Circulando entres as mesmas questões... Natália Maria de Lira...

Circulando entres as mesmas questões inflamáveis, a dor parece ser simplesmente um suspiro desesperado. As batidas insanas embargadas em meu proprio sangue marcam a vida da morte crescente. Fungindo aterrorizada dos marcadores do relogio, que fazem tornar vivo aquilo esquecido pela loucura solida no meu coração, esbarro em um inimigo pior. Encaro-o ferozmente tentando faze-lo recuar, porém a cada ato, sinto-me menor. Vendo as pessoas amadas passarem pela minha frente, sem poder toca-las. Apenas lembranças. Lembranças que estam se apagando rapidamente. O desconforto insuportavelmente grande e agonizante vai se tornando maior, diminuindo o tamanho meu. Porém, não deixarei o inimigo perto dos amados. Junto com a minha destruição, ele vai regridindo também. Olho para o meu rosto marcado de furor intenso e a realidade derrama-se sobre minhas veias como gelo, petrificando qualquer coisa ativa dentro de mim. O inimigo sente o mesmo que eu. Apenas porque, somos a mesma pessoa. Sou o meu pior inimigo.