura a justiça entre os homens; a ciência procura evidências sobre o mundo. Confundi-los é tão perigoso quanto separá-los completamente.

A ciência desconfia das certezas; o Direito deveria desconfiar das certezas com poder.

A ciência pode explicar como uma crença se forma sem precisar decidir se aquilo em que se acredita é metafisicamente verdadeiro.

A ciência pergunta “como sabemos?” antes de perguntar “no que queremos acreditar?”.

A ciência muda quando a evidência muda; o dogma muda apenas quando deixa de conseguir impedir a mudança.

Talvez a maior contribuição da ciência à filosofia tenha sido ensinar ao homem que sua intuição não é uma autoridade sobre a realidade.

O cérebro fabrica certezas com extraordinária facilidade; a ciência existe, em parte, para interrogá-las.

A ciência oferece explicações; a filosofia examina seus pressupostos; o Direito estabelece limites para o poder exercido em nome delas.

A ciência conhece por aproximações; o dogmatismo conhece por decretos. Entre ambos está a honestidade de dizer: “ainda não sabemos".