A TEORIA DO ESQUECIMENTO Me diz uma... Thiago Calado
A TEORIA DO ESQUECIMENTO
Me diz uma coisa, qual é o nome do seu avô?
E o nome do seu bisavô?
Por último, qual é o nome do seu tataravô?
Se você não souber responder, está tudo bem, pois isso é algo extremamente normal. Nem todos se lembram dos seus antepassados...
Mas isso nos traz um fato! Note que, provavelmente, depois de algumas gerações, ninguém vai se lembrar de você também.
Não porque você não seja importante, mas porque a memória humana é limitada mesmo. A vida continua, e as pessoas acabam se ocupando com a sua própria vida, com a sua própria história.
Tudo aquilo que hoje lhe parece enorme e valioso, as opiniões alheias às quais dá importância, brigas de família, vaidade, necessidade de aprovação, medo de julgamento... tudo isso vai desaparecer com o tempo e cair no esquecimento.
Daqui a 100 anos, provavelmente, ninguém se lembrará do seu cargo, do seu carro, da sua roupa, ninguém lembrará da sua conquista ou nem de quando você não se arriscou com medo de fracassar.
Essa teoria não serve para dizer que a vida é inútil, na verdade, a intenção é contrária a isso. Acredito que, assim como a morte chegará para nós um dia, nós também seremos esquecidos. Então, vejo isso de maneira positiva e libertadora, pois saber desse esquecimento futuro funciona como um alívio para o presente e serve para tirar o peso de coisas que não merecem tanta atenção assim.
Mas, se a lembrança futura não é garantida, o que sobra?
Sobra o que você vive agora, o seu caráter, a sua paz interior, o amor verdadeiro entregue aos seus entes queridos, a sua presença, o seu cuidado com a sua saúde, o seu crescimento pessoal, a sua lealdade para quem a merecer... em resumo, tudo aquilo que você faz de bom, mesmo sem esperar aplausos por isso.
A ideia central que trago é: sim, você será esquecido, então pare de viver para ser lembrado e comece a viver para ser mais presente, sem se preocupar demais com coisas que não importam.
Thiago Calado
11/05/2025
02h21
