IA de IA, IA nada... Desafiar a própria... Glauce Leite
IA de IA, IA nada...
Desafiar a própria capacidade mental é bem excitante. Conseguir sintetizar em palavras nossos pensamentos embaralhados é algo tão artesanal quanto arquitetônico, isso sem levarmos em consideração a imprevisibilidade de nossos próprios pensamentos quando escrevemos, às vezes somos pegos pela poesia em meio a um relato super pé no chão, sério, pragmático...
Ah, o devaneio...
A IA não sabe o que é isso!
Pobre inteligência desprovida de inteligência, tão previsível, sonsa...
Ordenar hierarquicamente as próprias ideias sem nenhuma interferência secundária, sem telas, nem mesmo um dicionário e ao final poder se orgulhar do texto que escrevemos é o ápice da realização pessoal. Pena que essa faceta da vaidade humana anda meio fora de moda. Não vejo mais intelectuais, pintores, escritoras, cientistas, doutoras em línguas serem exaltadas pela burguesia de qualquer província, na contra-mão assistimos corpos comprados em clínicas de estética e fortunas repentinas, suspeitas até, ganharem o raso tapete vermelho da falsidade e mediocridade humana. Afinal de contas, pra quê nos acabarmos em livros de papel de 450 páginas para clarear um pouquinho nossa ignorância diante de tanto mistério se é tão fácil impressionar a humanidade com figuras e palavras da amiga IA
Queria tanto não pensar tanto
Queria tanto não ter escrito esses tantos ...
Tarde demais...
Escrevemo-nos
Decifraimo-nos
