Frases Bonitas pra Falar para Mim Mesmo
“Há em mim um garoto esperançoso que mesmo com lápis branco e preto pode imaginar desenhos coloridos.”
A fé me salva de mim mesmo, dos meus excessos, dos meus impulsos, das minhas sombras, ela é minha luz interna.
A vida me ensinou a escrever cartas para mim mesmo. Nelas encontro conselhos antigos e ternos. Algumas servem de manual para dias de crise. Outras são lembretes para celebrar pequenas vitórias. E reler é gesto de autocompaixão bem praticado.
Há manhãs em que não desejo o fim, apenas uma pausa na consciência, um repouso de mim mesmo e do barulho da minha mente.
Luto diariamente para não me tornar um fantasma de mim mesmo, um corpo que ocupa espaço, mas que já não habita o presente.
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.
A esperança renasce em mim como uma chama teimosa, mesmo quando o vento da vida sopra para apagá-la, eu a protejo com as mãos feridas e calejadas, porque sei o quanto ela já me salvou, e continuarei acendendo-a até o fim dos meus dias.
A fé me devolveu a mim mesmo,
quando eu já tinha esquecido quem era, ela me levantou antes mesmo que eu pedisse, e hoje eu sigo firme, porque sei de onde vem minha força.
Eu sobrevivi a mim mesmo nos meus dias mais sombrios, e isso é uma vitória invisível que nenhum aplauso seria capaz de traduzir.
Carrego em mim a estranha mutação que nasceu no instante em que percebi que, mesmo em ruínas, ainda havia algo que se recusava a ceder, um pulso teimoso, quase indomável, insistindo em existir contra o próprio vazio.
A solidão me apresentou a mim mesmo e eu fiquei. A solidão pode ser espelho, quem ali nos visita pode ser o próprio eu que ainda havia de nascer.
Já fui o fim de mim mesmo, e ainda assim recomecei. Recomeçar depois de se perder é prova de que o limite era apenas um mapa, não sentença.
Perdi tudo e ganhei a mim mesmo, no vazio reencontrei o essencial, perda virou retorno para o que importa, ganhei liberdade e rosto próprio.
Eu mudo de rota a cada dez anos porque me recuso a ser o museu de mim mesmo. Se eu não me trair de vez em quando, acabo virando estátua, e estátua só serve para os pombos da mediocridade cagarem em cima.
Tudo em mim te venera
com o Mapuche-Huilliche
Da tua mão - não solto
mesmo que resista ou evite
Como Diucón com Chilco
que foi libertada do gelo
O espírito é de recomeço
amar não tem nenhum preço
(O Ano Novo virá com apreço)
