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Cada dia que surge, constitui uma nova vida para quem sabe viver.

Até mesmo para quem passou toda uma vida no mar, chega uma idade em que se deixa a embarcação.

Vamos esquecer que existe um tempo e não vamos contar os dias da vida!

A vida afectiva é a única que vale a pena. A outra apenas serve para organizar na consciência o processo da inutilidade de tudo.

Miguel Torga
TORGA, M., Diário XIV

O sucesso na vida vem não de ter as cartas certas, mas de jogar com as erradas corretamente.

Dinheiro e tempo são os fardos mais pesados da vida. As pessoas mais infelizes são aquelas que têm tanto disso que não sabem o que fazer com ele.

Um dos maiores prazeres da vida consiste em fazer o que os outros lhe dizem que você não pode.

A primeira metade da vida passa-se a desejar a segunda; a segunda, a recordar a primeira.

A vida é a variedade. Assim como o paladar pede sabores diversos, assim a alma exige novas impressões.

A cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, é uma dimensão constitutiva da existência humana, como as mãos são um atributo do homem.

No meio da vida acontece que a morte surge e mede o homem. A visita é esquecida e a vida continua. Mas o fato está feito, silenciosamente.

A duração breve da nossa vida proíbe-nos de alimentar uma esperança longa.

A dificuldade na vida é tomarmos a sério a mesma coisa durante tempo de mais.

Temer o amor é temer a vida, e quem teme a vida já está três quartos morto.

Saber envelhecer é a grande sabedoria da vida.

Os heróis são aqueles que tornam magnífica uma vida que já não podem suportar.

Uma das situações da vida mais cheia de esperanças é aquela em que estamos tão mal que já não poderíamos estar pior.

Passarei a minha vida a provocar as confidências dos loucos. São pessoas de uma honestidade escrupulosa e cuja inocência só encontra um igual em mim.

A política é a arte do possível. Toda a vida é política.

Quando tiramos a vida aos homens, não sabemos, nem o que lhes tiramos, nem o que lhes damos.

Lord Byron
BYRON, L., The works of lord Byron, comprehending the suppressed poems‎ - Volume IX, 1822