Frases Célebres
Quero a vibração do alegre. Quero a isenção de Mozart. Mas quero também a inconsequência. Liberdade? é o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre. E quero o fluxo.
Recuso-me a ser um fato consumado. Por enquanto sobrenado na preguiça.
Mas de mim depende eu vir livremente a ser o que fatalmente sou. Sou dona de minha fatalidade e, se eu decidir não cumpri-la, ficarei fora de minha natureza especificamente viva. Mas se eu cumprir meu núcleo neutro e vivo, então, dentro de minha espécie, estarei sendo especificamente humana.
Com exceção de uns poucos, todos têm medo de mim como se eu mordesse.
Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.
E eis que de repente agora mesmo vi que não sou pura.
Não se preocupe comigo. Eu sou muito feliz.
Sem uma palavra. Mas teu prazer entende o meu.
Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas.
Para não se traírem eles ignoravam que hoje era ontem e haveria amanhã.
Redondo sem início e sem fim, eu sou o ponto antes do zero e do ponto final.
Por que quero fazer de mim um herói? Eu na verdade sou anti-heroica. O que me atormenta é que tudo é "por enquanto", nada é "sempre".
É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é.
E morre-se, sem ao menos uma explicação. E o pior – vive-se, sem ao menos uma explicação.
Era muito impressionável e acreditava em tudo o que existia e no que não existia também. Mas não sabia enfeitar a realidade. Para ela a realidade era demais para ser acreditada. Aliás a palavra “realidade” não lhe dizia nada. Nem a mim, por Deus.
Eu sei de muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo o que não sei e – por ser um campo virgem – está livre de preconceitos. Tudo o que não sei é a minha parte maior e melhor: é minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo o que eu não sei é que constitui a minha verdade.
Tudo acaba, mas o que te escrevo continua. (...) O melhor está nas entrelinhas.
Só porque é difícil compreender e amar o que é espontâneo e franciscano. Entender o difícil não é vantagem, mas amar o que é fácil é uma grande subida na escala humana.
Porque eu sozinho não consigo: a solidão, a mesma que existe em cada um, me faz inventar.
Não é confortável o que te escrevo. Não faço confidências. Antes me metalizo. E não te sou e me sou confortável.
